Crise de silício paralisa linhas de montagens da Ford, GM e outras gigantes
Créditos: Reprodução // Aurich Lawson / Getty Images

Crise de silício paralisa linhas de montagens da Ford, GM e outras gigantes

Apesar de não afetar da mesma maneira todas as montadoras, a estimativa é que prejuízo na indústria seja de US$ 61 bi

O aumento da demanda por produtos de tecnologia em 2020 por conta da pandemia do SARS-COV-2 tornou ainda mais difícil adquirir alguns componentes como placas de vídeo e consoles, mas essencialmente os baixos estoques são reflexo, antes mesmo da pandemia, da crise de insumos nas fundições de chips de silício.

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Com a indústria automotiva cada vez mais investindo em embarcar computadores de bordo sofisticados e outros componentes eletrônicos pensados para os mais diversos fins nos carros mais modernos, é natural que em algum momento essa crise de insumos se refletisse nesse nicho da indústria também, chegando ao ponto em que montadoras de grandes marcas, incluindo Ford e General Motors, se viram obrigadas a paralisar linhas de montagem.

A Ford teve que parar a produção em Kentucky em dezembro de 2020, e em janeiro, ordenou uma pausa de um mês em uma fábrica alemã. A Stellantis (nova empresa formada por uma fusão entre a Fiat Chrysler e a Peugeot) reduziu a produção em fábricas nos EUA, México e Canadá  na mesma época. Assim como a Audi, que teve que ociosidade de 10.000 funcionários na Alemanha, segundo o CEO Markus Duesmann, dizendo ao Financial Times que o problema envolvia "uma cadeia muito longa com diferentes níveis no fornecimento de componentes que estão passando por problemas de abastecimento." A fábrica da Subaru em Gunma, no Japão, também foi afetada, além da produção do Toyota Tundra, no Texas.

Esta semana foi a vez da Mazda anunciar que pode precisar reduzir sua produção em 34 mil unidades em 2021 por conta da falta de chips o suficiente. Fábrica de caminhões da Nissan no Mississipi precisou reduzir suas horas de operação e na quarta-feira, a GM disse que vai encerrar atividades em fábricas no Kansas, Canadá, México e Coreia do Sul.

Em muitos casos, as montadoras estão tentando priorizar seus produtos mais sob demanda, mas o encerramento de atividades em tantas unidades demonstra que nem sempre essa opção é suficiente para enfrentar a crise associada a pandemia.

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O problema não afetou igualmente toda a indústria automobilística. Por exemplo, a Toyota diz que diversificou sua cadeia de suprimentos e aumentou o estoque de componentes após o terremoto e o tsunami de 2011 no Japão. E o Hyundai Motor Group não cancelou nenhuma de suas encomendas de chips em 2020 devido ao COVID-19, por isso está praticamente ileso. Entretanto, o impacto na indústria como um todo, foi estimado em US$ 61 bilhões.

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Não espere que o problema seja restrito simplesmente para a indústria automobilística, também. Na quinta-feira de manhã, a Qualcomm alertou que  "a escassez na indústria de semicondutores está em toda a linha".

Via: Ars Technica
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Daniel Trefilio Carvalho

Formado em Letras pela Universidade Estadual de Campinas em 2013, professor, tradutor e revisor. Nas horas vagas, instalando impressora e formatando PCs desde os tempos que Alone In The Dark era um jogo bom e ocupava 4 disketes.

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