Golpes no WhatsApp e em redes sociais prometendo emprego crescem 174% em 2019
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Golpes no WhatsApp e em redes sociais prometendo emprego crescem 174% em 2019

Número de detecções do golpe do emprego saltou de 861.962 para 2.368.296 neste ano

De acordo com dados do dfndr lab, laboratório da PSafe especializado em segurança digital, o número de golpes que oferecem vagas de emprego falsas como isca apresentou um crescimento de 174% entre janeiro de outubro de 2019.

Quando comparado com o mesmo período do ano passado, o número de detecções do golpe do emprego saltou de 861.962 para 2.368.296. O dfndr lab detecta, em média, 10 novos links deste tipo de ataque por mês.

Se estiver em dúvida, visite o site oficial da marca supostamente oferecendo a vaga ao invés de clicar no link fornecido

Disseminado principalmente pelo WhatsApp e através de redes sociais, o golpe do emprego falso tem como objetivo principal roubar informações pessoais e as credenciais de login das vítimas. Emilio Simoni, diretor do dfndr lab, disse que a atual situação do Brasil, com elevadas taxas de desemprego, criaram um cenário perfeito para os cibercriminosos investindo nesse tipo de ataque.


“O grande diferencial deste ataque é que, ao ter acesso às credenciais de redes sociais do usuário, como login e senha, o golpista pode se passar por ele para espalhar outros golpes entre seus contatos, além de criar lives e publicações patrocinadas para aumentar a viralização do link malicioso. É comum também que o cibercriminoso utilize dados pessoais da vítima para fraudes financeiras, como solicitar empréstimos indevidos, fazer compras e até abrir empresas falsas”.
-- Emilio Simoni, diretor do dfndr lab

Como o golpe funciona
A vaga de emprego falsa é divulgada usando links quase idênticos aos de marcas famosas, geralmente com a alteração de um ou dois caracteres. Ao tocar no link, o usuário é incentivado a responder uma pesquisa para concluir o suposto cadastro e, posteriormente, compartilhar o link com seus contatos no WhatsApp.

Depois do compartilhamento, o usuário é direcionado para uma página falsa, onde ele pode ser induzido a informar suas credenciais de login de redes sociais ou informações pessoais, como nome completo e o número do CPF.

Golpes no WhatsApp e em redes sociais prometendo emprego crescem 174% em 2019

Segundo Simoni, a tendência é que esses golpes se intensifiquem, principalmente com a aproximação do Natal, já que nesta época do ano há uma grande oferta de empregos temporários. Ele recomenda que os usuários tenham cuidado redobrado com links recebidos de terceiros prometendo vagas de emprego.

Ele recomenda que os usuários não compartilhem links em redes sociais ou no WhatsApp sem verificar sua procedência. Se estiver em dúvida, visite o site oficial da marca supostamente oferecendo a vaga ao invés de clicar no link fornecido.

Fonte: dfndr lab
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Fabio Rosolen

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