Cientistas planejam construir um dispositivo que imita buracos negros e permite o teletransporte quântico
Créditos: Futurism

Cientistas planejam construir um dispositivo que imita buracos negros e permite o teletransporte quântico

Pesquisa visa melhorar a tecnologia de computação quântica

Parece algo saído de um filme, mas uma equipe de físicos está planejando construir um “buraco de minhoca” que poderia funcionar como uma ponte entre dois pontos no espaço. O detalhe é que para isso eles precisariam de dois buracos negros quânticos entrelaçados.

29/12/2019 às 11:50
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Na escola aprendemos que nada escapa do campo gravitacional de um buraco negro, nem mesmo a luz, mas de acordo com uma teoria proposta anos atrás, dois buracos negros entrelaçados poderiam ser capazes de transmitir informações quânticas entre eles, ao invés de destruí-las.

Neste caso, estes buracos negros recriariam o fenômeno chamado “teletransporte quântico”. Este fenômeno já é explorado por engenheiros na construção de computadores quânticos e neste caso ele envolve a transmissão de informações criptografadas de uma máquina para outra.

Criar e conectar buracos negros reais em um laboratório está um pouco além das capacidades científicas modernas. Mesmo assim, os pesquisadores Christopher Monroe e Brian Swingle, da Universidade de Maryland, disseram que acham que podem construir circuitos quânticos que se comportariam como buracos negros entrelaçados.

O que chama a atenção é que os modelos iniciais indicam que os circuitos se comportariam exatamente como um pequeno buraco negro se comportaria. Ou seja, o sistema resultante não estaria apenas tentando recriar a atividade de um buraco negro – ele seria indistinguível do buraco negro real.

Cientistas planejam construir um dispositivo que imita buracos negros e permite o teletransporte quântico
Dois buracos negros entrelaçados poderiam ser capazes de
transmitir informações quânticas entre eles, ao invés de destruí-las

Se isso funcionar, os pesquisadores poderiam inserir informações quânticas em um circuito com o buraco negro, que iria embaralhar e consumir as informações. Depois de um tempo, estas informações apareceriam no segundo circuito já desembaralhadas e descriptografadas. Isso seria diferente das técnicas de teletransporte quântico atuais, onde as informações emergem ainda embaralhadas e criptografadas. Por causa disso, é necessário mais tempo para processar as informações e isso também reduz a precisão do resultado final, já que o computador quântico tentará recriar as informações originais.

Embora a ideia de buracos de minhoca ligando pontos no espaço nos faça pensar em viagens espaciais como nos filmes de ficção científica, não é isso o que acontece neste caso. Basicamente os pesquisadores estão trabalhando em novas formas de melhorar a tecnologia de computação quântica.

Fonte: Futurism, Hypescience
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Fabio Rosolen

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