DroneAnalyst levanta principais impactos sobre a DJI após bloqueios comerciais
Créditos: Reprodução/DroneDJ

DroneAnalyst levanta principais impactos sobre a DJI após bloqueios comerciais

Analista acredita que a restrição será mais prejudicial para os Estados Unidos que para a DJI

Leitura Rápida

  • Os impactos que a restrição dos EUA terá em relação a DJI ainda não estão muito explicados
  • O analista David Benowitz, da DroneAnalyst, destaca quais são os possíveis problemas que a companhia vai enfrentar
  • A maioria são em relação a bateria e soluções de nuvem, que são dependentes dos EUA
  • As especulações de Benowitz é de que a DJI irá criar soluções paralelas para enfrentar a restrição
  • Isso pode fortalecer a companhia e diminuir a soberania estadunidense
  • O esperado é que 2021 seja um ano lento para a produção de drones

A DJI é mais uma empresa chinesa que está na lista de restrições dos Estados Unidos, impostas pelo presidente Donald Trump. Assim como a Huawei, as restrições estão nas relações comerciais entre empresas estadunidenses e a chinesa. Os seus drones vão continuar no mercado do país. Uma das principais questões é como essa ação irá impactar a gigante de drones. Uma publicação feita pela DroneAnalyst, feito pelo ex-funcionário da DJI David Benowitz, explica os impactos.

Vale destacar que essas são análises paralelas. Nada foi confirmado pela DJI e a chinesa ainda não se pronunciou sobre os impactos que a restrição terá em seus negócios. Ainda é necessário aguardar comunicados oficiais para informações mais concretas. De qualquer maneira, essa é uma análise técnica, feita por especialistas no mercado. 

Diferente da Huawei, as implicações são menos óbvias. Por exemplo, ainda não está muito definido se a App Store e a Play Store - lojas de aplicativos da Apple e Google respectivamente -, vão precisar remover o app da DJI. Caso isso seja necessário, possivelmente os usuários vão poder instalá-lo via navegador. 

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O site DroneDJ alerta que, caso isso seja necessário, vale que todos os usuários confiram se seu app está atualizado. Também vale instalar o aplicativo em todos os equipamentos que podem fazer uso com o drone. Isso porque mesmo que ele não esteja disponível na loja, ele pode ser usado se já está instalado. 

Ainda não foi informado se o app vai ser removido, essa é apenas uma medida de segurança, para evitar problemas futuros. A DJI é a maior fabricante de drones do mundo. Mesmo que ela não possa usar a tecnologia desenvolvida nos Estados Unidos, ela irá procurar fornecimento de outras fontes. 

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Esse processo de banimento de empresas chinesas não é recente. A DJI já dava sinais de que estaria se preparando para ser inclusa na lista. "Eu especularia que a  DJI não será severamente afetada por essas limitações de compras", informa Benowitz "é provável que eles tenham transferido sua cadeia de suprimentos para fornecedores chineses na expectativa de serem incluídos na lista", completa o analista.

É provável que eles tenham transferido sua cadeia de suprimentos para fornecedores chineses na expectativa de serem incluídos na lista - David Benowitz

 

Benowitz destaca que, com a ação, os Estados Unidos forçam as empresas a criar cadeias independentes e separadas do país norte americano. A longo prazo, isso pode significar uma maior opção de fabricantes. Com o mercado mais acirrado, os preços podem ser reduzidos e as fontes de consumo mais amplas. Isso também diminui a dependência e soberania que as companhias estadunidenses possuem.

Segundo o analista, os danos devem ser maiores para o próprio país do que, necessariamente, para a DJI. Apesar disso, se mantém realista ao mercado. "Em suma, provavelmente veremos o setor de hardware estagnar no próximo ano, à medida que os concorrentes da DJI ampliam suas cadeias de suprimentos para atender à demanda ou diversificam sua linha de produtos para capturar mais participação de mercado da DJI", destaca Benowitz.

Os danos podem ser maiores para os EUA que para a DJI

A DJI é soberana em muitos setores da indústria de drones. A companhia traz opções que nenhuma das suas concorrentes possuem, tendo tecnologia muito mais avançada. Benowitz alerta que "os consumidores e empresas devem esperar disponibilidade limitada de todos os drones no mercado e preços mais altos à  medida que mudam para alternativas DJI." 

Em resumo, o próximo ano deve ser mais lento para a indústria de drones. De qualquer maneira, a DJI não deve encerrar seus negócios, mas sim, adaptá-los e torná-los independentes dos Estados Unidos. Algo que pode ser usado mesmo se a restrição for removida.

Via: DroneDJ
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Ana Luiza Pedroso

Ana Luíza é técnica em informática formada pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e graduanda de Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Compõe o quadro de estagiários do Adrenaline e Mundo Conectado desde 2018, publicando notícias. Aprende muito todos os dias sobre o universo de hardware, games e tecnologia.

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