Recurso de prevenção de rastreamento do Microsoft Edge pode atingir o Google
Créditos: Microsoft

Recurso de prevenção de rastreamento do Microsoft Edge pode atingir o Google

Ele é uma das novidades no novo navegador da Microsoft baseado no Chromium

A Microsoft pretende lançar seu novo navegador Microsoft Edge baseado no Chromium no dia 15 de janeiro de 2020. Disponível atualmente em fase de testes para Windows e macOS, ele inclui um novo recurso chamado Prevenção de Rastreamento.

04/11/2019 às 20:13
Notícia

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Microsoft Edge baseado em Chromium chega em 15 de Janeiro

Vale lembrar que a Microsoft adicionou um recurso de proteção de rastreamento ao Internet Explorer 9 em 2011. Ele usava arquivos de texto simples chamados Listas de Proteção de Rastreamento (TPLs) para permitir ou bloquear solicitações de terceiros a partir de domínios específicos.

Este é o mesmo princípio geral do recurso Prevenção de Rastreamento no Microsoft Edge baseado no Chromium, mas a implementação é mais sofisticada e fácil de usar, com múltiplas listas usadas ao invés de uma única TPL.

O jornalista Ed Bott passou uma semana testando este recurso no novo navegador da Microsoft e agora ele publicou um artigo falando como ele funciona e como ele afeta sua experiência de navegação na Web.

Embora este recurso tenha as indústrias de publicidade e rastreamento online em geral como alvos principais, os testes do jornalista sugerem que seus efeitos podem ser sentidos mais diretamente por uma empresa específica: o Google.

A Microsoft ainda não publicou documentação formal para esse recurso. Como resultado, a implementação tem uma sensação de "caixa preta". Também não há uma maneira óbvia de personalizar suas ações ou substituir as listas incorporadas por alternativas de terceiros.

Se você estiver executando a versão mais recente, é possível encontrar o recurso Prevenção de Rastreamento do Microsoft Edge baseado no Chromium acessando a área Configurações > Privacidade e serviços. A interface deste recurso é bem simples e o usuário pode ativá-lo ou desativá-lo facilmente. Os três níveis deste recurso e a opção para gerenciar exceções podem ser vistos abaixo:

Recurso de prevenção de rastreamento do Microsoft Edge pode atingir o Google

Por padrão, a Prevenção de Rastreamento está habilitada e com o nível Equilibrado pré-selecionado. De acordo com a Microsoft, neste nível o recurso pode “bloquear rastreadores prejudiciais conhecidos e bloquear rastreadores de sites que você não visitou” sem afetar a funcionalidade dos sites que você visita. Se o nível Estrito for selecionado, ele passará a “bloquear a maioria dos rastreadores de todos os sites” e pode afetar a funcionalidade de alguns sites que você visita.

Nos testes feitos pelo jornalista, as listas usadas pelo navegador ficam localizadas em uma pasta como essa abaixo. Os arquivos nesta pasta são usados para identificar os rastreadores, com cada m deles contendo uma categoria separada de domínios como Advertising, Analytics, Fingerprinting, Social e assim por diante:

Recurso de prevenção de rastreamento do Microsoft Edge pode atingir o Google

Para conferir o efeito dos três níveis da Prevenção de Rastreamento do novo Microsoft Edge, o jornalista criou uma máquina virtual com o Windows 10, instalou a versão de testes mais recente do navegador e carregou uma seleção de 66 páginas de uma grande variedade de sites da Web. As páginas são principalmente de sites de notícias e de tecnologia que dependem de publicidade e usam uma grande variedade de empresas de análise.

Para seus testes, ele carregou todas as 66 páginas, visitando cada uma delas manualmente e se certificando de que todos os elementos foram carregados. Sem seguida, ele verificou a página Rastreadores Bloqueados, que lista cada domínio bloqueado pela Prevenção de Rastreamento juntamente com uma contagem de elementos bloqueados para cada um dos domínios.

O nível Básico da Prevenção de Rastreamento bloqueou apenas um rastreador, o da Stripe. Se as páginas carregadas fossem menos confiáveis, este nível também poderia bloquear até mesmo mineradores de criptomoedas e até mesmo anúncios maliciosos.

Usando o nível Equilibrado, a Prevenção de Rastreamento bloqueou um total de 2.318 rastreadores – uma média de 35 por página. Deste total, 552 (ou 23,8%) eram de domínios do Google. Para colocar isso em perspectiva, a segunda entrada na lista de rastreadores bloqueados foi o Facebook, que representou 3,8% do total.

Vale a pena notar que esses resultados não devem sugerir qualquer tipo de conspiração contra o Google. O fato de o Google estar no topo de qualquer lista de rastreadores online é um reflexo de seu modelo de negócios e de sua grande presença online. O Google Analytics e Google AdSense estão incorporados em um número impressionante de páginas da Web.

Então, o que acontece quando você eleva o nível de prevenção de rastreamento até o mais alto nível, o Estrito? Talvez não o que você espera.

Com a configuração Estrita ativada, a maioria dos anúncios de terceiros, incluindo banners de grandes dimensões que empurram o conteúdo para baixo de uma forma bem irritante, desapareceram completamente e as páginas foram carregadas bem mais rapidamente.

O jornalista ficou tão surpreso com os resultados usando este nível que acabou refazendo os testes com ele – e com os mesmos resultados. Normalmente você pensaria que um conjunto mais rigoroso de critérios para bloquear rastreadores resultaria em mais itens sendo bloqueados; em vez disso, o oposto acabou acontecendo.

Com o nível Estrito habilitado, o Microsoft Edge bloqueou um total de 739 rastreadores. Este é um número bem abaixo do que foi bloqueado com o modo Equilibrado. As porcentagens para fontes bem conhecidas de rastreamento como Google, Facebook e Adobe eram aproximadamente as mesmas, mas a lista também incluiu um número significativo de empresas de análise, como comScore, Chartbeat e Nielsen.

Em seu PC principal com o Windows 10 executando a versão de testes do Microsoft Edge oferecida através do canal Dev, o jornalista notou que com o modo Estrito habilitado o Google está no topo da lista de rastreadores bloqueados, com 23% do total - mais do que Adobe, Facebook, Twitter e comScore combinados. Curiosamente, a Microsoft está nessa lista, mas na posição de número 11, com cerca de 1,7% dos itens bloqueados.

Por que esta diferença? No nível Equilibrado, o Microsoft Edge bloqueia o acesso ao armazenamento para um grande número de categorias de rastreadores, o que significa que esses domínios podem carregar conteúdo, mas não podem definir ou recuperar cookies. Um grupo menor de domínios de terceiros está impedido de carregar e buscar outros recursos.

Por outro lado, no nível Estrito o acesso ao armazenamento e as cargas de recursos são bloqueados para um grande conjunto de categorias, com elementos como rastreamento de pixels, iframes e scripts completamente impedidos de carregar e buscar outros recursos.

Em ação, a diferença é perceptível. O nível Equilibrado inclui um bom número de anúncios e widgets sociais. Com a configuração Estrita ativada, a maioria dos anúncios de terceiros, incluindo banners de grandes dimensões que empurram o conteúdo para baixo de uma forma bem irritante, desapareceram completamente e as páginas foram carregadas bem mais rapidamente.

Você pode ver quais rastreadores foram bloqueados para uma página específica clicando no ícone do cadeado à esquerda do endereço. Essa ação exibe um menu suspenso como o mostrado abaixo, com a opção de desligar o bloqueio do rastreador para essa página ou expandir a lista para ver de onde os rastreadores bloqueados estão vindo:

Recurso de prevenção de rastreamento do Microsoft Edge pode atingir o Google

O efeito do nível Estrito é notavelmente similar ao que você vê com uma extensão de bloqueio de anúncios. Em seus testes, o jornalista notou que essa configuração era capaz de fazer um site exibir uma mensagem pedindo para que o usuário "desligue seu bloqueador de anúncios". Ela também tem o potencial de quebrar alguns aspectos de uma página, como a capacidade de exibir comentários ou fluxos de login de sites de terceiros.

Os usuários interessados em testar o novo Microsoft Edge baseado no Chromium podem fazer o download do navegador através do link https://www.microsoftedgeinsider.com/pt-br/download.

Fonte: ZDNet
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Fabio Rosolen

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