Engenheiro cria super câmera que pode tirar fotos até de neurônios funcionando

Engenheiro cria super câmera que pode tirar fotos até de neurônios funcionando

Dispositivo também consegue capturar imagem de objetos transparentes

O engenheiro do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) chamado Lihong Wang desenvolveu a câmera mais rápida do mundo. Agora, mais recente criação (posterior à mais rápida) é um dispositivo que consegue tirar fotos até mesmo de um neurônio em funcionamento. A câmera é capaz de capturar 1 trilhão de quadros por segundo e registrar objetos transparentes. O criador chama essa tecnologia de "phase-sensitive compressed ultrafast photography" (pCUP).

Essa nova câmera criada pelo engenheiro com capacidade de captar objetos transparentes foi, obviamente, baseada no primeiro modelo. A câmera antecessora - a mais rápida do mundo - tinha uma velocidade superior à atual, sendo capaz de capturar 10 trilhões de imagens por segundo. Entretanto, para otimizar o novo dispositivo, Wang precisou abrir mão da velocidade de sua primeira criação. 


Um pulso de laser passando por um cristal (via: phys.org)

A nova câmera com tecnologia pCUP tem capacidade de observar matérias microscópicas e é inspirada na tecnologia de microscopia criada pelo físico holandês Frits Zernike para observar materiais transparentes. Esse método pode "ver" ondas de luz que desaceleram ao entrar em alguma matéria. Como a luz muda de velocidade nessa condição, é possível observar e fotografar a ação. Isso serve para observação de células, ondas de choque a neurônios.

"O que fizemos foi adaptar a microscopia padrão de contraste de fase para fornecer uma imagem muito rápida, o que nos permite capturar fenômenos ultra-rápidos em materiais transparentes", explicou Wang. Ao invés de captar múltiplas fotos como nas lentes comuns, o método faz apenas "uma captura" mostrando tudo que aconteceu até a imagem ser finalizada. 

17/01/2020 às 12:05
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A nova câmera pode ser utilizada em campos da medicina e física futuramente. O engenheiro diz que, com as otimizações, é possível observar os neurônios em funcionamento. "À medida que os sinais viajam através dos neurônios, esperamos ver uma dilatação minuciosa das fibras nervosas. Se tivermos uma rede de neurônios, talvez possamos ver a comunicação deles em tempo real.".

Fonte: TweakTown, Phys.irg
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Mariela Cancelier

Jornalista pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), fui estagiária do Adrenaline/Mundo Conectado entre 2015 e 2017. Gosto de jogos de luta (o que marcou minha infância foi Tekken 4) e MOBAs. Atualmente sou colaboradora de ambos sites e apareço de vez em quando em alguns vídeos e reviews dos canais.

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