Créditos: Divulgação/IBM

IBM mostra os primeiros chips de 2nm com 75% de economia de energia

Os chips possuem 50 bilhões de transistores, em uma área menor que uma unha

A IBM, uma das principais empresas de tecnologia e informática e microprocessadores, acaba de anunciar o primeiro chip de 2nm do mundo. Ele possui um total de 50 bilhões de transistores, em uma área menor que uma unha. Apesar do chip ainda não estar pronto para ser comercializado, ele já é uma possibilidade para a indústria. 

Os últimos anos as empresas de microprocessadores tem trabalhado para oferecer chips menores, diminuindo a litografia. Atualmente os mais recentes do mercado são fabricados em 5nm, 7nm, 10nm e 14nm. O processo ad IBM reduz esse tamanho para 2nm. 

Avançar na litografia, reduzindo o seu tamanho, significa aumentar a performance e a eficiência energética. Segundo o comunicado da IBM, o seu chip de 2nm é capaz de oferecer até 45% mais desempenho, caso seja usada a mesma quantidade de energia dos componentes de 7nm. Agora, se objetivo for reduzir o consumo, a nova tecnologia é capaz de oferecer até 75% de economia, com a performance igual as opções de 7nm.

31/03/2021 às 20:18
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As empresas desenvolvedoras de processadores podem escolher se desejam mais eficiência energética ou desempenho de performance maior. O que geralmente acontece é um "meio termo". O poder de economia e de desempenho não é usado ao máximo em nenhum caso, conseguindo oferecer para o usuário uma opção com avanços em ambos os sentidos. 

Na prática isso significa que os dispositivos com chips em 2nm terão melhor otimização da bateria, com uma navegação mais fluida e rápida. Na melhor das hipóteses, a IBM diz que os smartphones com a mesma capacidade de bateria fabricadas hoje poderiam ficar até quatro dias sem precisar recarregar. Esse resultado final depende de uma série de fatores, então essa é uma opção que dificilmente será utilizada pelas fabricantes, que aproveitam para entregar funções extras em seus dispositivos, que acabam usando mais energia. 

Além de dispositivos móveis, os chips produzidos também podem ser usados em veículos autônomos, data centers e até mesmo para a implementação do 6G. O poder de desempenho poderia fazer com que as respostas nesses setores fossem ainda mais eficientes, aumentando a capacidade de uso. 

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A IBM destaca que os wafers em 2nm já existem e estão prontos. No entanto, ainda não serão comercializados. A maioria das fabricantes de chips ainda estão no processo de 7nm em escala comercial e a migração de uma litografia para outra leva bastante tempo, com muitos testes e pesquisa. Deve levar alguns anos para que o processo chegue aos 2nm, sendo distribuídos para o usuário final. 

Via: Adrenaline, Engadget
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Ana Luiza Pedroso

Ana Luíza é técnica em informática formada pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e graduanda de Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Compõe o quadro de estagiários do Adrenaline e Mundo Conectado desde 2018, publicando notícias. Aprende muito todos os dias sobre o universo de hardware, games e tecnologia.

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