Análise: Dell XPS 13 - um belíssimo ultrafino para quem pode pagar pelo melhor

Análise: Dell XPS 13 - um belíssimo ultrafino para quem pode pagar pelo melhor

Alto desempenho e muita portabilidade são destaques da nova geração

O Dell XPS 13 é um notebook premium da Dell, com foco e portabilidade e performance. Esse modelo conta com medidas bastante enxutas e especificações avançadas, para garantir muita agilidade no uso cotidiano.

Site oficial Dell XPS 13 novo

Uma das principais novidades desse modelo é que agora ele tem fabricação nacional, o que reduziu seu preço em até 30% comparado a modelos da geração anterior. Também há diversas melhorias em design, agora com melhor uso da área pela tela e teclado, além de hardwares atualizados.

Análise em vídeo

Design

O XPS 13 tem o belíssimo visual que esperamos de um produto premium. Primeiro elemento a chamar é o porte compacto, com 1,3kg e apenas 1,49cm de espessura, é um notebook muito leve e fino, fácil de jogar na mochila e esquecer que está lá.

O XPS 13 conta com um belíssimo design, excelentes materiais e um formato muito compacto

Os mais de quilo em seu peso não são tão impressionantes ao lado de outro modelo da própria Dell que testamos recentemente,  como o Dell Inspiron 13 7000, mas há uma diferença perceptível na qualidade da construção: o XPS 13 tem uma estrutura muito robusta apesar das medidas discretas, com uso de em uma única peça de alumínio esculpido via CNC, enquanto na região do teclado é usado o carbono, que além de leve e resistente tem a característica de não conduzir calor, tornando o notebook sempre frio e confortável ao toque mesmo quando em alta carga.

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Um dos grandes méritos desse notebook é o excelente uso do espaço. A tela foi ampliada em 7%, deixando pouquíssima borda em torno do display e tornando o notebook muito compacto para um modelo de 13 polegadas. Outros elementos também foram refinados, como o teclado que vai de uma borda a outra do notebook e o mousepad, que é 17% maior que o do modelo antecessor e tem uma excelente área de uso.

A tela se destaca com alta saturação, contrastes e por contar com versões com resolução 4K e sensível a toques!

A tela é outro componente crucial para um notebook de alta qualidade, e temos aqui uma configuração excepcional. Recebemos para os testes a versão topo de linha do XPS 13, que inclui um display de resolução UltraHD, com 3840 x 2400, com uma altíssima definição resultado de tantos pixels em um display mais compacto. Além do alto grau de detalhes, as imagens também se destacam por um alto contraste e ótima saturação de cores.

Outro recurso presente por ser o modelo topo da linha, é o recurso da tela sensível a toques, algo sempre útil para a usabilidade de um notebook e em vários momentos é mais interessante tocar no display ao invés de usar o touchpad.

Um ponto bastante negativo, porém, é a conectividade. Colocar portas em um ultrafino não é uma missão fácil, e infelizmente não há muitas no XPS 13. São duas portas USB Tipo-C, sendo que uma já será tomada pelo carregador se estiver com ele na tomada. Outras postas incluem uma entrada para fone de ouvido e cartão microSD. Mesmo com porte parecido, o Zenbook 14 consegue duas entradas USB no formato tradicional, um conector de energia que não vai tomar uma delas e também mais uma saída HDMI, além da porta de fone de ouvido e cartão microSD.

Performance

O XPS 13 busca o mais rápido e potente hardware disponível dentro das limitações de um modelo ultrafino. Para isso usa modelos de baixa tensão da 10ª geração Core, com modelos i5 e i7, ambos com 4 núcleos e 8 threads. Os destaques são a presença de um SD PCIe NVMe M.2 e memórias RAM operando em 3733MHz, recursos que tornam esse modelo extremamente ágil.

Isso se reflete em ações como tirar o notebook do modo de hibernar, ligar o sistema ou abrir um aplicativo. O Dell XPS 13 é muito responsivo, levando poucos instantes para alternar entre funções e trazendo a sensação de estar "sempre pronto" para agir.

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A atualização do hardware traz algumas pontuações bem impressionantes, algo visível na diferença entre o Zenbook 14 e o Dell XPS 13. Apesar de ambos serem modelos com quad-core com 8 threads, tem muito chão separando o Comet Lake de 14nm usado no modelo da Asus e o Ice Lake em 10nm usado pela Dell. Uma das diferenças é a memória, com o modelo Zenbook operando em 2133MHz e o XPS 13 saltando pra 3733MHz, algo que influencia em testes que dependem de performance de processador.

Em gráficos também vemos esse salto comparado ao modelo da Asus, mas bastou colocar um notebook de entrada com gráficos AMD para ver que a Intel ainda está devendo evoluir nesse aspecto, e mesmo CPUs AMD Ryzen de entrada já encostam na linha Iris Plus, que é a mais robusta da linha Intel Core. O Dell Inspiron 13 com sua GeForce MX250 também mostra como mesmo muito restrito no espaço de um notebook ultrafino, a Nvidia também ainda faz um trabalho mais competente que a Intel.

A performance para uso cotidiano é impecável, com muita responsividade

 

Autonomia, ruído e aquecimento

O Dell XPS 13 promete até 18 horas de bateria em atividades leves e 11 horas de streaming no Netflix. Porém o modelo com tela 4K tem uma demanda maior de performance e um display mais exigente, e isso reduz sensivelmente sua autonomia estimada, com 12 horas de uso leve em aplicativos de produtividade e 8h em reprodução de vídeo.

Em nossos testes, ele não chegou a cumprir todo esse tempo. Com brilho no mínimo e modo economia de energia, ele descarregou após 7 horas de uso leve em aplicações como navegar na internet, planilhas e videochamadas, o modo Office do teste do PCMark 10.  Isso cria uma grande diferença comparado ao Zenbook 14, lembrando que o modelo de testes do XPS 13 que recebemos é bastante penalizado por sua tela de alta resolução.

Na produção de ruído e aquecimento o XPS 13 se sai bem. Mesmo em alta carga, como renderizando vídeo ou rodando jogos, as fans não operam de forma excessivamente barulhenta, apesar da perceptível aceleração. Mas o mais interessante é o efeito da estrutura em carbono na região do apoio dos pulsos, que torna imperceptível o aquecimento do notebook nessas situações e mantém sempre confortável seu uso. 

Conclusão

O XPS 13 é um ótimo produto premium para quem está disposto a desembolsar bastante por um notebook muito portátil porém bastante ágil e eficiente. Ele traz um design muito bem acabado com materiais de muita resistência, leveza e ótimo uso dos espaços.

É difícil achar pontos fracos em um notebook tão excelente, mas nossa exigência sobe junto com o preço, e apesar de não ter nenhuma falha grave, há aspectos que poderiam ser melhores. A conectividade é um exemplo, com a Asus em seu Zenbook 14 conseguindo fazer um design fino e mesmo assim manter portas USB e HDMI em tamanho normais. Dongles são sempre um sinal que uma porta ficou faltando no notebook, e o XPS 13 não tem nenhuma USB convencional, então o jeito é migrar para o novo padrão USB tipo-C em seus periféricos.

Na performance, ele tem um desempenho incrível em atividades cotidianas, e o CPU Intel combinado com memórias de altíssima frequência e armazenamento SSD NVMe fazem essa máquina "voar" entre aplicações. A única pena é na performance gráfica, que apesar das evoluções dos gráficos Iris Plus e a memória absurdamente rápida que a Dell colocou aqui, ainda não fazem frente a chips para ultrafinos com Nvidia GeForce MX250. 

O XPS 13 é um ótimo produto premium para quem está disposto a desembolsar bastante por um notebook muito portátil porém bastante ágil e eficiente

 

Por fim, o Dell XPS 13 é uma das mais impressionantes peças de engenharia computacional portátil para quem quer um produto com muito desempenho e design. Seu maior impeditivo é mesmo o preço, que apesar dos valores mais acessíveis graças a fabricação local, ainda é um produto para poucos.

Prós

  • Belíssimo design
  • Muita agilidade
  • Corpo resistente e materiais de qualidade
  • Tela excelente e suporte a 4K e touchscreen
  • Leitor de digitais e reconhecimento facial do Windows Hello
  • Excelente uso do espaço pela tela, touchpad e teclado
  • Tem um dongle com formato USB tradicional

Contras

  • ...porque todas suas conexões são USB Tipo-C
  • Performance limitada para aplicações mais pesadas
  • Teclado fora do padrão ABNT-2
  • Custo elevado

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Diego Kerber

Formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Diego Kerber é aficionado por tecnologia desde os oito anos, quando ganhou seu primeiro computador, um 486 DX2. Fã de jogos, especialmente os de estratégia, Diego colabora com a Adrenaline na produção de notícias e artigos na coluna "Vida Digital".

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