Foca ajuda cientistas a medir temperatura no Oceano Antártico
Créditos: Sorbonne University / Etienne Pauthenet/Reprodução

Foca ajuda cientistas a medir temperatura no Oceano Antártico

Estudo fez descoberta importante para compreensão das variações de temperatura no globo

Cientistas encontraram uma maneira curiosa de medir as variações de temperatura do Oceano Antártico e as águas que circundam a região. Em um estudo recentemente publicado na revista científica Nature, pesquisadores contam como utilizaram uma fêmea de elefante-marinho-do-sul (facilmente confundida com uma foca) para entender melhor o derretimento das geleiras e como isso pode afetar o clima do planeta de maneira geral.

Os responsáveis pela pesquisa do Instituto de Tecnologia da Califórnia contam que acoplaram um sensor no animal, segundo eles de maneira que não atrapalhasse a locomoção e o dia a dia do ser marinho. A ideia surgiu como uma solução para a grande dificuldade que é analisar o mar em condições de baixíssima temperatura, com o sensor e a foca não é necessário deslocar um pessoal treinado para uma região para colher informação. Além disso, o elefante marinho consegue ir onde os equipamentos têm dificuldade, algo que gerou dados inéditos.

O sensor foi acoplado em 2014 e resultou em um alto número de informações, já que esses animais mergulham até 80 vezes por dia a uma profundidade de até 800 metros. A fêmea percorreu 5 mil quilômetros em três meses, foram cerca de 6,3 mil mergulhos realizados.

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Segundo consta na pesquisa, o estudo dos dados coletados revelaram que o calor estocado nas profundezas do oceano pode ser trazido à superfície por correntes que penetram até a parte profunda. Isso causa um aquecimento da água na superfície, antes já era conhecido o efeito inverso, sabia-se que o calor era capaz de imergir. Com a nova descoberta, a ciência climática pode calcular melhor os efeitos das crescentes irregularidades climáticas nos últimos anos.

Recentemente, cientistas da Universidade de Exerter, no Reino Unido, instalaram alto-falantes no fundo do mar para repopular recifes com a biodiversidade prejudicada. Segundo os pesquisadores, os sons saudáveis são capazes de atrair peixes jovens.

Via: Space Fonte: Nature

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