DJI estima que Remote ID pode custar até US$5.6 bilhões para indústria de drones
Créditos: DroneDJ

DJI estima que Remote ID pode custar até US$5.6 bilhões para indústria de drones

O órgão responsável pela aplicação da nova legislação fala em US$582 milhões, 9x menos

Um novo relatório divulgado pela DJI afirma que os custos do Remote ID podem ser muito maiores dos que os ditos pela FAA (Federal Aviation Administration ou Administração Federal de Aviação dos EUA). Segundo a maior empresa no ramo de drones atualmente, os prejuízos para o mercado podem chegar a até US$5.6 bilhões. O órgão de regulamentação, porém, afirma que em 10 anos o custo seria de US$582 milhões, 9 vezes menos do que o previsto pela DJI.

O Remote ID é a nova solução de regulamentação imposta pela FAA. Essa proposta impõe que os modelos que sobrevoarem o solo estadunidense tenham um sistema de registro, que irá identificar informações básicas sobre o drone e o piloto. Os principais problemas são os custos que essa nova lei vai gerar. Será necessário pagar US$30 de mensalidade para o Remote ID. Fora o plano de internet 4G exclusiva para cada aeronave, que será necessário para fazer a conexão com o sistema.

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A DJI fez uma contraproposta para o FAA. A empresa reconhece a necessidade de um sistema de regulamentação dessas aeronaves, já que elas podem causar risco para as demais pessoas e também desconforto. Mas, também entende que a lei deve dar mais liberdade para que o usuário escolha métodos menos restritivos. A solução da empresa é que o piloto escolha qual o método deseja usar. O Drone-To-Phone, lançado pela própria DJI, é uma das alternativas.

A empresa de drones enviou um documento formal de 89 páginas solicitando que a FAA considere essa proposta. Apenas permitindo que o método possa ser escolhido, poderia reduzir muito os custos. Isso porque a solução oferecida pela DJI é gratuita. A mensalidade de US$30 seria economizada. Vale lembrar que possivelmente essa identificação será feita apenas pelos drones da empresa, os demais devem precisar se adequar usando outros métodos.

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O estudo realizado pela DJI foi feito pelo Dr. Christian Dippon, diretor administrativo da NERA Economic Consulting. Ele levou em consideração os valores repassados pela nova regra proposta pela FAA. Segundo esses dados, o custo diário para um usuário que seguisse as normas - que realizasse o pagamento do Remote ID -, seria de US$9,83. A estimativa do órgão de regulamentação era de US$2,50.

Além disso, O Dr. Dippon afirma os impactos não seriam somente para os atuais pilotos, como também para os futuros. Ele estima que a demanda por drones poderia sofrer uma queda de até 10%, caso a proposta fosse aceita da forma que está. Isso resultaria em um impacto de US$5,6 bilhões em 10 anos, nove vezes mais que o previsto pela FAA. A DJI fala em seu documento que “Um requisito de identificação remota caro, oneroso, complexo ou sujeito a vários pontos de falha será um requisito que falhará”.

O tempo de participação da comunidade para opinar sobre a nova regulamentação encerrou na primeira semana de março. Foram recebidas mais de 50 mil comentários sobre a nova lei. A partir de agora a lei passará por revisão, e pode ser alterada antes de ser aprovada. Vale lembrar que o modelo de segurança dos EUA é replicado para outras partes do mundo. Mesmo que no momento o sistema não tenha validade no Brasil, as fabricantes se adequariam a legislação e em questão de tempo seria um modelo padrão em todo o mundo.

Caso queira ainda mais informações sobre os afetados pela nova lei de regulamentação proposta pelo FAA, recomendamos a leitura deste artigo.

Via: Drone DJ
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Ana Luiza Pedroso

Ana Luíza é técnica em informática formada pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e graduanda de Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Compõe o quadro de estagiários do Adrenaline e Mundo Conectado desde 2018, publicando notícias. Aprende muito todos os dias sobre o universo de hardware, games e tecnologia.

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