Google quer unificar Android com Linux e mostra kernel rodando no PocoPhone F1
Créditos: Afaae

Google quer unificar Android com Linux e mostra kernel rodando no PocoPhone F1

Processo está em fases iniciais, mas pode trazer grandes benefícios

A Google está engajada em tornar o sistema operacional Android mais próximo de sua origem, o Linux. Durante o evento Linux Plumbers Conference, a empresa deu mais detalhes sobre o plano, que está em desenvolvimento desde o ano passado, e até demonstrou seu progresso em um celular da Xiaomi.

O smartphone rodando uma versão mais pura do Android 10 exibido pela companhia foi o PocoPhone F1, modelo da Xiaomi conhecido pelo seu custo-benefício. O dispositivo foi mostrado trazendo somente a base do Linux e sem modificações feitas pela companhia.

Como dá para notar, o smartphone ainda possui muitas funções do sistema desabilitadas e o processo ainda está em fases iniciais. Ainda assim, já é possível ligar o aparelho e fazer o Android com kernel Linux padrão funcionar em um smartphone.

Atualizações mais rápidas

O objetivo da Google com o projeto de adotar o kernel padrão do Linux no Android é tornar a distribuição do sistema unificada e simples, o que faria o processo de liberar atualizações mais ágil. Além disso, o uso da tecnologia com poucas modificações deixaria a vida da empresa mais simples, já que a "linha de montagem" do SO atualmente é bem truncada.

Apesar de ser baseado em Linux, o Android recebe uma tonelada de códigos antes de chegar ao consumidor final. Só da parte da Google, o sistema recebe 32 mil inserções e 1500 remoções em comparação ao kernel original. Isso não inclui as modificações feitas pelas empresas de componentes, como Qualcomm e MediaTek, e das fabricantes do smartphone, que também fazem suas "firulas" antes do lançamento do celular. O gráfico abaixo mostra como esse processo é realizado atualmente.


O kernel passa por muitas modificações e possui uma "linha de montagem" bagunçada. A Google que resolver isso com um sistema modular

De acordo com a Google, o processo de customização é tão grande que é praticamente impossível um celular Android conseguir rodar com o sistema final lançado em outro aparelho. O primeiro objetivo da Google é fazer uma limpeza no número de modificações que diferenciam o seu OS, chamado de Android Common, do Linux padrão, para depois trabalhar com fabricantes de componentes e parceiras.

Mais modularidade, menos fragmentação

Para fazer isso acontecer, a empresa vai trabalhar para trazer ferramentas que atualmente estão presentes somente no Android para a versão padrão do Linux e criar uma imagem do kernel que funciona em todos os smartphones baseados em ARM64.

Além de criar uma ponte entre o Android e o Linux padrão, a empresa também pretende tornar mais abrangente a filosofia do Project Treble, que separa a base do sistema operacional dos updates feitos por fabricantes.

Segundo a companhia, a missão é criar um sistema modular para as donas dos smartphones e empresas de componentes adicionarem suporte para o hardware no sistema com mais independência. Assim, o processo de implementação também seria facilitado, já que a Google entregaria o kernel estável e as fabricantes só teriam que adicionar mais funcionalidades por meio de módulos.

Como o projeto ainda está em desenvolvimento, é difícil dizer se o Linux padrão já estará presente no Android 11 ou até mesmo se veremos essa grande aproximação acontecendo no mercado algum dia. De qualquer forma, vale a pena ficar de olho nas novidades, pois uma maior integração entre Android e Linux com certeza daria mais atenção para o setor de código aberto.

Via: Ars Technica
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