Polícia acaba com golpe de bitcoin que gerou R$ 1,5 bilhão em prejuízo
Créditos: Jus Brasil

Polícia acaba com golpe de bitcoin que gerou R$ 1,5 bilhão em prejuízo

Cerca de 500 vítimas já foram identificadas

A Polícia Civil do Paraná conseguiu desmantelar um esquema de bitcoin que causou prejuízo de R$ 1,5 bilhão. O golpe utilizava uma empresa falsa que arrecadava dinheiro de interessados em entrar no mercado de investimento em criptomoedas. Até agora, a investigação conseguiu identificar cerca de 500 vítimas, mas a estimativa é que mais de cinco mil pessoas tenham sido lesadas pelos criminosos.

Chamada de Midas, a operação que desmantelou o esquema criminoso aconteceu em Curitiba, local em que estava localizada a sede da empresa falsa. Apesar da atuação criminosa acontecer no Paraná, o golpe fez vítimas em pelo menos seis estados, incluindo Bahia, Minas Gerais, Maranhão e Amapá.

Imagem: Agência de Notícias do Paraná

Segundo a Polícia Civil do Paraná, os criminosos chegavam até as vítimas por meio de indicações ou mensagens enviadas por e-mail ou aplicativos. A promessa era que os investidores de bitcoin teriam rendimentos de 3% a 4% ao dia. A farsa começou a se revelar quando os donos do negócio disseram que os clientes não poderiam fazer saques durante seis meses por causa de um suposto golpe que teria ocorrido na Argentina. 

30/07/2019 às 12:26
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Após o período passar, os clientes continuaram sem poder retirar o dinheiro da empresa de investimentos falsa. As investigações da polícia, que duraram cerca de quatro meses, apontaram que nenhum dos envolvidos no negócio tinha autorização para operar no mercado financeiro e o grupo tinha uma movimentação financeira de R$ 156 milhões, abaixo do normal para uma firma que lida com dinheiro.

A Operação Midas cumpre 62 mandados judiciais e, além de atuar em Cuturiba, também teve operações em outras regiões do Paraná. Após o inquérito, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 80 milhões das contas dos envolvidos no golpe, que vão responder por estelionato, associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsificação de documento particular.

Via: ANP
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Mateus Mognon

Mateus Mognon é formado em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina. Vencedor do prêmio SET Universitário na Categoria Reportagem Digital, atua nos sites do grupo Adrenaline desde 2014. Atualmente, colabora para os veículos com notícias, análises e artigos envolvendo tecnologia e games.

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