Universidade cria gafanhoto ciborgue que identifica explosivos

Universidade cria gafanhoto ciborgue que identifica explosivos

Insetos levam consigo mini mochilas detectoras com sinal wireless

Estudantes da Universidade de Washington nos Estados Unidos criaram gafanhotos ciborgues que podem identificar explosivos. De acordo com a pesquisa, os alunos aproveitaram os sentidos olfativos do gafanhoto americano (Schistocerca americana, em nome científico) para aumentar suas capacidades perceptivas usando tecnologia. O projeto foi financiado pelo Escritório de Pesquisa Naval dos EUA e os pesquisadores acreditam que os gafanhotos poderiam ser usados ??para fins de segurança interna.

De acordo com a pesquisa, os neurônios receptores olfativos nos insetos (localizados em suas antenas) detectam odores químicos no ar, o que poderia aumentar exponencialmente com ajuda da ciência. Cada antena de gafanhoto possui aproximadamente 50.000 desses neurônios.

09/02/2020 às 14:21
Notícia

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O processo começou com a equipe da Universidade injetando vapores de diferentes materiais explosivos em antenas de gafanhotos, incluindo vapores de trinitrotolueno (TNT) e seu precursor 2,4-dinitrotolueno (DNT). Como controle, eles usaram não explosivos. Ao implantar eletrodos nos lobos das antenas dos gafanhotos, os pesquisadores descobriram que diferentes grupos de neurônios foram ativados após a exposição aos explosivos. Eles analisaram os sinais elétricos e foram capazes de diferenciar os vapores explosivos dos não-explosivos.

Assim, os alunos deram mini mochilas para os insetos com sensores capazes de gravar e transmitir a atividade elétrica de suas antenas quase instantaneamente para um computador. As mini mochilas contam com tecnologia wireless, então o sinal não precisa de fios para chegar ao computador dos pesquisadores. Os gafanhotos continuaram detectando com sucesso explosivos até sete horas depois que os eletrodos foram implantados. Depois disso, os insetos morreram de exaustão.

Em um teste controlado, os gafanhotos foram capazes de detectar onde estava a maior concentração de explosivos. A equipe também testou o efeito de combinar informações sensoriais de vários gafanhotos e a atividade neural de sete gafanhotos produziu uma precisão média de detecção de 80%, em comparação com 60% de um único inseto.

Fonte: News Cientist
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Mariela Cancelier

Mariela é jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina e gosta de jogos de luta e MOBAs. Foi estagiária do Adrenaline e Mundo Conectado e atualmente é redatora freelancer em ambos os sites.

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