Alphabet investiga como o Google lidou com alegações recentes de assédio sexual
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Alphabet investiga como o Google lidou com alegações recentes de assédio sexual

Funcionários protestaram contra assédio na empresa em novembro de 2018

O mês de novembro marca um ano desde que milhares de funcionários do Google em diversas regiões protestaram contra a empresa de tecnologia em meio a alegações de seu tratamento de alegações de assédio sexual, discriminação e racismo baseados no gênero. Entre as pessoas que protestaram no que ficou conhecido como “Google Walkout”, muitas delas eram mulheres.

Nesta semana o conselho de administração da Alphabet deu início a uma investigação para apurar como os executivos do Google lidaram com as alegações de assédio sexual e outras condutas impróprias. O conselho formou um subcomitê independente para investigar os problemas na empresa e também contratou um escritório de advocacia externo para ajudar na investigação.

02/11/2018 às 13:16
Notícia

Funcionários da Google protestam contra assédio sexual na emp...

As manifestações começaram após uma reportagem relatar caso envolvendo executivo da emrpesa

No último ano, surgiram muitos relatos sobre assédio sexual e conduta imprópria no Google. Andy Rubin, um dos “pais” do Android, foi aparentemente forçado a sair da empresa após legações de que ele coagiu uma funcionária para que ela fizesse sexo oral dentro de um quarto de hotel em 2013.

Em janeiro deste ano, acionistas da Alphabet processaram o conselho de administração por ter supostamente protegido Rubin após sua conduta imprópria. Segundo o jornal The New York Times, o Google pagou a Rubin US$ 90 milhões depois que uma investigação interna descobriu que as alegações de agressão sexual foram consideradas como credíveis.

Também foi descoberto que o diretor jurídico do Google, David Drummond, teve um caso com uma ex-advogada da empresa, Jennifer Blakely, algo que viola as políticas do Google. A lista continua com Amit Singhal, um ex-vice-presidente sênior de busca que recebeu US$ 15 milhões do Google como indenização depois que ele foi acusado de assédio sexual.

Atualmente o Google permanece em silêncio sobre esta questão. Só o tempo dirá se as condições de trabalho melhoram para os funcionários da empresa. Embora os problemas relatados ao longo do ano passado não deveriam ocorrer em qualquer local de trabalho, isso é mais um lembrete de que o assédio e o abuso acontecem, mesmo em empresas como o Google, cujo lema já foi "Don’t be Evil" (Não seja mau).

Fonte: The Next Web
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Fabio Rosolen

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