Defesa do consumidor do Brasil é contra novas políticas de privacidade do WhatsApp
Créditos: Reprodução/R7

Defesa do consumidor do Brasil é contra novas políticas de privacidade do WhatsApp

O Idec fala que irá adotar medidas contra o compartilhamento de dados com o Facebook

Leitura Rápida

  • O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) se pronunciou contra as novas políticas de privacidade do WhatsApp
  • O órgão vai tomar medidas para permitir que o usuário consiga escolher se quer, ou não, compartilhar seus dados com o Facebook
  • As novas medidas devem começar a valer a partir de 8 de fevereiro

Depois das novas medidas impostas pela política de privacidade do WhatsApp, órgãos responsáveis pela segurança dos dados dos brasileiros foram acionados. O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), já confirmou que irá tomar medidas contra ao compartilhamento dos dados do mensageiro com o Facebook

O Idec pretende fazer com que o WhatsApp flexibilize e possibilite que os usuários escolham se querem, ou não, compartilhar suas informações. Atualmente, não há a opção de apenas não ceder os seus dados. 

06/01/2021 às 13:46
Notícia

WhatsApp permitirá compartilhamento de dados com o Facebook

Mudanças nos termos de uso e na política de privacidade entrarão em vigor a partir de 8 de fevereiro ...

Recentemente o WhatsApp começou a enviar avisos sobre mudanças na sua política de privacidade para seus usuários. A partir do dia 8 de fevereiro todas as informações dos usuários serão, de forma explícita, compartilhadas com a empresa mãe, o Facebook. 

Não há a opção de não concordar com os termos. O WhatsApp apenas dá duas opções "aceitar", ou "lembrar mais tarde". Também sugere que, caso o usuário não concorde com os novos termos, que exclua a sua conta e fique fora da plataforma. O Idep sugere que usuários que não concordem consigam se manter na plataforma. 

Essa atualização de política de privacidade gerou um grande movimento nas redes sociais. Aplicativos de mensagens concorrentes, como o Signal e Telegram, fizeram publicações provocativas. Eles sugerem que os usuários excluam a sua conta do WhatsApp e migrem para outros serviços que não façam parte da rede Facebook. 

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O Telegram não escreve a palavra WhatsApp, mas deixa a entender com os asteriscos, em um tom de humor. Já o Signal foi um pouco mais agressivo na sua provocativa.

"O Facebook provavelmente se sente mais confortável vendendo anúncios do que comprando-os, mas eles farão o que precisam para ser o melhor resultado quando algumas pessoas pesquisarem por 'Signal' na App Store. Obs. Nunca haverá anúncios no Signal, porque os seus dados pertencem às suas mãos e não às nossas." Logo abaixo adiciona uma imagem de pesquisa pelo nome do app, que chega em segundo lugar, após o Messenger, também do Facebook.

Muitos usuários se mostram contra a política. O Facebook já foi envolvido em uma série de problemas, envolvendo os dados pessoais de seus usuários. O maior vazamento envolveu a empresa privada de análise de dados Cambridge Analytica, que coletou dados de milhões de usuários. 

Até o momento, o WhatsApp não deu nenhuma resposta sobre o descontentamento dos usuários com as novidades na políticas impostas. 

Via: Olhar Digital
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Ana Luiza Pedroso

Ana Luíza é técnica em informática formada pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e graduanda de Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Compõe o quadro de estagiários do Adrenaline e Mundo Conectado desde 2018, publicando notícias. Aprende muito todos os dias sobre o universo de hardware, games e tecnologia.

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