Vídeo mostra mãe interagindo com versão virtual de sua filha falecida usando VR
Créditos: MBCLife

Vídeo mostra mãe interagindo com versão virtual de sua filha falecida usando VR

Um programa de televisão sul-coreano recriou a imagem 3D e a voz da criança de sete anos

Um programa de televisão coreano começou a viralizar em vídeos da internet. Isso porque ele abordava a história de uma família que perdeu a sua filha de sete anos. Durante o show, chamado de Meeting You, ou Encontrando Você, eles conseguiram recriar a imagem da criança com Realidade Virtual. Inclusive a voz da menina foi refeita, com frases prontas que ela falava para a sua mãe.

A imagem 3D de reprodução não era estática, era possível fazer a interação com a criança. Luvas foram dadas para a mãe da menina, e ela tinha a sensação de estar tocando em sua filha. Ou seja, além dos sentidos visuais e auditivos, ela também tinha os táteis. O óculos de realidade virtual simulava um cenário onde as duas se encontravam e conseguiam conversar e interagir. Nos fones de ouvido era replicado a voz da criança, com algumas frases prontas. Você pode ver o vídeo do momento em que a tecnologia é usada abaixo:

A equipe de televisão foi a responsável pelo desenvolvimento da imagem da criança. Possivelmente a recriação foi feita a partir de imagens e vídeos pessoais da família. Não se sabe se a mãe estava preparada para esse encontro, ou se foi uma surpresa feita pela produção. 

De qualquer forma, isso demonstra os avanços que a Realidade Virtual está passando. Apesar de parecer incrível, devemos levar em consideração os abalos psicológicos que as pessoas podem ter com essa situação. Mesmo com a plena consciência que a sua filha não pode mais interagir com ela, essa realidade paralela pode confundir muito a percepção das pessoas.

Depende muito do modo como cada pessoa enfrenta o seu luto. O vídeo deixa claro que a mãe está muito abalada e que a perda de sua filha ainda é recente. Isso desenvolve uma série de questionamentos  se fazer isso em rede nacional, na frete de muitas pessoas, é ético. Ainda não há pesquisas suficientes para medir a dimensão que isso pode afetar as pessoas.

É necessário que o acompanhamento psicológico seja feito para que mais traumas não sejam desenvolvidos. Perder um ente querido da família já é um processo muito difícil, a tecnologia deve ser usada com cuidado. Isso porque pode ajudá-la a superar, mas também pode deixar o seu consciente perdido.

Via: Kotaku
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Ana Luiza Pedroso

Ana Luíza é técnica em informática formada pelo Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e graduanda de Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Compõe o quadro de estagiários do Adrenaline e Mundo Conectado desde 2018, publicando notícias. Aprende muito todos os dias sobre o universo de hardware, games e tecnologia.

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