Neurônios biológicos e artificiais conseguem se comunicar através da internet

Neurônios biológicos e artificiais conseguem se comunicar através da internet

Pesquisa pode ser usada para usar IA em partes disfuncionais do cérebro

Cientistas de universidades ao redor do mundo conseguiram criar com sucesso a primeira interação entre neurônios cerebrais artificiais e neurônios cerebrais biológicos. Ambos se comunicaram através da no experimento que colocou os neurônios para enviar, receber e interpretar mensagens.

Pesquisadores da Universidade de Pádua, na Itália, extraíram neurônios de ratos de laboratório. Ao mesmo tempo, pesquisadores da Universidade de Zurique e da ETH Zurique, na Suíça, criaram seus próprios neurônios artificiais em microchips de silício. Para ajudar, pesquisadores da Universidade de Southampton, na Inglaterra, usaram nanotecnologia de ponta para criar dispositivos que ligam os dois neurônios juntos chamados sinapses, ou mais precisamente, memristores.

22/01/2020 às 13:20
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Com a ajuda dessas três entidades, os cientistas de Southhampton conseguiram observar picos biológicos sendo enviados pela internet pelos neurônios biológicos vindos da Itália. Eles então repassaram esses picos para os memristores (sinapses criadas por eles) e os enviaram para os neurônios artificiais em Zurique. O processo foi um sucesso, já que as informações de Zurique também chegaram à Itália.

Ou seja, mensagens são enviadas para e pelos neurônios artificiais através dos mesristores, e os neurônios biológicos conseguem interpretá-las. Isso provar que as Universidades conseguiram fazer com que, pela primeira vez, neurônios artificiais e biológicos se comunicassem bidirecionalmente em tempo real.

"Um dos maiores desafios na realização de pesquisas desse tipo e nesse nível tem sido a integração de tecnologias de ponta distintas e conhecimentos especializados normalmente não é encontrado no mesmo centro de pesquisa. Ao criar um laboratório virtual, conseguimos isso", explicou Themis Prodromakis, professor de nanotecnologia e diretor do Centro de Fronteiras Eletrônicas da Universidade de Southampton.

Essa foi a primeira vez que neurônios biológicos e artificiais interligados se comunicam através de redes globais. A pesquisa significa um avanço para a internet no campo da neuroeletrônica. As pesquisas poderão ser usadas futuramente para substituição de partes disfuncionais do cérebro por chips de IA (Inteligência Artificial).

Fonte: Sciencedaily
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Mariela Cancelier

Mariela é jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina e gosta de jogos de luta e MOBAs. Foi estagiária do Adrenaline e Mundo Conectado e atualmente é redatora freelancer em ambos os sites.

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