William “Bill” English, criador do mouse, morre aos 91 anos
Créditos: Reprodução/ English family

William “Bill” English, criador do mouse, morre aos 91 anos

Ele foi responsável por tornar possível a computação como temos hoje

Leitura Rápida

  • Morre um dos principais responsáveis pela criação do mouse de computador
  • William “Bill” English faleceu aos 91 anos, por insuficiência respiratória
  • O engenheiro deixa um legado muito importante para a computação moderna

O responsável pela criação de mouses faleceu em 26 de julho, aos 91 anos. William “Bill” English executou a ideia de seu parceiro Douglas Engelbart, que fez o projeto, mas não tinha conhecimento técnico o suficiente para desenvolver o produto. A parceria rendeu um dos periféricos mais utilizado em sistemas computacionais e responsável por popularizar os computadores.

English faleceu no final de julho, por insuficiência respiratória. Apesar de ser a causa de morte mais comum, causada pelo Covid-19, não foi confirmado que ele estava contaminado com o vírus. O engenheiro de computação faleceu na Califórnia, em São Rafael, onde morava. 

O seu grande legado foi a criação do primeiro protótipo de mouse. Hoje é difícil imaginar como a entrada de dados é feito sem auxílio desse periférico. Antes de ele existir, o processo era muito mais complicado e trabalhoso. O primeiro modelo foi feito com um bloco de madeira com apenas um botão.

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English desenvolveu o protótipo totalmente sob as ideias de Douglas Engelbart. Nesta época, o engenheiro trabalhava no Augmentation Research Center (ARC) da SRI International. Isso permitiu que os dois parceiros criassem formatos inovadores de navegação, que permitiram que as pessoas pudessem interagir com computadores e tecnologia, de uma forma simplificada, sem precisar ter um amplo conhecimento.

O desenvolvimento do mouse aconteceu na década de 1960. Ele apresentava dois potenciômetros em seu interior. Esses componentes permitiam que fosse possível rastrear o movimento, respondendo os comandos dados pelas pessoas. Ele funcionava exatamente como os de hoje. Quando o usuário direciona o mouse para cima ele segue o comando na tela, assim como em qualquer direção. Quando algo era selecionado, era necessário apertar o único botão presente. 

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Depois de ter amplamente contribuído para a consolidação da SRI, como uma empresa inovadora no mercado, English trocou de emprego. Ele começou a trabalhar para a Palo Alto Research Center (PARC) da Xerox, onde ele desenvolveu o tradicional mouse de bolinha. Esse modelo já era um aprimoramento das primeiras versões, mas posteriormente passou por mais um update, chegando aos mouses ópticos, usados até hoje.

English faz parte da história da computação moderna. Assim como outros grandes nomes, ele compõe uma nova era, que torna possível uma série de novos dispositivos, presentes no dia a dia das pessoas. Para saber um pouco mais da história de grandes invenções, sugerimos o vídeo abaixo:

Via: Adrenaline
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Ana Luiza Pedroso

Ana Luíza é técnica em informática formada pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e graduanda de Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Compõe o quadro de estagiários do Adrenaline e Mundo Conectado desde 2018, publicando notícias. Aprende muito todos os dias sobre o universo de hardware, games e tecnologia.

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