Cientistas conseguem trazer sensação de tato para braço robótico
Créditos: UPMC - YouTube/Reprodução

Cientistas conseguem trazer sensação de tato para braço robótico

Adição agiliza movimentação do paciente, que pode executar tarefas com maior facilidade

Cientistas estadunidenses conseguiram trazer a sensação de tato para um braço robótico. A equipe da Universidade de Pittsburgh liderada pela professora de medicina, Jennifer Collinger, obteve sucesso na busca de agilizar a movimentação do paciente, que agora pode executar tarefas com maior facilidade.

04/08/2020 às 12:31
Notícia

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O paciente em questão se chama Nathan Copeland, que tinha 18 anos de idade em 2004 quando sofreu um acidente de carro e perdeu a capacidade de sentir e de movimentar a maior parte do seu corpo. Apesar disso, ele ainda mantém os sentidos nos seus pulsos e em alguns dedos, além de ter alguma capacidade de movimento em seus ombros.

Seis anos depois do acidente, Copeland foi chamado para participar de um estudo experimental que tentava permitir que uma pessoa controlasse um braço robótico usando apenas ondas cerebrais. Usando uma interface cérebro-computador (BCI), os pesquisadores conseguiram traduzir os impulsos elétricos do cérebro do paciente em comandos para o membro mecânico.

A recente adição do sentido de tato serve como uma melhoria desse sistema, permitindo que Copeland realize suas atividades de maneira mais rápida. Antes, ele levava cerca de 20 segundos para segurar algum objeto — agora, com a nova adição, ele faz a mesma tarefa em 10 segundos.

"Até mesmo para algo simples como segurar um copo e tentar manter a quantidade certa de pressão conforme você o move para outro local, você depende do feedback tátil que vem da sua mão".
Jennifer Collinger, professora de medicina da Universidade de Pittsburgh

Os cientistas passaram anos procurando maneiras de enviar esse feedback tátil para o cérebro do paciente a partir de um braço robótico. Isso finalmente foi possível ao adicionar eletrodos na área do cérebro de Copeland que processa as informações sensoriais.

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Os pesquisadores então utilizaram pulsos elétricos para simular uma ampla gama de sensações. Ao estimular as áreas relacionada às pontas dos dedos, por exemplo, eles verificaram que o paciente sentia como se os estímulos estivessem vindo da sua própria mão.

Depois disso, eles descobriram como gerar esses sinais quando o braço robótico encosta em alguma coisa. Finalmente, eles fizeram testes para ver se a novidade realmente ajudou Copeland a fazer as tarefas mais rapidamente.

Esses testes envolvem coisas como pegar um bloco ou servir água num copo. No final, eles perceberam que o paciente estava conseguindo realizar as tarefas quase tão rapidamente quanto uma pessoa usando sua própria mão biológica.

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Via: NPR, Wired
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Carlos Felipe

Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation 1. Em 2005 migrou para o PC, e aí começou a se interessar por tecnologia. Formado jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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