Microsoft pode criar chatbot com pessoas reais fazendo usuários viver para sempre
Créditos: Reprodução/howard-chai.medium Black Mirror Be Right Back

Microsoft pode criar chatbot com pessoas reais fazendo usuários viver para sempre

O bot vai poder recriar a imagem e voz da pessoa, esteja ela viva ou morta

Leitura Rápida

  • Uma nova patente da Microsoft mostra que a empresa está trabalhando para criar um bot desenvolvido a partir de uma pessoa real
  • Fornecendo dados pessoais seria possível recriar estilo, voz, imagem e preferências de respostas
  • Isso poderia ser feito pelo próprio usuário, que poderia treinar o seu bot
  • Isso indica que o chatbot poderia simular conversas com pessoas que já faleceram, entre outras possibilidades

Recentemente, uma patente identificada pelo site Ubergizmo, revelou os planos da Microsoft em investir em bots de pessoas reais para bate papo. Esse sistema usaria dados pessoais dos usuários para simular conversas com ele. Isso poderia ser usado tanto para pessoas que estão vivas, criando chats com secretárias virtuais baseadas em pessoas reais, por exemplo, como também simular conversações com entes queridos que já faleceram. 

Essa é mais uma tecnologia que parece ter saído diretamente da série Black Mirror, da Netflix. No episódio "Be Right Back", o primeiro da segunda temporada, algo muito semelhante a tecnologia é mostrado.

A patente descreve que o bot não seria genérico, mas simularia uma pessoa específica. Assim, fornecendo dados pessoais, seria possível reconstituir até mesmo a voz de quem está sendo recriado. 

A descrição da patente mostra que seria possível adicionar "atributos de conversação" da pessoa. Isso significa que seriam recriadas, de forma muito parecido ao real, reproduzindo "estilo, dicção, tom, voz, intenção, comprimento de frase / diálogo e complexidade, tema e consistência”.

O sistema iria reunir o máximo de informações disponíveis da pessoa. Isso inclui não somente os dados cadastrais, mas também seus gostos pessoais, o modo de falar, preferências, voz e muito mais. Quanto mais informação for disponibilizada, mais real e completo será o bot. É possível recriar e criar o seu próprio bot, que o tornaria muito eficiente. 

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Caso nenhuma situação seja prevista, e o bot não tenha o que falar sobre conversas muito específicas, são criadas respostas. O sistema usaria dados de conversação de crowdsourcing, que seriam usados para preencher as lacunas. 

Não apenas a voz da pessoa poderia ser escutada, como a imagem poderia ser reproduzida. A patente indica que  “um modelo 2D / 3D da pessoa específica pode ser gerado usando imagens, informações de profundidade e / ou dados de vídeo associados à pessoa específica”.

Há uma grande questão sobre recriar uma pessoa que não está viva. A patente indica que os perfis de pessoas mortas indicariam que ela não é real. Quando a interação sugerir eventos que aconteceram depois do seu falecimento, a resposta pode indicar que a pessoa está, de fato, falecida. 

Outro grande problema é o excesso de informação que é necessária enviar para criar o bot. Isso torna a privacidade da pessoa extremamente invadida, concedendo permissão para dados muito íntimos. 

Ainda não se sabe quando os testes da tecnologia vão começar e nem como ela será abordada pela Microsoft. Pode ser que ele simule apenas conversas de atendimento, ou outras funções menos invasivas. Lembrando que essa é apenas uma patente, que sugere que a empresa deseja ter o domínio da propriedade intelectual. 

Via: Forbes, Protocol
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Ana Luiza Pedroso

Ana Luíza é técnica em informática formada pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e graduanda de Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Compõe o quadro de estagiários do Adrenaline e Mundo Conectado desde 2018, publicando notícias. Aprende muito todos os dias sobre o universo de hardware, games e tecnologia.

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