Sonda Parker enfrenta ventos solares capazes de inverter o campo magnético do Sol
Créditos: NASA's Goddard Space Flight Center

Sonda Parker enfrenta ventos solares capazes de inverter o campo magnético do Sol

Sonda Parker foi lançada ao espaço pela NASA em agosto de 2018

Em agosto de 2018, a sonda Parker foi lançada ao espaço pela NASA e logo se tornou a nave espacial mais próxima do Sol. Com instrumentos científicos de ponta para medir o ambiente ao redor da nave espacial, a sonda completou três das 24 passagens planejadas por partes nunca exploradas da atmosfera do Sol, a coroa solar.

No dia 6 de novembro de 2018, a sonda Parker da NASA esteve a 24 milhões de quilômetros da superfície solar, batendo um recorde de 1976, e um mês depois ela enviou a primeira fotografia captada dentro da atmosfera do Sol.

Em 4 de dezembro de 2019, quatro novos artigos publicados na revista Nature descrevem o que os cientistas aprenderam com esta exploração sem precedentes do Sol.

Nicola Fox diretor do departamento de heliofísica da agência espacial norte-americana, disse que algumas informações coletadas confirmam o que os cientistas já esperavam e outras foram totalmente inesperadas.

Uma das “surpresas” foi a detecção de picos súbitos e abruptos na velocidade do vento solar - com rajadas que podem chegar a 480 mil km/h. A velocidade é tão alta que pode ser capaz de causar a inversões na direção do campo magnético do sol – as inversões são conhecidas como "switchbacks".

Durante um switchback, que pode durar desde alguns segundos até vários minutos, o campo magnético se movimenta como um chicote para trás até que esteja apontado quase diretamente para o Sol.

Juntos, FIELDS e SWEAP, a suíte de instrumentos para a análise de vento solar liderada pela Universidade de Michigan e gerenciada pelo Smithsonian Astrophysical Observatory, mediu clusters de switchbacks nos dois primeiros sobrevoos da sonda Parker.

Outras descobertas da sonda da Parker incluem uma confirmando que os ventos solares não são lineares como se imaginava, apesar de chegarem de forma uniforme à Terra, e uma confirmando que a poeira cósmica não chega ao Sol – a poeira para a mais de 5,6 quilômetros de distância.

Nos próximos seis anos a sonda Parker fará mais 24 sobrevoos do Sol e chegará a 6,2 milhões de quilômetros da superfície no ponto máximo. Com isso ela chegará sete vezes mais perto do Sol do que a sonda Helios 2, que detinha o recorde anterior.

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Os artigos na revista Nature publicados no dia 4 podem ser vistos nos links abaixo:

1 - https://www.nature.com/articles/s41586-019-1818-7
2 - https://www.nature.com/articles/s41586-019-1813-z
3 - https://www.nature.com/articles/s41586-019-1811-1
4 - https://www.nature.com/articles/s41586-019-1807-x

Fonte: TSF, NASA
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Fabio Rosolen

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