A cada 27,5 milhões de anos temos uma nova extinção em massa na Terra, diz estudo
Créditos: Forbes

A cada 27,5 milhões de anos temos uma nova extinção em massa na Terra, diz estudo

Pesquisa publicada na Historical Biology tenta encontrar relação entre os eventos

Um estudo científico recentemente publicado na revista Historical Biology levanta a possibilidade de eventos de extinção em massa acontecerem com uma frequência aproximadamente determinada: mais ou menos a cada 27,5 milhões de anos. A pesquisa foi realizada por cientistas da Universidade de Nova York, que levaram em consideração a extinção de animais terrestres, o que inclui anfíbios, répteis, aves e mamíferos para o estudo. Foram analisados os dez últimos grandes eventos de extinção.

Quando falamos de extinção em massa, muita gente pensa imediatamente no fim dos dinossauros, que foi a Extinção do Cretáceo-Paleógeno. Neste evento, que ocorreu há mais de 60 milhões de anos, perdemos 70% de todas as espécies que existiam na época, não apenas os dinossauros. Mas existiram diversas outras grandes extinções e, contando essa, pelo menos cinco são consideradas "em massa". Para se ter uma dimensão, estima-se que 99% das espécies que já caminharam sobre a Terra hoje não existem mais.

A hipótese mais aceita para a extinção dos dinossauros é a de que um enorme asteroide teria atingindo a Península do Iucatã, onde hoje é o México, e seu impacto teria sido tão poderoso que alterou as condições climáticas da Terra na época, tornando a vida dos enormes animais insustentável. Os pesquisadores estimam que todo grande evento de extinção em massa acontece com uma catástrofe do tipo, seja pelo impacto de um asteroide ou uma massiva erupção vulcânica que desestabiliza a cadeia alimentar de todo o planeta.

Para o estudo sobre a periodicidade das extinções, os pesquisadores focaram em eventos terrestres, mas chegaram a perceber que oito delas coincidem com grandes extinções marinhas também.

02/12/2020 às 13:45
Notícia

Astrônomo amador identifica estrela como o sol que pode ser o...

Mistério antigo da astronomia caminha mais um passo graças à contribuição de entusiasta

Os cientistas apontam uma possível causa para esse período mais ou menos determinado, que tem a ver com a movimentação de toda a galáxia. A cada 26 a 30 milhões de anos, o Sistema Solar passaria por um quadrante especialmente denso da galáxia, o que aumentaria nossas chances de sermos atingidos por grandes asteroides.

É importante destacar que as ideias relatadas aqui não são consenso. Há cientistas que imaginam que exista alguma outra explicação para a periodicidade de extinções apontada, enquanto outros acham que o período nem deve ser levado em consideração, que não exista uma relação de causa e efeito entre as extinções e a diferença de tempo entre elas. 

Via: Super Interessante Fonte: Historical Biology
User img

João Gabriel Nogueira

João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline e o Mundo Conectado, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

Celular GAMER barato? Testamos o Black Shark 4, o custo-benefício da Xiaomi

O que você achou deste conteúdo? Deixe seu comentário abaixo e interaja com nossa equipe. Caso queira sugerir alguma pauta, entre em contato através deste formulário.