Airbus testará narizes eletrônicos para farejar bombas em aeroportos
Créditos: Airbus

Airbus testará narizes eletrônicos para farejar bombas em aeroportos

A tecnologia usa processadores de silício reforçados por células vivas

A Airbus anunciou nesta segunda-feira que está planejando testar “narizes eletrônicos” que utilizam células biológicas para imitar o que os cães farejadores de explosivos podem fazer. Para isso a empresa fará uso de sensores desenvolvidos pela startup Koniku, que serão implementados em diversos aeroportos até o final de 2020.

A tecnologia usa processadores de silício reforçados por células vivas. "Desenvolvemos uma tecnologia capaz de detectar odores – ela está respirando o ar e está essencialmente dizendo a você o que está no ar", disse Oshiorenoya Agabi, fundador da Koniku, ao Financial Times. "O que fazemos é pegar células biológicas, células HEK ou astrócitos - células cerebrais - e modificá-las geneticamente para ter receptores olfativos."

A tecnologia usa processadores de silício reforçados por células vivas.

Por causa da pandemia de Coronavírus (COVID-19), as duas empresas também estão trabalhando em maneiras de detectar riscos biológicos (como um vírus extremamente contagioso). A Koniku destacou que suas soluções podem ser usadas tanto na área de segurança como em aplicações médicas, com narizes eletrônicos que poderiam detectar sinais de câncer da mesma forma que cães treinados podem detectar câncer de próstata com extrema precisão.

Com base no poder de detecção e quantificação do odor encontrado, a solução técnica da Koniku, desenvolvida para atender aos rigorosos requisitos regulatórios operacionais e de segurança de aeronaves e aeroportos, utiliza receptores odorantes geneticamente modificados que produzem um sinal de alarme quando entram em contato com os compostos moleculares que poderiam ser uma ameaça.


"Nariz eletrônico" desenvolvido pela Koniku
 

A detecção de odores desempenha um grande papel na segurança da aviação, com cães farejadores especialmente treinados para este tipo de tarefa. Eles cheiram a bagagem e passageiros com o objetivo de encontrar explosivos ou substâncias ilícitas que emitem odores indetectáveis pelo nariz humano. O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, por exemplo, emprega cães farejadores em aeroportos, postos de fronteira e portos marítimos em todo o país.

Os testes da Airbus com a solução desenvolvida pela Koniku devem começar no quatro trimestre de 2020.

Airbus testará narizes eletrônicos para farejar bombas em aeroportos
Cão farejador usado nos Estados Unidos para detectar substâncias ilícitas em pacotes 
(Crédito da foto: Ohannes Eisele/AFP/Getty Images)

Via: Engadget Fonte: Airbus
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Fabio Rosolen

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