Space X droneship: balsa que navega sozinha, entenda como!
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Space X droneship: balsa que navega sozinha, entenda como!

O droneship recuperou o propulsor usado na missão histórica do dia 30 de Maio

Em 2016 a Space X conseguia pela primeira vez pousar de um foguete Falcon 9 em uma balsa não tribulada no meio do mar. Recentemente  no final de Maio, em um momento histórico, a empresa concluiu com sucesso o lançamento da aeronave Crew Dragon, Endeavour como foi batizada pelos tribulantes, e para fechar com chave de ouro o foguete Space Falcon 9 retornou a terra e realizou um pouso no droneship.  A estratégia de conseguir retornar o foguete é crucial para a empreitada da empresa, uma vez que a ação diminui muito os custos, desta forma as balsas de resgate são essenciais para que o planejamento dê certo.

O droneship, navio drone, não tripulado que foi utilizado na missão do dia 30 é chamado de "Claro que eu ainda te amo", Of Course I Still Love You (OCISLY), construído em 2015 e sofreu danos severos, perdendo dois motores, em 2018, após uma tentativa de pouso mal sucedida. A base da OCISLY é em Porto Canaveral e retornou o foguete recuperado da missão de volta à plataforma 39A da onde foi lançado. A balsa cobre a área leste enquanto a Just Read the Instructions cobre a área oeste. 

O droneship serve como um espaço porto autônomo (ASDS - autonomous spaceport droneship), a balsa foi modificada para ter uma plataforma mais larga, dando mais margem para os pousos, possui estação de manutenção de propulsores e equipamentos que permitem que os foguetes possam ser recuperados em alta velocidade. 

Mas se o foguete consegue retornar sozinho, por que não pousar em terra? Devido a trajetória de lançamento o pouso em balsas localizadas no oceano acabam assumindo uma trajetória de retorno mais natural que demanda menos combustível, desta forma as balsas são essenciais para a recuperação dos propulsores. 

30/05/2020 às 17:08
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A balsa Of Course I Still Love You é equipada com motores de propulsão azimutal com potência de 4 x 300 cavalos, instalados em cada canto da plataforma de pouso. Quando acionados, eles permitem que o propulsor mantenha uma posição sem se mexer enquanto estiver no mar. OCISLY também possui duas antenas satélites para receber informações, dados e se comunicar com o  booster. Possui mangueiras de combate a incêndios que podem ser operadas remotamente caso ocorra alguma explosão ou incêndio devido a erros durante o pouso, neste caso, as mangueiras são acionadas e inundam rapidamente o local. 

Os droneships da SpaceX não são construídos para navegarem de forma autônoma, OCISLY é levada até o destino do pouso no Oceano Atlântico por um barco reboque. A balsa contem câmeras e sensores que conseguem gravar os pousos, contudo um problema muito comum que acontece durante os pouso é o corte da gravação. Isso ocorre devido as fortes vibrações causadas pelos propulsores, com essa vibração o link com o satélite é quebrado e a transmissão é interrompida. 

A tecnologia desenvolvida para conseguir tornar os propulsores "reutilizáveis" corta muitos custos o que ajuda ainda mais a impulsionar essa nova era de exploração espacial que estamos entrando.

Fonte: spacexfleet, defesaaereanaval
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Beatriz Vitoriano Alves de Oliveira

Sou a Bia, em poucas palavras: estudante de Economia, curiosa de carreira e nerd de coração. Desde que me conheço por gente leio sobre tudo e gosto muito de debates.

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