Uber sobrevive mesmo com prejuízo de U$1,2 bilhão, mas como?
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Uber sobrevive mesmo com prejuízo de U$1,2 bilhão, mas como?

Para especialistas, os problemas só devem aumentar e a solução não parece simples

No último relatório da Uber ficou evidente que a empresa não tem lucro, foram registrados U$1,2 bilhão a serem acertados com investidores, empréstimos e prestadores de serviço, mesmo com a receita da empresa subindo em 30% e atingindo U$3,8 bilhões. Com isso, fica a pergunta no ar, como a empresa consegue se sustentar fechando a conta em um negativo histórico?

Uma reportagem recentemente compartilhada pela BBC conta que a empresa que começou com o aplicativo de transporte urbano há 10 anos tem investidores esperando pacientemente que haja um retorno de investimento. Para começar a dar lucro, a empresa pode demorar mais um bom tempo, segundo especialistas.

Adam Leshinsky, autor do livro Wild Ride: Inside Uber's Quest fo World Domination, que conta os passos dados pela Uber para conseguir a "dominação mundial", diz que o grande forte da empresa é seu tamanho gigantesco e como o seu serviço é fácil de ser utilizado. Ele também comenta que, apesar disso, com o tempo as tecnologias da empresa ficam disponíveis a mais pessoas, inclusive empresas de táxi, o que diminui a vantagem competitiva de mercado dela.

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Para o especialista, a Uber tem uma alternativa para sair do prejuízo, aumentar os preços de seus serviços. Mas essa é uma situação delicada, a companhia vive uma briga de preços agressiva com seus concorrentes como a Lyft nos Estados Unidos e até mesmo outros apps ao redor do mundo como o 99 POP aqui no Brasil. Preço baixo foi o que garantiu uma base de clientes grande, mas não quer dizer que será sempre assim, o tempo de subsidiar viagens pode acabar em breve. O prejuízo pode ser uma escolha com prazo para acabar.

Problemas trabalhistas também são constantes, na Califórnia, uma lei foi aprovada exigindo que a empresa trate os motoristas como funcionários e o que pode dar força para leis em outras regiões. Além disso, há ainda a grande divisão entre serviços e as complexidades administrativas disso, como Uber Eats, que chega a representar até 17% da renda.

Fonte: BBC

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