Nave japonesa com amostra de asteroide está retornando após quase 6 anos
Créditos: Reprodução/JAXA

Nave japonesa com amostra de asteroide está retornando após quase 6 anos

Lançada em 2014, Hayabusa 2 é esperada para chegar na Terra em 6 de dezembro

A nave Hayabusa 2 da Agência Espacial do Japão (JAXA) está finalmente retornando à Terra após 6 anos em sua missão para coletar amostras de um asteroide. A nave foi lançada ao espaço em 2014 numa viagem de 5 bilhões de quilômetros e deverá chegar em solo terráqueo no dia 6 de dezembro, segundo as estimativas dos cientistas. Hayabusa 2 deverá aterrissar no deserto de Woomera, na Austrália.

A nave foi enviada ao espaço para coletar uma amostra de 100 miligramas do asteroide Ruygu, chegando ao destino quase 3,5 anos após sair do nosso planeta. Ela passou esse tempo viajando 3,2 bilhões de quilômetros através do espaço. A Hayabusa 2 pesquisou o asteroide e coletou amostras por um ano e meio, iniciando seu retorno em novembro de 2019, totalizando quase 6 anos de missão quando finalmente encerrar suas atividades.

A imagem abaixo mostra o planejamento da volta da nave à Terra, apenas uma cápsula específica deverá aterrissar e entregar o material com segurança. 

Como o nome indica, essa não é a primeira nave japonesa com essa missão. Em 2003, o Japão enviou a Hayabusa 1 ao espaço para coletar as mesmas amostras, mas a missão não foi bem sucedida. Por conta disso, a Hayabusa 2 foi criada e conseguiu chegar ao asteroide e fazer a coleta.

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Recentemente, a NASA fez uma transmissão mostrando a missão de sua sonda OSIRIS-REX. Para quem não acompanhou a saga, a OSIRIS-REx estava orbitando o asteroide Bennu há dois anos e finalmente pousou no local para a coleta de amostras do local. De acordo com a NASA, Bennu tem mais de 4,5 bilhões de idade e contém material do início do sistema solar e pode conter os precursores moleculares da vida e dos oceanos da Terra.

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O asteroide tem quase a mesma altura do Empire State Building e pode, potencialmente, colidir com a Terra no final do próximo século. A chance é de 1 em 2.700 de impactar nosso planeta durante uma de suas próximas abordagens. 

Fonte: Socientifica
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Mariela Cancelier

Mariela é jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina e gosta de jogos de luta e MOBAs. Foi estagiária do Adrenaline e Mundo Conectado e atualmente é redatora freelancer em ambos os sites.

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