ANÁLISE: MAVIC AIR 2 - Confira em detalhes porque é o MELHOR DRONE da atualidade

ANÁLISE: MAVIC AIR 2 - Confira em detalhes porque é o MELHOR DRONE da atualidade

Drone é excelente e barato fora do Brasil, mas o dólar encareceu seu preço final por aqui

Leitura Rápida

  • Drone com tamanho e peso praticamente perfeitos para a maioria dos usuários
  • Câmera que grava vídeos em 4k 60FPS, 1080p 240FPS e tira fotos em 48MP
  • Autonomia de voo superior de até 34 minutos
  • Distância de controle de até 10km
  • Segue algo definido e se desvia de obstaculo muito bem
  • Vários modos automáticos de gravação
  • Traz sensor que detecta aeronaves, mas não funciona no Brasil

Depois de muitos testes e voos em uma série de situações bem distintas, finalmente publico minha análise em texto do Mavic Air 2. Prepare-se, é uma review longa, especialmente porque é um tipo de gadget que passei a gostar bastante - e o motivo disso é a relação direta com fotografia e vídeo, que me interessa cada vez mais com o passar dos anos. Claro, não posso esquecer o fato de um drone proporciona imagens em determinados ângulos que uma câmera de mão não consegue, além de me incentivar a ir em locais onde a natureza é o ponto principal, saindo da rotina de trabalho que me prende nesses longos anos de Adrenaline.

Logo de inicio, dou meu veredicto: é um dos melhores drones já feito pela DJI, mas isso acontece em quase todo lançamento da empresa não é mesmo? Bom, nesse caso eu considerei a sua combinação de ótimas especificações e preço (ao menos em dólar, já que o câmbio não tem ajudado a conversão para real) e experiência de uso, crucial em um drone. Nessa análise, explicarei em detalhes os motivos que me levam a tirar essa conclusão.

A review em vídeo está em processo de edição e será publicada nos próximos dias!

 

ATUALIZAÇÃO 25/07/2020 - Atualizei as considerações relacionadas ao tempo de voo, após fazer mais testes, tanto dentro do estúdio como em cenário aberto com ele fazendo um voo "controlado", em modo normal e sem mudanças bruscas ou mudanças de modo de voo como usando o modo "sport". A média após 6 voos foi de cerca de 33 minutos, vezes pouco menos, e vezes pouco mais. Tempo com perda inferior a 5%, o que é muito bom e próximo do informado pela DJI. Vale destacar que após o teste que usei para a análise, saiu update de firmware para as baterias, que são inteligentes, não sei a que ponto aconteceu alguma otimização relacionada a autonomia e se isso pode ter influenciado.


O Mavic Air de primeira geração foi lançado em 2017 - aliás, foi minha primeira review de drone! Mas, de lá para cá, tivemos grandes evoluções: novos modelos como o Mavic 2, drone que virou desejo de todos que procuram alta qualidade nesse tipo de produto, especialmente em fotos e vídeos, com destaque para o Mavic 2 Pro. Além da DJI, outras empresas também ganharam espaço, e outras perderam. Destaco a ascensão da Skydio com o drone Skydio 2 e da Autel com a linha EVO II, drones que, em algumas situações, superaram tecnologias oferecidas pelos modelos da DJI, e também uma queda da Parrot, que deixou de focar em produtos para consumidores, apostando em modelos para o segmento industrial e de segurança.

Drones Mavic Air 2 à venda na Fly Pro

Voltando a DJI, no dia 27 de abril desse ano, a empresa lançou o Mavic Air 2, drone compacto com preço à partir de US$ 799 no combo básico, e US$ 980 no combo Fly More (com total de 3 baterias e alguns extras, como HUB de carregamento e agora também filtros ND). No Brasil, o drone chegou no final de maio com valores entre R$9.000 no combo básico e R$11.000 no combo Fly More. Aproveito para agradecer a FlyPro pelo envio em primeira-mão - foi onde compramos o drone, já que não recebemos da assessoria para review.

ABAIXO: UNBOXING DO MAVIC AIR 2

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O Mavic Air 2 chegou com avanços surpreendentes em várias especificações, algumas delas fazendo-o inclusive ficar "acima" dos modelos Mavic 2, bem mais caros e tidos como os "melhores" modelos Mavic. Entre os destaques, ele é o primeiro drone da linha Mavic com uma câmera com sensor de 48MP que grava em resolução 4K 60 FPS. Também é o Mavic que voa por mais tempo, até 34 minutos, e o que voa mais longe, alcançando 10km de distância de controle,(o Mavic 2 também alcança essa distância de controle após update recentemente).

Vários "o primeiro" não é? Ainda trouxe otimização em uma série de tecnologias, como o sistema de voo autônomo ActiveTrack 3.0, o sistema de desvio de obstáculos APAS 3.0, o Hyperlapse 8K que grava vídeos curtos em alta qualidade utilizando o sensor de 48MP, além de uma série de outras features que vamos falar nessa review. Confira a seguir minhas considerações das principais características do drone:


Especificações

Todo bom produto tem que ter boas especificações técnicas não é? Hmmmm, nem todos, mas especificações ajudam bastante quando a empresa sabe usá-las (e a DJI sabe bem), e ainda mais se a qualidade em componentes for realmente boa. O Mavic Air 2 tem uma série de destaques no quesito técnico, superando em partes até mesmo o carro chefe da sua fabricante em qualidade, o Mavic 2 Pro.

Abaixo, tabelas com especificações técnicas do Mavic Air 2 (lançado por US$799), Mavic 2 Pro (lançado por US$1499), Mavic Air (lançado por US$799) de primeira geração e Skydio 2 (lançado por US$999):

Preços

Preço no lançamentoU$ 799,00 27/04/2020U$ 1.449,00 23/08/2018U$ 799,00 23/01/2018U$ 999,99 01/10/2019
Preço atualizadoR$ 9.000,00 18/07/2020R$ 17.080,00 18/07/2020R$ 6.000,00 27/04/2020U$ 999,99 01/10/2019

Ficha Técnica

PlataformaDrone Drone Drone Drone
Link oficialLinkLinkLinkLink

Características

Autonomia de voo34 Minutos31 Minutos21 Minutos23 Minutos
Capacidade da bateria3500 mAh3850 mAh2375 mAh4280 mAh
Distância de controle10000 metros8000 metros4000 metros3.500 metros
Resolução de transmissão1080p 1080p 720p NÃO INFORMADO
Velocidade máxima68 Km/h72 Km/h68 Km/h60 Km/h
Resolução de vídeo4K 60FPS, 1080p 240FPS, 720p 480FPS, ISO 100-6400 (manual), HDR, 120Mbps 4K 30FPS, 2.7K 60FPS, 1080P 120FPS, 100Mbps, ISO 100-6400 4K 30FPS, 1080p 120FPS, 100Mbps, ISO 100-3200 4K 60FPS, 1080p 120FPS, sensor Sony IMX577
Formato dos vídeosMP4/MOV (H.264/MPEG-4 AVC, H.265/HEVC) MP4 / MOV (MPEG-4 AVC/H.264, HEVC/H.265) MP4/MOV (H.264/MPEG-4 AVC) MPEG-4 (AVC/H.264, HEVC/H.265)
Sensor da câmera48MP, 1/2", f/2.8, HDR, ISO 100-3200 (manual), 8000x6000px 20MP, 1 CMOS, 2000w, f2.8-f11, ISO 100-3200 (auto) 100-12800 (manual), 5472×3648px 12MP, 1/2.3” CMOS, f/2.8, ISO 100-1600 (auto) 100-3200 (manual) 12.3MP, 1/2.3 CMOS, f/2.8, ISO 100-3200
Formato das fotosJPEG/DNG (RAW) JPEG/DNG (RAW) JPEG/DNG (RAW) JPEG, DNG (RAW)
EstabilizaçãoGimbal de 3 eixos (pitch, roll, yaw) Gimbal de 3 eixos (tilt, roll, pan) Gimbal de 3 eixos (pitch, roll, yaw) Gimbal de 3 eixos (pitch, roll, yaw)
Sensores de detecçãoFrontal, traseiro, inferior 10 sensores com sistema Omnidirectional Frontal, traseiro, inferior 6 câmeras 4K
Sensor ADS-BVersão COM e SEM NÃO NÃO NÃO
Armazenamento de dados8GB interno, Micro SD até 256GB 8GB Interno, Micro SD até 128GB 8GB Interno, Micro SD até 128GB Micro SD
Controle por gestosNÃO PARA FOTOS E VÍDEOS CONTROLE E COMANDOS NÃO
Live StreamNÃO SIM SIM NÃO
GPSSIM SIM SIM SIM
Tamanho guardado180 x 97 x 84 mm214 x 91 x 84 mm168x83x49 mm223 x 273 x 74 mm
Tamanho aberto183 x 253 x 77 mm322 x 242 x 84 mm184 x 168 x 64 mm223 x 273 x 74 mm
Peso montado570 gramas907 gramas430 gramas775 gramas
ExtrasActiveTrack 3.0, APAS 3.0, OcuSync 2.0, 8K Hyperlapse, DJI Fly Active Track 2.0, câmera Hasselblad Active Track, Quickshots, SmartCapture Chip de controle autônomo NVIDIA Tegra X2 e SoC Qualcomm Snapdragon 605 para câmera principal


Combo básico e Fly More

Assim como os últimos lançamentos da DJI nos últimos anos, o Mavic Air 2 chegou em dois pacotes diferentes: um básico e outro mais completo, com importantes "extras" - o famoso combo Fly More. Abaixo, listo o que acompanha cada um desses pacotes, e novamente recomendo fortemente que opte pelo combo Fly More. Sim, naturalmente é mais caro, mas, além das baterias extras, hub de carregamento, bolsa, hélices extras e adaptador para powerbank, agora ele também traz filtros ND, deixando esse combo ainda mais interessante.

Como base de comparação, apenas uma bateria para o antigo Mavic Air custa mais de R$ 800 no Brasil, então os cerca de R$ 2.140 a mais de diferença entre o combo normal e o Fly More é um investimento muito bem feito, pode ficar tranquilo quanto a isso.

Combo Padrão
- Drone Mavic Air 2
- Controle Remoto
- Bateria
- Carregador de baterias 110/220v com cabo padrão nacional
- 2 hélices
- Cabo USB Tipo A para Tipo C
- Cabo RC Lightning (Apple)
- Cabo RC (Micro USB)
- Cabo RC (USB Tipo C)
- Sticks extras do controle

Combo Fly More custa cerca de R$ 2.140 a mais que o combo básico, mas vale a pena!

 

Combo Fly More:
- Drone Mavic Air 2
- Controle Remoto
- Conjunto com 3 baterias
- Hub de carregamento
- 3 jogos completos de hélices (12 hélices no total)
- Cabo USB Tipo A para Tipo C
- Carregador de baterias 110/220v com cabo padrão nacional
- Adaptador para uso das baterias como power bank
- Bag de transporte
- Kit de filtros ND 16/64/256
- Cabo RC Lightning (Apple)
- Cabo RC (Micro USB)
- Cabo RC (USB Tipo C)
- Sticks extras do controle

Os filtros ND aparecem pela primeira vez em um kit da DJI com esse drone, uma novidade interessante que vai agradar os usuários mais entusiastas.

Senti falta, porém, do carregador veicular - e foi na prática. O Mavic 2 traz ele no combo Fly More, e durante a review fui para uma praia capturar imagens de um "arrastão" de tainhas. Não tinha locais com energia elétrica próximos, então acabei deixando de pegar alguns "takes" porque,  em alguns casos, tive que "evitar" subir o drone para não consumir as baterias. Comprei um carregador na AliExpress por US$ 21. Na DJI Store americana o carregador veicular oficial custa US$59.

Como outros destaques do combo Fly More, o HUB que permite colocar as três baterias e na medida que uma carrega por completo, outra passa a ser carregada. Outro acessório legal transforma uma bateria em um powerbank com uma porta USB tipo A, possibilitando carregar o controle ou mesmo outro gadget como o smartphone.


Design, Tamanho e Peso

Design
Para quem já conhece um drone da linha Mavic 2 vai achar o Mavic Air 2 muito parecido com alguns desses modelos - especialmente com os Mavic 2. É praticamente uma versão reduzida deles. Diferente da primeira geração Air, que tinha opção de cores diferentes, o novo Mavic Air 2 tem a mesma cor que os modelos Mavic 2 - aliás, bastante parecido com o Mavic Mini também. Agora a família está completa, com um pequeno, um médio e outro grande por assim dizer, se é que podemos chamar o Mavic 2 de grande. E aqui deixo claro que falo Mavic 2 porque tanto o Pro como o Zoom tem o mesmo corpo e tecnologias, tirando o sistema de câmeras.

Outro detalhe importante, é que o material do Mavic Air 2 é semelhante ao Mavic 2, passando uma sensação de produto de maior qualidade e robustez. Na pegada, vemos que o material utilizado no Mavic Mini passa uma sensação de produto mais frágil - certamente uma decisão em busca dos 249 gramas que ele pesa. Lembro também que o Mavic Mini não tem nenhum fan interno para ajudar na dissipação de calor do chip e placa-mãe - um dos motivos pelos quais a DJI não implementou o suporte a gravação em 4K. Já o Mavic Air 2 traz um ventilador interno visando bons resultados nesse cenário, até porque é um drone com várias tecnologias que precisam de alto processamento - e quando falamos de maior processamento, também falamos de maior aquecimento em boa parte dos cenários.

Tamanho e peso perfeitos para um drone portátil!

Tamanho
Como coloquei acima, o Mavic Air 2 fica entre o Mavic Mini e o Mavic 2, um pouco maior do que o Mavic Air de primeira geração. Gostei bastante do tamanho, acho o Mavic 2 um pouco grande para se carregar em viagens e principalmente ao fazer trilhas a pé e até de bike em determinadas situações, onde temos que carregar o peso junto e não dentro de um carro ou na bag presa em algum lugar.

Abaixo uma foto com o Mavic Air 2 ao lado do Zenfone 5Z que tem 6,2 polegadas, dando a real noção do tamanho quando em modo "fechado".

Peso
O peso é outro ponto bem importante no Mavic Air 2. Seus 570 gramas representam mais de 330 gramas a menos do que o Mavic 2 - ou seja, isso é mais do que um Mavic Mini inteiro em peso a menos , já que o pequeno drone pesa 249 gramas. O Mavic Air de primeira geração pesa 430 gramas.

Achei esse peso muito bom, porque proporciona boa estabilidade em situações com vento moderado/alto, logicamente associada a outras tecnologias com esse propósito. Um drone mais leve como o Mavic Mini sofre muito com ventos moderados - estou em Floripa, um lugar que venta muito, típico cenário onde um usuário de Mavic Mini deve ter muito cuidado.

Por aqui, o Mavic Air 2 se saiu muito bem nos testes que fiz, inclusive passando por um sufoco, quando calculei mal o tempo de bateria em um momento que ele estava sobre o mar , de onde retornaria com vento contrário. Mas tudo deu certo - o Mini certamente teria ficado pelo caminho, já que sua relação de peso e força dos motores provou não ser muito efetivo com ventos moderados. Voar nesse cenário é muito mais tranquilo com o Mavic Air 2, e ainda melhor com o Mavic 2, sendo ele o modelo ideal da linha Mavic para situações com muito vento.

Abaixo mais algumas fotos mostrando outros detalhes do drone, como da conexão do cartão, que é bem tranquilo de ser removido/adicionado.


Câmera 48MP

Além da boa resolução e quantidade de quadros para vídeos, outro pedido forte da comunidade era de uma câmera com mais megapixels - e novamente aconteceu com uma câmera gravando em até 48MP, a resolução mais alta para fotos em um Mavic.

Mas, então, temos a melhor câmera em um Mavic? Calma. Como tenho destacado, se especificações fossem garantia de mais qualidade, teríamos produtos mais baratos e melhores que os mais caros - mas não é bem assim. O sensor utilizado é bom, mas não dos melhores, afinal tudo tem um preço e não tem como colocar algo que entrega muita qualidade em um produto "não muito caro". Apesar de muitos acharem o Mavic Air 2 um drone caro, não concordo completamente quando levamos em consideração o dólar - o cenário atual acabou bagunçando tudo nesse sentido. E que fique claro, é obvio que acho R$9.000 reais muito dinheiro, mas o Mavic Air de primeira geração teria chego pelo mesmo valor se o cenário de câmbio fosse o atual.

Sensor SONY de meia polegadas com tecnologia Quad Bayer

Voltando ao ponto: a câmera é muito boa, traz um sensor de meia polegada (o que é bom), mas não oferece controle de abertura de luz variável, diferente do Mavic 2 Pro que tem possibilidade de ir entre F/2.8 e F/11, por exemplo. Ruim? Não, mas também não é o melhor. Lembro que o sensor da câmera é um modelo SONY IMX 586 com tecnologia Quad Bayer e bitrate de 120 Mbps - se ainda não sabe do que se trata, recomendo conferir esse vídeo do Rafael Ritter do canal Dronemodelismo, vai esclarecer como essa tecnologia funciona. Já na prática, conseguimos tirar fotos bem legais com ele mesmo a noite, e os filtros ND ajudaram muito nesse sentido - eles foram de fato uma boa adição ao pack Fly More.

BITRATE DE 120 Mbps na prática irá entregar fotos com maior qualidade. Em fotos e vídeos de maior resolução, se a taxa de bitrate não for alta, a qualidade final será comprometida. Maior bitrate = maior informação para as fotos e vídeos, seja em cores, claridade etc.

Abertura de câmera, megapixel, resolução... O que isso importa para minha foto?

Uma das novidades que, em alguns momentos pode ajudar um pouco, mas sem muita expectativa, é o modo SmartPhoto, um sistema inteligente que ajuda a detectar alguns cenários definindo parâmetros da câmera para essas situações, com as categorias pôr do sol, céu, grama, neve e árvores. Em nossos testes a diferença não foi muito grande, certamente um software de edição fará um trabalho bem melhor depois editando as fotos que podem ser salvas inclusive em formato .DNG, bastante importante e que alguns modelos de drones não oferecem.

Já o modo de fotos panorâmicas gera uma imagem em 360º, possibilitando capturar um ambiente por completo. A imagem gerada nesse formato pode inclusive ser enviada para sistemas como o facebook, e a rede social detecta e permite fazer o controle do que visualizar de forma automática.

Abaixo uma série de fotos tiradas com o Mavic Air 2 em diferentes situações. Tive que converter as fotos em 1024px na largura para o sistema aceitar devido o tamanho na resolução atual que o drone salva.

Na review em vídeo mostraremos mais imagens

 

As fotos a noite também ficaram muito boas, mostrando que ele se sai bem com situações de baixa luminosidade também.

Agora algumas fotos utilizando os filtros ND que acompanham o Fly More combo. Vale destacar que essas lentes podem ser compradas para a maioria dos drones, são interessantes para os usuários mais entusiastas especialmente. É possível conseguir bons resultados e efeitos semelhantes como o de rastro de luz mesmo sem filtros ND, desde que a câmera do drone tenha essa capacidade, como o Mavic 2 Pro.

Abaixo "sem filtro" e "com um filtro" de dia mostrando efeito esfumaçado da água:

Por fim uma foto que foi tirada em 48MP e também em modo normal (12MP). Cropamos o mesmo local para comparar e montamos sobre a imagem. O grande atrativo de fotos em 48MP é que sua resolução é muito maior, 8000x6000, contra 4000x3000 em 12MP, dessa forma dependendo para que a foto for utilizada, será importantes os pixels extras.


Câmera 4K 60FPS

Fazia tempo que os usuários de drones DJI Mavic pediam um modelo que apresentasse sensor maior e que gravasse em resolução 4K e 60FPS - inclusive, era esperado que o Mavic 2 Pro tivesse essa quantidade de quadros por segundo, afinal o Mavic Air (lançado quase um ano antes e custando bem menos) já gravava em 4K 30 FPS. Mas isso foi adiado e finalmente veio a acontecer no Mavic Air 2, possibilitando capturar mais quadros em 4K, importante principalmente em takes com cenas mais rápidas, em filmagens envolvendo esportes, por exemplo.

4K 60 FPS e 1080p 240FPS possibilitam alta qualidade e versatilidade para vários vídeos

Além de gravar em resolução 4K 60FPS, ele também suporta 2.7K em 60FPS e 1080p em até 240FPS, possibilitando fazer bons vídeos em câmera lenta. Oito vezes menos do que o tradicional 30 FPS, é uma feature muito boa.

Quando gravando com a tecnologia HDR ativada em vídeo, todas as resoluções ficam limitadas em 30FPS, mesmo em 1080p.

Nossa video review com takes que gravamos em diferentes cenários está em edição!

 

É muito importante destacar também que para o drone conseguir gravar em resolução 4K, especialmente em 60FPS, será necessário utilizar um microSD com alta velocidade de escrita, caso contrario o sistema simplesmente vai limitar a resolução e taxa de quadros que oferece. Em nosso caso utilizamos um modelo Kingston Canvas Go! Plus, com velocidade de 170 MB/s de leitura e 90 MB/s de gravação. Até tentei colocar o modelo top, o React Plus, que alcança 280 MB/s de leitura e 165 MB/s de escrita, mas o drone simplesmente não reconhece esse modelo.

Quer entender mais sobre cartões de memórias? Veja nosso artigo completo sobre o assunto


Tempo de voo de 34 Minutos

O tempo de voo é outro grande diferencial do Mavic Air 2. De acordo com a DJI, ele oferece até 34 minutos, e depois de vários testes, incluindo considerações de alguns outros canais, realmente as baterias ficam próximas desse dado, o que é realmente impressionante. Refiz no total mais 6 vezes os testes de bateria, sendo 3 dentro da redação em sala fechada, dando 31:40, 33:00 e 33:10, muito bom e próximo do informado pela DJI. Em todas essas situações tive que segurar o drone voando ao atingir 10%, já que ele tenta pousar a qualquer custo.

Como é bom um drone que voa por bastante tempo, mas pode melhorar

 

Ele é o drone da linha Mavic que passa mais tempo no ar com uma única carga de bateria, e isso faz muita diferença na prática. Drones com pouca vida útil de bateria são bastante irritantes, e drones com uma única bateria são ainda mais. Então fica a dica: compre um kit de baterias extras ou algum kit como o Fly More, que além das baterias também traz um hub para carregar as mesmas, mesmo quando se trata de um modelo com bom tempo de autonomia de voo como o Mavic Air 2.

Particularmente prefiro o design de bateria utilizado no Mavic Mini e modelos Phantom, que da para usar ela mesmo um pouco estufada sem medo de desconectar. Claro que não é recomendado ficar usando, mas o que me incomodou foi que as baterias do Mavic 2 se tornaram inutilizáveis com 1 ano e meio de uso, pouco tempo já que eu voava de 2 a 3 vezes por mês. Pretendo fazer um artigo considerando os motivos disso acontecer.


Distância de 10km e OcuSync 2.0

O Mavic Air 2 também é um drone que voa bem distante do controle, alcançando até 10km. Essa métrica, para mim, é importante porque quanto mais longe ele vai, melhor é sua conexão próxima. Diferente do Mavic Air de primeira geração, que alcançava no máximo 4Km, o Mavic Air 2 trouxe suporte ao OcuSync 2.0, o que garante, além da distância bem maior, uma estabilidade de conexão notavelmente melhor - que é extremamente importante em drones.

Quanto mais longe o drone suporta ir, melhor é sua conexão em distâncias intermediárias

 

Vale lembrar que voar por uma distância tão longa como 10Km ou pouco menos coloca em perigo o retorno do drone, já que usaria a bateria no limite. Dependendo do cenário de vento, problema na certa. Ele é um drone com boa autonomia e bom peso/potência, mas requer cuidado com voos muito longos como qualquer outro drone.

Os modelos Mavic 2 receberam uma atualização recentemente e também passaram a suportar essa distância de controle, já que também suportam a tecnologia OcuSync 2.

E falando em OcuSync 2.0, essa é a tecnologia de comunicação entre o drone e o controle, responsável pela distância que a nave pode alcançar, pela estabilidade de conexão entre eles, e também pela qualidade de imagem da câmera que o drone envia para o smartphone ou tablet conectado ao controle - no caso, 1080p 30fps. É importante esclarecer que, ao se aproximar da distância limite informada pela DJI, naturalmente vai acontecer perdas de conexão e a qualidade de imagem que o drone envia para o smartphone será inferior.

Quem tem um modelo baseado em tecnologia de conexão Wifi, como o Mavic Air de primeira geração, sentirá uma diferença gritante (para o lado positivo) quando voar com um drone como o Mavic Air 2, Mavic 2 e mesmo o Mavic Pro, que utilizam tecnologia de conexão superior. Nem vou falar de modelos FIMI - quem comprou um drone dessa linha, procure um dia voar com um modelo Mavic e vai entender bem o que falo sobre experiência de voo. É incomparável e certamente o preço final deve considerar a experiência de uso, especialmente em um drone.


Voo autônomo e mais

O voo autônomo através do ActiveTrack e da tecnologia APAS 3.0 melhoraram muito, talvez ainda não ao nível do Skydio 2, mas eu gostei muito. De acordo com vídeos e comparativos que vi, o drone da Skydio consegue se sair melhor no geral, mas é inegável que a DJI avançou bastante nesse quesito.

O Mavic Air 2 tem sensores apenas na parte traseira, embaixo e na frente, mas para a função de seguir algo definido e se desviar de objetos, funcionou perfeitamente - mesmo em situações com obstáculos que eu imaginava que o drone não "veria". Aliado a um pouco de sorte em outros casos, não presenciei nenhuma colisão dele, se desviando muito bem. No geral, gostei bastante. É um tipo de funcionalidade bem legal para quando se está sozinho, e muita gente fará uso dela nessa situação.

Fazendo uma trilha ou andando de bike, o modo ActiveTrack é muito bom e útil

Mas, como mencionei há pouco, a tecnologia de "seguir" ainda não é perfeita. Um exemplo foi quando a nave estava me seguindo e acabei subindo uma trilha em um morro com angulação mais íngreme. O drone simplesmente não aumentava sua altitude - na medida que eu continuava a subir, ele perderia a marcação.

Outra situação é que ele não consegue seguir um objeto a noite. A DJI até lançou um firmware com o qual teria melhorado essa funcionalidade, mas em teste não achei que ele se saiu bem. O cenário não era tão escuro - estava bem claro na verdade, e mesmo assim ele não conseguiu manter a marcação em mim.


Quickshot, Hyperlapse 8K etc

Os modos pré-definidos de gravação foram outra característica com a qual a DJI foi pioneira, e viraram moda em tudo que é drone atualmente. Bumerang, Helix, Circle, Rocket - vários modos que geram imagens bem legais de forma automática, sem necessidade de controle por parte do usuário, todos presentes e muito bons. Mas temos um problema: ao menos até a publicação dessa review, esses modos não podem ser utilizados para gravar os vídeos em 4K sequer em 30FPS, forçando a gravação em FullHD ou 2.7K - o que é um contra, porque as imagens ficam bem legais e os vídeos "suaves", uma pena.

Os modos Quickshots são excelentes, especialmente se o local ajudar!

O Hyperlapse 8K é mais uma novidade do drone, que, utilizando a câmera de 48MP, consegue gerar um vídeo rápido em alta resolução. Mas temos outro obstáculo aqui: ou se gera um vídeo em 1080P (FullHD) ou 8K. Não tem um meio termo, como 4K, o que novamente é algo esquisito. Talvez isso passe a ser suportado em breve, mas por enquanto não está disponível. Tirando isso, o modo Hyperlapse é uma funcionalidade legal, proporcionando gravação através do controle manual do drone ou em alguns modos pre-definidos, como marcando ponto de inicio e fim com mudanças no meio desse trajeto. Como todo vídeo baseado nesse conceito, é demorado, e no caso do drone, consome bastante bateria por questão lógica.


Novo controle

A DJI utilizava o mesmo "formato" de controles para seus drones menores há anos, especialmente quando se trata da linha Mavic, com modelos melhores adicionando um display no controle, e os abaixo de $800 sem esse recurso. O smartphone sempre ficando encaixado na parte de baixo, mas com o novo controle do Mavic Air 2 tivemos uma grande mudança: para começar, é a primeira vez em um Mavic que o celular fica encaixado na parte superior do controle.  Outro ponto está no porte do controle - agora maior, mas nem por isso com sua pegada dificultada. Pelo contrário, gostei.

Acho que a disposição ficou muito boa, gostei da forma de encaixar o smartphone, especialmente dos cabos. Também curti as opções dos botões - alguns deixaram de existir, e os que ficaram estão bem posicionados.

Design aprovado, gostei bastante, especialmente por também trazer uma bateria de longa duração

 

As antenas agora ficam "escondidas" nos suportes superiores utilizados para prender o smartphone. Pode incomodar em algumas situações, porque o ideal é que elas fiquem sempre na vertical, "olhando" para o drone, e não "apontadas" para ele. Como não é possível direcioná-las, já que são fixas, pode ser um probleminha para alguns, mas passou despercebido no meu caso - especialmente porque não enviei ele a mais de 4km de distância, e as antenas passam a ser bem importantes quando a distância de controle vai aumentando.

Outro ponto importante, é que o controle tem bateria para até 240 minutos de uso, ou seja, cerca de 6 voos com carga completa do drone. Ele também funciona como powerbank para o celular se for necessário.


Sensor ADS-B

Em 2019, a DJI anunciou que todo drone acima de 250 gramas lançado a partir do dia 1º de janeiro de 2020 teria a tecnologia AirSense, que consiste em um sensor ADS-B que detecta outras aeronaves, como aviões e helicópteros, que também tenham esse sensor. A tecnologia aumenta bastante a segurança geral, especialmente em países onde esse tipo de tecnologia é amplamente utilizado em aeronaves.

Terá ADS-B, mas não tem ADS-B no Brasil. Tem ADS-B no Brasil, mas não funciona no Brasil...

 

Quando o Mavic Air 2 chegou ao mercado, aconteceu uma certa frustração, já que a DJI lançou duas versões do drone: uma com e outra sem o sensor ADS-B. Apenas os EUA iriam receber a versão com o sensor, de acordo com o anúncio oficial da empresa - a justificativa girava em torno da dificuldade de produção gerada pela pandemia do COVID-19. Mas, poucos dias antes do lançamento no Brasil, noticiamos em primeira mão que a versão que chegaria no país traria o sensor. Dessa forma, seriamos o único país além dos EUA a ter essa versão - ao menos até haver uma estabilização na produção. Mas depois de alguns dias recebemos o report abaixo da assessoria da DJI:

Posicionamento da DJI sobre o ADS-B no Mavic Air 2 brasileiro: "É importante destacarmos um ponto e fazer uma atualização sobre o ADS-B: No Brasil, os drones vão contar, sim, com o hardware do ADS-B. No entanto, não teremos o software do AirSense disponibilizado aqui. Isso significa que se você comprar o drone e levá-los aos EUA, você consegue ter acesso por lá – mas apenas por lá."

Resumiundo, o modelo nacional traz o hardware, mas o software não suporta a tecnologia no Brasil, passando a funcionar caso você leve seu drone comprado aqui para os EUA. Talvez, e ai nada mais é do que minha opinião, é que não é algo tão simples de ser implementado na prática - muitas pessoas poderiam considerar essa tecnologia, e para ela funcionar bem, não depende apenas da DJI, mas das aeronaves como aviões e helicópteros também suportarem a tecnologia. Pelas informações que levantei, boa parte das aeronaves nacionais, especialmente as utilizadas em alguns tipos de negócio como na área agrícola, podem não trazer os sensores, e talvez isso geraria reclamações por parte dos usuários do Mavic Air 2, já que o sistema não avisaria que uma determinada aeronave está próxima.

Enfim, a conclusão é que o sistema de aeronaves em geral parece ainda não estar preparado para a tecnologia, ou seja, acabaram dando um passo maior do que as pernas, queriam anunciar uma funcionalidade importante para segurança, mas nem tudo evolui tão rapidamente como os drones da empresa, ao menos não em vários países, até porque a complexidade em alguns segmentos é maior. E com isso, temos o sensor ADS-B, mas não podemos usar ele.


Aplicativo DJI Fly

O Mavic Air 2 é o segundo drone da DJI a ser controlado pelo app DJI Fly, que tem como principal característica ser mais "simples" do que o DJI Go 4. O Fly procura ser mais minimalista - não que o Go 4 não seja, mas ele não oferece tantas opções e muda a disposição de outras.

Particularmente, não acho que era necessário um novo app. Não sei o motivo dessa decisão, mas também não vejo problema, tirando que, quando mudamos de um modelo para outro que ainda utiliza o Go 4, às vezes, ao menos no meu caso, confundo a disposição de algumas opções. Sempre penso que facilitar a vida do usuário deve ser meta para as empresas, e apenas um aplicativo para tudo, ao meu ver, é a melhor opção.

Site do DJI Fly

Já falando do app especificamente, funcionou bem para mim, sendo que usei um smartphone Asus Zenfone 5Z, que possui tela de 6,2 polegadas e SoC Qualcomm Snapdragon 845 e, consequentemente, ainda é considerado um modelo topo de linha. Ele já usa o Android 10 e é baseado em x64 - caso não fosse, não poderia rodar o aplicativo, já que esse é um requisito. Mas aí temos outro problema: uso também um Huawei Y9 Prime 2019, que é x64, mas o DJI Fly não roda nele - acusa incompatibilidade. Então, me parece que o aplicativo ainda precisa amadurecer em alguns aspectos, inclusive em alguns momentos ele fechou sozinho, mas também voltou a abrir sozinho e retornou na mesma situação que estava antes de fechar.

Por outro lado gostei de funções bem práticas, que facilitar a vida do usuário, como a forma simples de compartilhar fotos e vídeos em redes sociais, especialmente vídeos Quickshot, onde o sistema adiciona uma música e acelera parte do vídeo para deixar em um tamanho mais reduzido para compartilhamento. Abaixo um exemplo:

Firmware
A atualização de firmware continua muito simples e prática como sempre, facilitando a vida dos usuários, mesmo os mais leigos, basta clicar e aguardar o processo, com todas as informações necessárias na tela, incluindo o português.


O que faltou?

Primeiro de tudo: é preciso entender que estamos falando de um drone que nos EUA chegou custando US$ 799, valor muito bom quando comparado ao Mavic 2 Pro, que atualmente custa US$ 1.599. As principais diferença entre esses dois modelos ficam pela quantidade de sensores e pela câmera.

Se o Mavic Air 2 tivesse chego com sensores em todas as direções, poderia dizer que ele se aproximaria ainda mais do "drone ideal", mas é preciso entender que mais features tendem a aumentar o preço. Tratando de sensores, esse seria o motivo da DJI não ter adicionado sensores omnidirecionais, ou seja,  que "enxergam" em todas as direções - sem contar que seria mais uma característica para igualar com os Mavic 2.

Outra questão que poderia ter sido melhor está associada à câmera. Sim, é uma câmera que vai atender a maioria dos usuários, mas é uma câmera, que apesar de seu sensor de 48MP e suporte a gravação de vídeos em 4K 60FPS, limitou o uso de gravações em algumas situações. Exemplo disso é a impossibilidade de gravar os Quickshots em 4K, o que é frustrante.

Ahhhh, cade o modo de fazer LIVES? Essa funcionalidade tem no Mavic Air de primeira geração, e ao meu ver está mais relacionada a uma limitação do app DJI Fly do que do próprio drone, afinal quem fica responsável pelo processo de live é o app junto com o smartphone/tablet, mas está fazendo falta para um modelo legal como esse.

Os óculos da DJI, como o Goggles e Goggles Racing Edition, não são suportados pelo Mavic Air 2, sendo outra característica importante deixada de fora, novamente, me parece algo relacionado ao app e não ao hardware do drone. Por se tratar de um tipo de voo que vem ganhando cada vez mais destaque, acho importante resolverem isso futuramente.

Hélices e suas presilhas

As hélices trazem um design que visa menos ruído, mas, na prática, achei altas. O Mavic 2 é bem mais silencioso e, em vários momentos, mesmo a uma altura considerável, fica bem evidente que tem um drone por ali. Mesmo em locais sem pessoas, me incomodou bastante o fato de ser barulhento - por outro lado, sabia que ele estava próximo sem que para isso precisasse olhar a tela do smartphone, mas definitivamente isso não é bom.

Mas o maior problemas das hélices está associado ao seu encaixe, sendo possível colocar qualquer hélice em qualquer trem de pouso, sem um sistema de proteção como nos demais modelos da DJI. De acordo com informações disponíveis na internet, o motivo não confirmado pela DJI pode ser alguma restrição relacionada a registro de patente. Alguns sites colocam que está associado ao processo envolvendo a Autel. É curioso, no mínimo, que a DJI não tenha utilizado esse sistema, já que nos modelos anteriores ele estava presente e evitava que o usuário encaixasse uma hélice em um trem de pouco errado.

No Mavic Air 2, você terá que ficar de olho nos detalhes presentes nas hélices e no trens de pouso do drone para não conectar errado. A DJI passou a mostrar uma mensagem no app avisando sobre o cuidado que se deve ter com esse detalhe, mas o ideal é algum sistema para evitar tornar possível conectar uma hélice errada e acidentes passarem a acontecer. Ao questionarmos a assessoria sobre o assunto, essa é a resposta:

DJI: “O Mavic Air 2 foi projetado para ser seguro e fácil de usar. Se as hélices incorretas estiverem conectadas, o drone não decolará. Recomendamos que os pilotos leiam as instruções cuidadosamente antes de pilotar o Mavic Air 2 e sigam as marcações designadas nos motores e hélices ao conectá-las. Como medida de segurança adicional, o DJI Fly App possui um sistema de detecção que notificará o piloto de que as hélices precisam ser verificadas.

No vídeo review que estamos fazendo, iremos mostrar o que acontece quando colocamos a hélice no lugar errado e tentamos levantar voo.


Conclusão

Não tenho dúvidas de que o Mavic Air 2 é o melhor drone para a grande maioria das pessoas quando falamos de um produto abaixo de US$ 1.000. Nessa faixa, como principais concorrentes temos o Skydio 2 e talvez os modelos Autel EVO de primeira geração - que são bons drones, mas são extremamente difíceis de encontrar no Brasil. Até mesmo um Mavic Pro pode virar concorrente, em preço - mas não, fica só por isso já que não é mais comercializado, a não ser no mercado de usados. Lembro novamente que o Mavic Air 2 foi lançado a partir de US$799 nos EUA, onde, atualmente, um Mavic 2 Pro está custando US$ 1.599 - exatamente o dobro. No Brasil ele chegou a partir de R$9.000.

Drones DJI Mavic Air 2 à venda na Fly Pro

E o que você recebe pelo valor de US$ 799? Bom: 1) o drone com o maior tempo de voo com uma única carga quando se trata de um Mavic; 2) o drone que voa por longa distância com ótima estabilidade de conexão; 3) o modelo que tira as fotos com a resolução mais alta quanto se trata de um Mavic - e, nesse caso, não necessariamente as fotos com a melhor qualidade, mas sim as com maior resolução e de alta e boa qualidade. O Mavic Air 2 também é o único Mavic que grava vídeos em resolução 4K a 60 quadros por segundo, o que pode ser um diferencial bem importante para quem curte esportes e cenas com muita troca de imagens no quadro filmado. Além disso, trava vídeo em câmera lenta com até 240 quadros. 

Falo com tranquilidade que esse é o melhor drone portátil para a grande maioria dos usuários

 

Um ponto que gostei muito, apesar de também ficar incomodado, é o tempo de voo. Ele é o Mavic que fica mais tempo voando - de acordo com a DJI, até 34 minutos. Mas isso não acontece de fato: em nossos testes dentro do estúdio, como comentei, ele voou por cerca de 30 minutos - isso em um cenário fechado, sem ação de comandos, sem a câmera gravando, sem vento para forçar os motores. Enfim, deveria ter se aproximado desse tempo, mas não foi o caso - e, como qualquer produto de tecnologia, quanto mais exigido, maior será o consumo de bateria e menor será seu tempo voando. Então, na prática, mesmo ele sendo o melhor dos Mavic em tempo de voo, esse mesmo tempo será em média 30 minutos. Por outro lado, como é bom sair com um drone assim, que garante bastante tempo de voo quando associado as baterias extras do combo Fly More. E que venham mais modelos superando os 40 minutos!

Não posso esquecer também do seu tamanho, que, em minha opinião, atingiu a perfeição. Nem grande nem pequeno de mais; nem pesado nem leve de mais. Explico: drones muito pesados e/ou grandes tem como principal problema a questão da mobilidade. Não estou falando que o Mavic 2 Pro é grande e pesado ao ponto de não ser portátil - tive um por 3 anos e acabei de vender para poder comprar esse e conseguir fazer a review + artigos, já que não recebemos da DJI. Mas sempre achei que o Mavic 2 poderia ser um pouco menor e mais leve. Facilitaria a vida em viagens, especialmente quando estamos a pé, de bike, etc., e o Mavic Air 2 faz isso muito bem. Também tive o Mavic Air e o Spark, e ambos os casos sofriam bastante com vento. Aqui em Floripa, o vento está tão presente quando o sol.

Mas, então, por que não o Mavic Mini? Porque ele é leve de mais. Ele tem um tamanho perfeito e, tirando as especificações inferiores, seria ótimo ter a mesma qualidade de um Mavic Air 2 em um Mavic Mini. Mas, para a DJI alcançar o tão falado peso inferior a 250 gramas, ela teve que abrir mão de muita coisa - e uma delas foi comprometer o voo do drone em locais com muito vento, já que ele é muito leve. Passei sufoco duas vezes durante a review dele aqui em Floripa, uma delas sobre o mar, onde o drone não conseguiu ganhar a briga contra o vento. O jeito foi jogar ele para a lateral e andar cerca de 1km para pegar. Com o Mavic Air 2 e seu peso de 570 gramas, mais do que o drone, essa situação fica bem melhor, já que drones mais pesados precisam de motores mais fortes e, consequentemente, se saem bem melhor em situações com mais vento - não como os modelos da linha Mavic 2, mas muito bons nesse aspecto.

Muitos falam da distância de controle de 10km, os famosos voos long range, mas eu, particularmente, acho importante é que drones com tecnologias de controle mais longas são melhores em estabilidade de sinal em distância intermediárias e em locais urbanos com maior potencial de interferência. Quem tem um Mavic Air de primeira geração, um Mavic Mini ou drones da marca FIMI sabe bem do que eu falo: são modelos que sofrem com perda de sinal, diferente de modelos da linha Mavic 2 e do novo Mavic Air 2, por exemplo, que tem conexão bem estável mesmo em distância longas como de 4Km ou 5Km - isso sempre considerando poucos pontos que podem gerar interferência ou quebra de sinal.

Destaques: Design perfeito, boa câmera em fotos e vídeos, boa autonomia de voa e ótima estabilidade de conexão

O novo controle? Gostei. Não tive problemas com ele, tem um tempo maior de bateria, segurando muito mais do que as três baterias do combo Fly More. Pode incomodar alguns pelo fato de não ser possível direcionar as antenas sem que mude a posição que segura o controle, já que elas são fixas, mas no geral, não tive problemas e não acho que vai incomodar a grande maioria dos usuários. Gostei a disposição dos botões, e mesmo removendo alguns acho que ficou boa a forma como foram implementados.

No Brasil o drone tem preços a partir de R$ 9.000 no pacote básico e cerca de R$ 11.000 no pacote Fly More. Nem pense e compre o Fly More - sim, estou falando de R$2.000 a mais, mas compre o Fly More. As baterias extras, o hub de carregamento, a bag e, pela primeira vez, os filtros ND fazem muita diferença no geral. Drones sem baterias extras nem deveriam ser vendidos, você certamente vai comprar ao menos mais uma bateria depois do kit básico se gostar de voar. Pode escreve o que estou falando, vai se arrepender de não ter comprado o combo Fly More se não o fizer, porque comprar separado é bem mais caro e não vem com o hub e o kit de filtros, que aliás, ajuda a dar maior versatilidade à câmera, como nas fotos com rastros de luz a noite e água esfumaçada, por exemplo.

Barato fora do Brasil, caro aqui pela situação atual, mas quem comprar não vai se arrepender!

 

Outro detalhe bem importante: esses valores que destaquei consideram um drone homologado e com garantia, e em algum momento isso fará diferença. Só para colocar duas situações que passei: comprei um FIMI X8 SE da Gearbest. Na segunda vez que ia voar, pediu para atualizar. Mandei atualizar e o drone morreu. Não consegui a garantia e estou com ele parrado - sem contar que paguei exatos R$980 de taxa na alfandega. Também recebi um SwellPro SPRY+, paguei R$1.200 de taxa de alfandega, deu problema e a empresa queria enviar algumas peças para tentar resolver, que foram taxadas em absurdos R$1.900. Não aceitei, já que não tinha garantia de solução.

O que eu quero dizer com isso? Importar drones completos e comercializados em caixas grandes não é igual a pedir pelas peças como em um modelo FPV, que vem todo separado e desmontado. A possibilidade de taxação quando em caixas maiores é bem maior também e você pode acabar se frustrando gastando bem mais do que imaginava... ahhh e tem o custo e processo de homologação ainda.

Gostaria de agradecer muito a FlyPro, uma das maiores revendas DJI do Brasil, onde tive um suporte bem legal e comprei o drone logo na primeira semana que chegou. É uma empresa séria e com credibilidade no mercado, só vendendo produtos homologados e com garantia, além de todo o suporte pós venda. Recomendo conferir, porque isso pode fazer a diferença em um tipo de produto como drone.

Agradecimentos ao Ricardo Laske pela ajuda no processo dos testes como sempre!

Recomendações:
- Mavic Air 2 Teardown
O famoso canal iFixit abriu o Mavic Air 2 e mostra como é o processo, caso seja necessária alguma manutenção ou limpeza. Para quem curte, fica a dica, basta acessar esse link.

- O que é a tecnologia Quad Bayer? Vídeo do Rafael Ritter do canal Dronemodelismo explica bem, recomendo.

Para quem ainda não viu nosso vídeo sobre a pesca artesanal da tainha, que teve ajuda do Mavic Air 2 no processo da gravação, segue abaixo:

Prós

  • Tamanho, peso e design perfeitos
  • Ótima câmera para fotos e vídeos, 48MP, 4K 60FPS e 1080p 240FPS
  • Se sai bem mesmo com ventos moderadamente fortes
  • Ótimo tempo de autonomia de voo
  • Excelente estabilidade de conexão
  • Longa distância de controle
  • Novo controle agradou, boa pegada com comandos responsivos
  • ActiveTrack 3.0 com APAS está muito bem em voos autônomos

Contras

  • Foi prometido ADS-B no mundo inteiro, e tem, mas não da para usar fora dos EUA
  • DJI Fly ainda precisa de algumas melhorias
  • Não tem mais sistema físico de proteção contra fixação errada das hélices
  • Quickshots não gravam vídeos em 4K
  • Sem disponibilidade de vídeos ao VIVO, Mavic Air de primeira geração tem

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Fabio Feyh

Fábio Feyh é sócio-fundador do Adrenaline e Mundo Conectado, e entre outras atribuições, analisa e escreve sobre hardwares e gadgets. No Mundo Conectado escreve artigos e análises de gadgets relacionados a fotos e vídeo, como drones e action cams.

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