Pesquisadores alcançam transferências a 44,2Tbps com cabos de fibra ótica atuais
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Pesquisadores alcançam transferências a 44,2Tbps com cabos de fibra ótica atuais

Ao invés de lasers padrões, cientistas usaram dispositivo conhecido como microcomb

Cientistas australianos encontraram um método de transmitir 44,2Tbps (Terabits por segundo) de dados utilizando os cabos de fibra ótica que já estão no mercado hoje. Para se ter uma ideia, a velocidade média da internet fixa no Brasil é de 24,77Mbps (ou 0,000024Tbps, mais de um milhão de vezes mais lento.)

22/05/2020 às 17:17
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Os pesquisadores usaram um dispositivo óptico conhecido como microcomb (ou micropente de frequência). Ele substitui os cerca de 80 lasers que se usam em equipamentos de telecomunicações modernos para internet de fibra ótica.

Como explica o site Phys.org, um microcomb é capaz de gerar linhas de frequência equidistantes num pequeno chip microfotônico. Apesar de altamente especializada, essa tecnologia é compatível com o cabeamento de fibra ótica que já possuímos em diversas cidades do planeta.

"O que a nossa pesquisa demonstra é habilidade que as fibras que já temos no chão de serem a espinha dorsal das redes de comunicação de hoje e do futuro".
Bill Corcoran, professor de engenharia elétrica e ciência da computação da Monash University

De acordo com o site Engadget, conexões de 44,2Tbps já poderiam ser úteis hoje para o mercado corporativo. Afinal, as empresas já estão adotando tendências como Internet das Coisas e computação em nuvem – ambas com o potencial de gerar um enorme tráfego de dados.

Enquanto isso, porém, vai levar um bom tempo para velocidades como essas estarem disponíveis aos usuários domésticos. O que não impossibilita um futuro onde poderemos ter internets tão rápidas como essa em casa. Afinal, os conteúdos da web estão cada vez mais complexos e pesados, demandando conexões de maior capacidade.

Via: Engadget Fonte: Phys.org
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Carlos Felipe

Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation, época em que também se divertia com o Super Nintendo dos outros. Em 2005 migrou parao PC, e aí começou a se interessar por tecnologia também. Apesar disso, nunca conseguiu largar a preferência por jogos de corrida e de esporte, principalmente os de futebol. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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