Somente 10% dos americanos gastam US$ 1.000 ou mais em um novo smartphone

Somente 10% dos americanos gastam US$ 1.000 ou mais em um novo smartphone

Pesquisa apontou também que, em grandes cidades dos EUA, este porcentual é maior

Quando imaginamos como é o perfil de consumo dos americanos, se tratando de smartphones, pensamos que a maioria possui dispositivos topo de linha, como o iPhone 11 Pro Max ou o Samsung Galaxy Note 10+. Contudo, uma pesquisa realizada pela NPD Group revelou que menos de 10% dos consumidores americanos gastam mais de US$ 1.000 em um novo aparelho. Isso significa que a transição para o 5G pode não proporcionar um grande impulso ao mercado de smartphones dos EUA, como muitos esperam.

A tecnologia 5G fornecerá velocidade de download cerca de 10 vezes mais rápida que o atual 4G LTE, o que pode atrair consumidores que normalmente não gastam quatro dígitos em um novo telefone. Pessoas que 'não tiraram o escorpião do bolso' durante meses (ou até anos), para comprar um telefone 5G. Mesmo assim há um grande número de americanos que jamais gastariam US$ 1.000 em um novo dispositivo. Para eles, o preço dos smartphones 5G terá caído bastante, antes da necessidade deles de comprar um.

Pessoas atravessando a rua com seus smartphones

O relatório observou que os americanos que vivem em grandes cidades, como Nova York, estão mais aptos a gastar US$ 1.000, ou mais, em um novo smartphone. Contudo não é certeza se isso se deve à maior renda que as pessoas ganham nessas cidades. O NPD também sugere que, cidades como Nova York e Los Angeles que são centros midiáticos do país, os principais aparelhos têm maior cobertura da mídia do que modelos mais simples. Muitos americanos gostam de ouvir sobre recursos e tecnologias dos lançamentos topo de linha, mesmo que a maioria não possa comprá-los.

A Samsung tentou capitalizar esses dados, garantindo que as principais operadoras dos EUA ofereçam, pelo menos, um de seus modelos Galaxy A de menor preço. O objetivo da Samsung é oferecer um smartphone intermediário com um bom conjunto de câmeras traseira, bateria de grande duração a um preço razoável. Por exemplo o Samsung Galaxy A50 (que em terras tupiniquins está por volta de R$ 1.300), na Verizon você compra por 24x de US$ 10 com uma nova linha, ou US$ 349,99 somente o aparelho sem linha. E estamos falando da versão com 4 GB de memória RAM e 128 GB de armazenamento. Um smartphone intermediário como este, atende perfeitamente uma grande parte dos usuários.

Pegamos outros exemplos como o Motorola One Hyper, com tela FHD+ de 6,5 polegadas, uma câmera selfie de 32MP, 4GB de memória RAM e 128GB de armazenamento por US$ 399,99. Agora se a prioridade do usuário for bateria, o Moto G7 Power, com uma 'suave' bateria de 5000 mAh que pode dar até 3 dias de autonomia, sai por US$ 250, mas se adicionar uma nova linha da T-Mobile, o aparelho é de graça! Aparelho com uma ótima câmera? Que tal um Google Pixel 3a por US$ 399?

10/10/2019 às 09:46
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Se apenas 10% dos americanos possuem um telefone de US$ 1.000, significa que 90% dos americanos têm um dispositivo abaixo deste valor, razão pela qual o iPhone 11 está vendendo mais do que o iPhone 11 Pro e iPhone 11 Pro Max. A Apple surpreendeu a todos ao fixar o preço do modelo de 64 GB em US$ 699,99, US$ 50 mais barato que o preço de lançamento do iPhone XR de 64 GB do ano passado.

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Será interessante revisar esses dados daqui a alguns anos após a tecnologia 5G se tornar dominante. O que acontecerá primeiro: os consumidores dos EUA gastando mais com smartphones 5G mais caros, ou as fabricantes baixarão suas margens de lucro para manter as vendas dos futuros dispositivos 5G?

Fonte: Phonearena
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Jean Oliveira

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