Dióxido de carbono sequestrado pode ser usado para reciclar baterias
Créditos: Wikimedia Commons

Dióxido de carbono sequestrado pode ser usado para reciclar baterias

Técnica pode fazer a captura do gás do efeito estufa ser economicamente viável

Cientistas da Universidade de Lyon, na França, desenvolveram um método que usa dióxido de carbono sequestrado para extrair metais úteis de produtos tecnológicos reciclados, como por exemplo baterias de smartphones. Com isso, ficaria economicamente viável capturar esse gás do efeito estufa, que normalmente seria apenas enterrado sem gerar nenhum lucro para quem o capturou.

27/12/2019 às 17:47
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O dióxido de carbono é conhecido por ser a principal causa do aquecimento global contemporâneo, o que leva muitos pesquisadores a buscarem o desenvolvimento de tecnologias que consigam capturá-lo quando ele é emitido de usinas de energia ou outras grandes fontes de emissão. Só que esse tipo de sequestro e armazenamento de carbono é caro e ninguém quer pagar esse preço sem ter um retorno financeiro.

Para contornar essa situação, o cientista Julien Leclaire e a sua equipe buscaram encontrar uma maneira de tornar a captura desse gás lucrativa. Eles começaram coletando gás carbônico de um escapamento de carro.

Depois disso, esse gás foi resfriado e injetado numa mistura de compostos químicos conhecidos como poliaminas. Essa combinação então foi responsável pela criação de diversas moléculas de diferentes tamanhos e formas.

A equipe de pesquisadores da Universidade de Lyon descobriu que esse processo é capaz de organizar misturas de metais, já que um metal se dissolve no líquido enquanto o outro forma um sólido. Nesses experimentos, os cientistas conseguiram separar lantânio, cobalto e níquel – três compostos usados em baterias, celulares, computadores e ímãs.

Via: News Scientist
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Carlos Felipe

Apaixonado por games desde os 6 anos de idade, quando ganhou um Playstation, época em que também se divertia com o Super Nintendo dos outros. Em 2005 migrou parao PC, e aí começou a se interessar por tecnologia também. Apesar disso, nunca conseguiu largar a preferência por jogos de corrida e de esporte, principalmente os de futebol. Estuda jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina.

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