Novas imagens de Júpiter ajudam cientistas a entender grandes tempestades do planeta
Créditos: Nasa/ Reprodução

Novas imagens de Júpiter ajudam cientistas a entender grandes tempestades do planeta

Fotos foram obtidas através do trabalho combinado de sondas e telescópios

Pesquisadores obtiveram novas imagens de Júpiter que podem ajudar a entender o clima e os segredos sobre as grandes tempestades visíveis na superfície do planeta. Para conseguirem as fotos, os cientistas usaram uma combinação de imagens já feitas pelo telescópio espacial Hubble com outras do telescópio Gemini North, localizado no Havaí, e da sonda Juno

"O radiômetro de microondas de Juno investiga profundamente a atmosfera do planeta, detectando ondas de rádio de alta frequência que podem penetrar através das espessas camadas de nuvens. Os dados do Hubble e do Gemini podem nos dizer o quão espessas são as nuvens e quão profundas estamos vendo nas nuvens, ", disse Amy Simon, cientista sênior da Nasa.

Como ressalta o SlashGear, embora seja o maior planeta do nosso Sistema Solar, ainda não é fácil obter uma visão clara de Júpiter. Os telescópios baseados na Terra conseguem obter imagens em alta resolução, porém, a nossa atmosfera pode causar distorções e “embaçar” os resultados finais.

Os cientistas obtiveram as novas imagens através de uma técnica chamada “lucky imaging” (imagem de sorte) onde combinam diversas exposições, depois analisam os resultados e selecionam os 10% mais nítidos que são reunidos em uma única imagem final.

Créditos: Nasa/ Reprodução

As tempestades de Júpiter são gigantes. Suas nuvens de trovoada podem se estender por até 65 km da base ao topo, o equivalente a cinco vezes a altura dos fenômenos semelhantes ocorridos da Terra. Além disso, os raios de Júpiter contêm três vezes mais energia que os chamados "superbolts", os mais poderosos que ocorrem no nosso planeta.

Como destaca a CNN, detectar raios nessas nuvens pode ajudar os cientistas a aprenderem mais sobre a quantidade de água na atmosfera de Júpiter e entenderem a origem do planeta.

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Os novos dados também oferecem a oportunidade de entender o clima de Júpiter, através de informações como padrões de vento, ondas atmosféricas e ciclones, além de gases e calor.

"Este é o nosso equivalente a um satélite climático", ressaltou Amy Simon. "Podemos finalmente começar a analisar os ciclos climáticos".

Via: SlashGear Fonte: CNN
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Gabriel Tagarro

Formado em jornalismo pela Universidade Castelo Branco, é apaixonado por games desde 1994, quando ganhou um Master System. Joga de tudo um pouco, seja no PC ou no console. Ama tecnologia e escreve com prazer sobre tudo que a envolve.

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