Pesquisadores criam "Sol artificial" alcançando 100 milhões de graus celsius
Créditos: Instituto de Pesquisa de Energia de Fusão da Coreia

Pesquisadores criam "Sol artificial" alcançando 100 milhões de graus celsius

Essa é a primeira pesquisa a conseguir manter por essa temperatura por mais de 10 segundos

Durante anos pesquisadores vêm estudando maneiras para melhorar a energia de fusão nuclear, diversas dessas pesquisas levam plasmas a altas temperaturas, criando em alguns momentos até um “Sol Artificial” na Terra. Agora uma pesquisa no reator 'Korea Superconducting Tokamak Advanced Research' (KSTAR, em português: Tokamak Supercondutor de Pesquisas Avançadas) bateu todos os recordes nessas pesquisas, isso porque a equipe conseguiu manter uma temperatura de íons de 100 milhões de graus por 20 segundos.

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O teste aconteceu no dia 24 de novembro e envolveu a participação de pesquisadores do Instituto Coreano de Energia de Fusão (KFE), a Universidade Nacional de Seul (SNU) e a Universidade de Columbia dos Estados Unidos. 

Junto os pesquisadores dessas instituições conseguiram realizar a operação contínua de plasma durante 20 segundos, atingindo uma temperatura de íons maior do que 100 milhões de graus.

Esse é um marco e tanto para os cientistas, isso porque esse feito é duas vezes maior do que o atingido pela Campanha de Plasma KSTAR 2019. Isso mostra o quão rápido essa área de pesquisas está se desenvolvendo, principalmente se levar em consideração que a equipe atingiu a temperatura do íon de plasma de 100 milhões de graus pela primeira vez em 2018, conseguindo manter o experimento por cerca de 1,5 segundo.

Para fazer a criação de reações de fusão como as que ocorrem no Sol na Terra, os isótopos de hidrogênio devem ser colocados dentro de um dispositivo de fusão como o KSTAR. Isso cria um plasma para realizar a separação de íons e elétrons, aquecendo os íons e os mantendo em alta temperatura.

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Até agora poucos dispositivos de fusão conseguiram manter o plasma a temperaturas de 100 milhões de graus por mais de 10 segundos. Isso porque é bastante difícil manter o plasma estável em temperaturas tão altas por muito tempo.

O Si-Woo Yoon, Diretor do Centro de Pesquisa KSTAR, comemorou o feito e falou mais sobre a importância da pesquisa:

"As tecnologias necessárias para longas operações de 100 milhões de plasma são a chave para a realização da energia de fusão e o sucesso do KSTAR em manter o plasma de alta temperatura por 20 segundos serão um ponto de viragem importante na corrida para garantir as tecnologias para a operação de plasma de alto desempenho, um componente crítico de um reator de fusão nuclear comercial no futuro. "

Veja a matéria completa sobre a pesquisa publicado pelo Conselho Nacional de Pesquisa de Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul através desse link.

Via: TweakTown Fonte: Phys.org
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Willian Vieira

Willian Ferreira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina em 2019 e começou a estudar Sistemas na Estácio. Desde criança é um aficionado por games, essa paixão acabou despertando o interesse na área de tecnologia. Joga de tudo um pouco, mas tem uma preferencia para jogos de ação, FPS e Fable.

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