YouTube volta a monetizar vídeos sobre novo coronavírus
Créditos: 9to5Google

YouTube volta a monetizar vídeos sobre novo coronavírus

Plataforma afirmou que recurso ficará disponível a um número limitado de canais e parceiros de notícias

Em fevereiro, alguns criadores no YouTube perceberam que os vídeos sobre coronavírus na plataforma estavam sendo marcados como "conteúdos sensíveis", causando dúvida nos criadores de conteúdo da plataforma. Pouco depois, Tom Leung, diretor de gerenciamento de produtos do YouTube, confirmou que os vídeos falando sobre o Covid-19 seriam desmonetizados até segunda ordem. A justificativa era de que a pandemia se enquadrava como crise de saúde global (mesma categoria de desastres naturais, eventos trágicos e atos terroristas). Agora, o YouTube voltou atrás e alguns vídeos falando sobre o vírus poderão ser monetizados.

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Alguns produtores de conteúdo estavam evitando comentar o assunto diretamente. O canal Linus Tech Tips, por exemplo, para driblar as restrições da plataforma do Google, utilizou a estratégia de não mencionar as palavras "vírus", "coronavírus" ou "doença", ainda assim falou do impacto da doença no mundo dos computadores.

O YouTube tem tomado mais cuidado antes de exibir anúncios em vídeos dos produtores da plataforma, afinal, os anunciantes não querem ter suas marcas associadas a vídeos de desinformação, com linguagem inapropriada ou aos conteúdos considerados sensíveis. O site faz essa determinação através de uma análise que envolve as palavras utilizadas na gravação e até mesmo a descrição do vídeo.

“Está ficando claro que essa questão é agora uma parte importante e contínua da conversa diária, e queremos garantir que as organizações noticiosas e os criadores possam continuar produzindo vídeos de qualidade de uma forma sustentável”
Susan Wojcicki, CEO do YouTube em nota

Sausan Wojcicki afirma que apenas canais de notícias e um número limitado deles que se auto-certificarem com precisão poderão exibir anúncios nos conteúdos. Isso quer dizer que, além da revisão automática, o YouTube conta com a colaboração do criador para saber mais sobre o vídeo. Caso o dono do conteúdo não concorde com a marcação estabelecida para ele, pode contestar e pedir uma revisão manual.

Via: 9to5Google Fonte: YouTube Creators, YouTube

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