Pesquisadores da Austrália estão trabalhando em drones para detecção do Coronavírus
Créditos: Thomas Griesbeck

Pesquisadores da Austrália estão trabalhando em drones para detecção do Coronavírus

Drone poderá monitorar a temperatura e a frequência cardíaca e respiratória, e detectar quando alguém espirrar ou tossir

Pesquisadores da Universidade do Sul da Austrália (UniSA) estão desenvolvendo em parceria com a empresa canadense Draganfly um “drone para pandemias” capaz de monitorar e detectar remotamente pessoas com doenças respiratórias infecciosas, como a causada pelo Coronavírus (COVID-19).

24/03/2020 às 16:10
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O drone será equipado com um sensor especializado e um sistema de visão computacional que pode monitorar a temperatura e a frequência cardíaca e respiratória. Ele também pode detectar pessoas espirrando e tossindo em multidões, escritórios, aeroportos, navios de cruzeiro, casas de repouso para idosos e outros lugares onde grupos de pessoas podem trabalhar ou se reunir.

A equipe da UniSA liderada pelo Professor Javaan Chahl está trabalhando com a Draganfly para começar a integrar imediatamente a tecnologia em drones para clientes comerciais, médicos e governamentais. Professor Chahl, Dr. Ali Al-Naji e Asanka Perera receberam reconhecimento global em 2017 quando demonstraram algoritmos de processamento de imagens que poderiam detectar a frequência cardíaca de humanos a partir de vídeos capturados por drones.

Desde então, eles têm demonstrado que a frequência cardíaca e a frequência respiratória de pessoas podem ser medidas com alta precisão a 5-10 metros de distância usando drones e a até 50 metros de distância com câmeras fixas. Eles também desenvolveram algoritmos que podem interpretar certas ações humanas, como espirrar e tossir.

Pesquisadores da Austrália estão trabalhando em drones para detecção do Coronavírus
Drone pode monitorar a temperatura e a frequência cardíaca e respiratória

O Professor acredita que esta tecnologia pode ser uma ferramenta de triagem viável durante a pandemia de COVID-19: "Ela pode não detectar todos os casos, mas pode ser uma ferramenta confiável para detectar a presença da doença em um lugar específico ou em um grupo de pessoas."

O professor Chahl disse que a tecnologia foi originalmente pensada para uso em zonas de guerra e de desastres naturais, bem como para monitorar remotamente as frequências cardíacas de bebês prematuros em incubadoras.

Já o CEO da Draganfly, Cameron Chell, disse que sua empresa usará sua experiência em sensores, software e engenharia para trabalhar com a UniSA para integrar e implantar a tecnologia em drones para clientes governamentais, médicos e comerciais.

Fonte: DroneDJ, Universidade do Sul da Austrália (UniSA)
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Fabio Rosolen

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