Proibição do uso de drones chineses pelo governo dos EUA pode se tornar lei nas próximas semanas
Créditos: Reprodução/European Global Navigation Satellite Systems Agency

Proibição do uso de drones chineses pelo governo dos EUA pode se tornar lei nas próximas semanas

Principal alvo desta lei seria a fabricante de drones DJI

Uma emenda para proibir o uso de drones chineses pelo governo dos EUA pode se tornar lei dentro de algumas semanas. Contida na Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA), a medida proíbe a compra de drones comerciais feitos por uma "entidade estrangeira coberta", incluindo a China, por qualquer agência do governo dos EUA. A proibição abrange tanto as compras de novos drones quanto voos de drones já em frotas de agências, que precisariam terminar dentro de seis meses. 

14/07/2020 às 08:58
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A proibição se estende a componentes de drones, incluindo drivetrains, câmeras e placas de circuito. As encomendas para componentes já contratados podem ser concluídas até um ano após a promulgação. A emenda sobreviveu às versões aprovadas pela Câmara e pelo Senado da NDAA e parece estar garantida na legislação final que será apresentada para assinatura pelo presidente Donald Trump.

O autor da emenda, o deputado americano Mike Gallagher (R-Wisconsin), disse que a medida era necessária para a segurança nacional: "Drones fabricados por adversários estrangeiros não devem estar nem perto do governo federal. Este equipamento de países como a China usa dólares dos contribuintes para apoiar o quase monopólio do Partido Comunista Chinês neste mercado crítico, ao mesmo tempo em que representa uma séria ameaça à segurança nacional. É imperativo que o Congresso aprove esta lei bipartidária para proteger os interesses dos EUA, nossas comunidades e nossa cadeia de fornecimento de segurança nacional"

Medida proíbe a compra de drones comerciais feitos por uma "entidade estrangeira coberta", incluindo a China, por qualquer agência do governo dos EUA

 


Reprodução/Aviation International News Online

Originalmente oferecida no ano passado como legislação autônoma intitulada "The American Security Drone Act", a emenda proíbe a compra de drones e componentes de países considerados ameaças à segurança nacional. A proibição se estende ao uso de subvenções e contratos federais para compra desses itens pelos governos estaduais e locais. 

A proibição é destinada principalmente à fabricante chinesa de drones DJI, que controla 70% do mercado de drones dos EUA e negou repetidamente que os dados de seus drones sejam coletados pelo governo chinês.  Em um comunicado divulgado semanas atrás, a empresa disse o seguinte: "Projetamos nossos sistemas para que os clientes da DJI tenham controle total sobre como ou se compartilham suas fotos, vídeos e registros de voo, e apoiamos a criação de padrões da indústria para a segurança de dados de drones que fornecerão proteção e confiança para todos os usuários de drones".

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Preocupações com a segurança levaram o Exército dos EUA a proibir o uso de drones da DJI já em 2017 e no início deste ano o Departamento do Interior dos Estados Unidos deixou de usar toda a sua frota de 800 drones DJI por razões semelhantes. 

No início deste mês, a empresa de segurança Synacktiv relatou potenciais vulnerabilidades no aplicativo de segurança da DJI. A empresa chinesa chamou essas alegações de "enganosas" e disse que não havia "nenhuma evidência de conexões inesperadas de transmissão de dados dos aplicativos da DJI projetados para clientes governamentais e profissionais".

Via: DroneXL Fonte: Aviation International News Online
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Fabio Rosolen

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