O Brasil é o quinto pior país em infrações na coleta de dados biométricos
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O Brasil é o quinto pior país em infrações na coleta de dados biométricos

Estudo investiga a coleta de informações em 50 países ao redor do mundo

Estudo minucioso feito pela Comparitech, empresa de segurança de informação, mostra o Brasil entre os piores países do mundo em infrações relacionadas à armazenagem e uso de dados biométricos. A pesquisa investiga a coleta de impressões digitais em 50 países.

A análise tem como finalidade identificar o objetivo da coleta de dados biométricos, o que está sendo usado e como estas informações são armazenadas. Foram adotadas 5 áreas principais que se aplicam à maioria dos países, onde cada um foi pontuado em até 25. Pontuações altas indicam uso extensivo e invasivo de biometria e / ou vigilância, enquanto uma pontuação baixa demonstra melhores restrições e regulamentações sobre uso e vigilância destes dados.

Créditos: Comparitech/ Reprodução

A China encabeça o ranking dos piores, com 24 pontos. Logo atrás vem Malásia, Paquistão e Estados Unidos. Empatados em quinto lugar estão Índia, Indonésia, Filipinas e Taiwan. Esses países receberam as pontuações mais altas no geral, o que significa, segundo a Comparitech, que estão mostrando uma preocupante falta de consideração pela privacidade dos dados biométricos das pessoas. Segundo a metodologia aplicada no estudo, todos eles usam a biometria de maneira severa e invasiva.

Na outra ponta, dos países que mais se preocupam com a proteção e a privacidade da população, a Irlanda está em primeiro lugar, seguida por Portugal –  ambos com 11 pontos. Depois vem Chipre, Reino Unido e Romênia.

O Brasil, com 18 pontos, é visto com “preocupação”. A pesquisa ressalta que está atualmente em processo de implementação no país um banco de dados nacional que incluirá detalhes de mais de 200 milhões de pessoas e as informações “serão compartilhadas o mais amplamente possível”. Essas informações incluem detalhes biométricos, íris, voz e formato facial, entre outras características biológicas, que já são coletadas para formar documentos de identificação.

O estudo completo, com detalhes e maiores informações pode ser encontrado no site da Comparitech.

Fonte: Comparitech
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Gabriel Tagarro

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