Engenheiros criam vestível bioeletrônico feito a partir de lápis e papel

Engenheiros criam vestível bioeletrônico feito a partir de lápis e papel

Dispositivo seria destinado a monitorar facilmente a saúde pessoal das pessoas em casa

Uma equipe de pesquisadores da Universidade do Missouri, nos Estados Unidos, publicou um estudo que explica como eles estão desenvolvendo um dispositivo vestível de monitoramento bioelétrico usando lápis e papel. Basicamente, eles utilizaram o lápis como componente principal da pesquisa porque ele conta com núcleos feitos com mais de 90% de grafite. Esse material conduz uma quantidade significativa de energia quando você o usa para escrever em  um papel.

10/07/2020 às 09:01
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Em outras palavras, o vestível seria como um "adesivo" de papel com os componentes feitos apenas a partir de desenhos a lápis. Segundo os engenheiros do estudo, a grafite pode funcionar como um sensor eletrodo, enquanto o papel é uma estrutura flexível para aderir à pele. 

A equipe de pesquisa disse que eles podem criar dispositivos que monitoram a temperatura e o nível de glicose de uma pessoa.

Além disso, os sensores podem trabalhar em tempo real e fornecer dados confiáveis. Confira a demonstração no vídeo abaixo:

 

Essa pesquisa prova que é possível criar um vestível de monitoramento de saúde com materiais baratos e facilmente acessíveis. Na demonstração acima, por exemplo, o vestível pode ser facilmente diluído na água após seu uso. Os engenheiros também defendem que as pessoas poderão usar a tecnologia para obter atendimento domiciliar personalizado, caso ela se torne um recurso que possa ser usado facilmente por todos.

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Além de ser mais barato e proporcionar mais conforto para o usuário, o sensor feito a partir de lápis e papel também poderia ajudar com pesquisas remotas, especialmente durante uma crise como a coronavírus, por exemplo. 

Por enquanto, o estudo do novo e incrível vestível está apenas no início e pode levar alguns anos até que a equipe que inventou a tecnologia encontre uma maneira de comercializá-la. Eles dizem que o próximo passo é fazer mais testes dos componentes biomédicos.

Via: Engadget Fonte: Missouri.edu
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Mariela Cancelier

Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), fui estagiária do Adrenaline/Mundo Conectado entre 2015 e 2017. Gosto de jogos de luta (o que marcou minha infância foi Tekken 4) e MOBAs. Atualmente sou colaboradora de ambos sites e apareço de vez em quando em alguns vídeos e reviews dos canais.

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