Tim Cook fala sobre como a Apple vê as investigações de monopólio
Créditos: Reprodução/ 9to5mac

Tim Cook fala sobre como a Apple vê as investigações de monopólio

O CEO da empresa ainda comenta sobre relação com políticas de Trump

Leitura Rápida

  • Tim Cook, CEO da Apple, deu uma longa entrevista, onde comentou as principais polêmicas que a empresa está envolvida
  • Um dos principais pontos foi a investigação Antitruste do governo
  • A empresa está sendo acusada de monopólio e comportamento anticompetitivo
  • Cook diz que a empresa não comete essas ações e que está aberta para investigações
  • Ele também menciona algumas políticas do atual governo, comandado por Donald Trump, como as medidas contra imigrantes
  • A empresa se posiciona contra as ações de Trump

A Apple está envolta em uma série de polêmicas ultimamente. A empresa está sendo processada por comportamento anticompetitivo pela Epic, além de estar sofrendo com os bloqueios, devido ao Covid-19. Em recente entrevista cedida para o The Atlantic Festival, o CEO da Apple, Tim Cook, falou principalmente sobre a investigação antitruste do Congresso e privacidade. Além disso, também comentou sobre as diferenças que a empresa está vendo com as políticas implementadas pelo atual presidente, Donald Trump.

Antitruste é uma palavra para definir a contrariedade a formação de cartéis e combinações de monopólio. Ela é lei nos EUA, que impede que as empresas tenham comportamento anticompetitivo, sujeitas a punições severas na justiça. O primeiro assunto debatido na entrevista foi esse. Segundo o CEO, empresas como a Apple "merecem escrutínio", que seria uma análise minuciosa, mas negou que a empresa imponha qualquer tipo de monopólio.

Não tenho nenhum problema em colocar a Apple sob o microscópio e deixar que as pessoas fiquem olhando e sondando - Tim Cook

 

Para quem não acompanhou, a Epic Games Store implementou um sistema de pagamento direto em seu jogo Fortnite. Isso vai contra as políticas da App Store, que expulsou o game, e posteriormente a própria desenvolvedora, das plataformas da empresa. Toda compra feita, em qualquer app disponibilizado na App Store, precisa repassar 30% do lucro total para a Apple. A Epic diz ser uma taxa abusiva e que qualquer outra medida é banida pela Apple.

Esse é um dos principais pontos que estão colocando a Apple sob investigação. Cook fala que não tem problemas em deixar a empresa sob análise do governo. É possível perceber que ele menciona que o mercado em geral é extremamente competitivo. De fato é. O que ele não descreve são os seus softwares. Atualmente, duas grandes empresas detém os sistemas operacionais de smartphones, a Apple (iOS) e a Google (Android). Nenhuma das duas empresas permite que lojas terceiras sejam implementadas, obrigando que os apps paguem taxas de 30% da arrecadação.

28/08/2020 às 20:44
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Além de comentar sobre um possível comportamento monopolista, Cook também fala sobre a privacidade de seus usuários. Essa vem sendo uma das principais estratégias de marketing há anos da Apple. Cook informa que a empresa se preocupou com isso antes mesmo do governo e que já dispõe opções de segurança de ponta, que garante que as informações de seus clientes esteja o mais segura possível.

O CEO fala que "desde que a Apple foi fundada, sempre nos preocupamos com a privacidade das pessoas." Ele também menciona o fato do ambiente digital ser uma forma de remover toda a privacidade humana, que é considerada um "direito humano básico", segundo Cook. 

Outras perguntas feitas para o CEO foram relacionadas a queimadas, mudanças climáticas e políticas de imigrantes, que estão sendo atacadas por Trump. Um dos exemplos citados foi o DACA, que é uma política que protege crianças de outros países que foram trazidas para os EUA quando muito pequenas e viveram a vida toda no país.

Para a Apple, a privacidade é um direito humano básico

O atual presidente é contra e a Apple já se mostrou a favor da política em outras oportunidades. Cook diz que "O DACA é muito importante para nós. Temos mais de 400 funcionários que estão na empresa e eles estão aqui no DACA." Isso reitera, mais uma vez, que as medidas contra os imigrantes não é bem vista pela companhia. 

Por fim, foi comentado como a Apple está lidando com o distanciamento social, necessário para diminuir o contágio de Covid-19. O CEO fala que isso está sendo difícil para a empresa, uma vez que os trabalhos são muito colaborativos, o que os torna mais eficientes, se os funcionários estão reunidos. Apesar disso, informa que as funções que não precisam ser necessariamente na empesa, está sendo mantido o home office, respeitando as indicações da OMS (Organização Mundial da Saúde). Ele também informa que algumas ações também devem ser alteradas no futuro, uma vez que foi constada a eficiência de alguns trabalhos remotos.

Para assistir a entrevista completa, você pode conferir o vídeo abaixo:

Via: 9to5mac, WCCFTech
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Ana Luiza Pedroso

Ana Luíza é técnica em informática formada pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e graduanda de Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Compõe o quadro de estagiários do Adrenaline e Mundo Conectado desde 2018, publicando notícias. Aprende muito todos os dias sobre o universo de hardware, games e tecnologia.

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