Mauritânia usará drones para combater gafanhotos do deserto
Créditos: DroneDJ

Mauritânia usará drones para combater gafanhotos do deserto

Gafanhoto do deserto é descrito como a praga migratória mais perigosa do mundo

A Mauritânia está se preparando para testar drones para combater gafanhotos do deserto como parte dos esforços da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) para reduzir os danos causados por estes insetos no noroeste da África.

16/12/2019 às 16:40
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Gafanhotos do deserto representam uma séria ameaça à segurança alimentar na região, e a esperança é que a tecnologia aérea forneça uma vantagem na luta contra estes insetos.

A segunda série de testes será realizada de 26 a 31 de janeiro, e deve ser usada para confirmar a durabilidade e a adaptabilidade dos drones em diferentes condições desérticas, de acordo com informações da agência de notícias Sahara Media.

Uma fonte disse à BBC que os drones “rastrearão e monitorarão os gafanhotos do deserto” e com isso será possível enviar alertas sobre os enxames antes que eles cheguem aos locais, o que possibilitará a execução de medidas apropriadas.  

A última série de testes, que foi anunciada oficialmente em setembro de 2019, representará uma "etapa crítica" no avanço da luta contra a praga de gafanhotos, disse Ahmedou Ould Bouh, secretário-geral do Ministério do Desenvolvimento Rural da Mauritânia.

Mauritânia usará drones para combater gafanhotos do deserto

Os testes anteriores foram realizados em 2018 depois que a FAO alocou 1,5 milhão de dólares para o comitê conjunto da FAO na África Ocidental para evitar danos causados por gafanhotos na região, de acordo com a então Ministra da Agricultura da Mauritânia, Lemina Mint El-Kotob Ould Momma.

Espera-se que os testes deste ano confirmem se as melhorias feitas nos drones demonstrarão sua usabilidade nas duras condições do deserto e abrirão o caminho para seu uso mais amplo na região. Espera-se também que os testes reforcem a capacidade de outros países da África Ocidental e melhorem a coordenação entre eles na luta contra os invasores.

O comitê conjunto da FAO na África Ocidental para evitar danos causados por gafanhotos foi criado em 2016 e inclui a Mauritânia, Argélia, Burkina Faso, Marrocos, Níger, Senegal, Chade, Líbia e Mali.

A FAO descreve o gafanhoto do deserto, ou schistocerca gregaria, como a "praga migratória mais perigosa do mundo, com um apetite voraz inigualável no mundo dos insetos".

Mauritânia usará drones para combater gafanhotos do deserto

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Além dos drones, cinco equipes de 10 exploradores serão posicionadas em áreas onde gafanhotos podem se reproduzir, o que também ajudará com o impacto sobre os agricultores e comunidades. Estas equipes serão posicionadas nas áreas destacadas durante 21 dias e consistirão em membros da Argélia, Burkina Faso, Mauritânia, Marrocos, Níger, Senegal, Chade, Líbia, Mali e Tunísia.

Fonte: DroneDJ, BBC
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Fabio Rosolen

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