Conheça os M-Block 2.0, pequenos blocos que na verdade são robôs que podem se montar
Créditos: MIT

Conheça os M-Block 2.0, pequenos blocos que na verdade são robôs que podem se montar

Tecnologia está apenas no começo, mas tem imenso potencial para o futuro

O Instituto de Tecnologia de Massachusetts, mais conhecido como MIT, é famoso pelas suas pesquisas em tecnologia, especialmente na área da robótica. Os cientistas do instituto dessa vez estão mostrando num novo vídeo o funcionamento do M-Block 2.0, um pequeno bloco que parece um brinquedinho, mas que, na verdade, é um robô.

O interessante dos pequenos M-Blocks 2.0 é que eles não contam com articulações ou rodas, mas mesmo assim são capazes de se moverem sozinhos. Eles fazem isso usando seus mecanismos internos para gerar uma força de inércia e meio que "se lançarem" pra frente. Eles são também magnetizados, o que permite ligarem-se entre si e montarem pequenas estruturas.

13/09/2019 às 08:45
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Mas a parte mais interessante dos M-Block 2.0, e o que os diferencia da primeira geração, é um sistema em cada face do bloco que os permite "ler" a superfície de outros blocos, como se fosse um código de barras. Isso possibilita criar trajetos ou comportamentos específicos conforme os blocos se juntam e se montam.

Não só isso, os blocos também são capazes de se juntarem, mesmo sem se "enxergarem". Isso vem de uma tecnologia parecida com "mente de colmeia", que programa os robôs para sempre se procurarem e se unirem.

Para quem não conseguiu ainda imaginar uma utilidade para a tecnologia, o pessoal da MIT tem várias sugestões, como o uso em inspeções, criação de brinquedos, manufaturas e até ajuda no resgate em casos de desastre:

"Imagine um prédio em chamas onde as escadas desapareceram. No futuro, você pode imaginar simplesmente jogar M-Blocks no chão e os assistir construir uma escada temporária para escalar até o telhado, ou para baixo até o porão para resgatar vítimas."

Para ajudar a ter uma noção melhor ainda do potencial da tecnologia, o filme Big Hero 6, da Disney, é um bom exemplo. Claro que estamos falando de uma obra de ficção, uma animação, e talvez a maneira que é mostrada no desenho nunca se torne uma realidade, mas ainda serve pra dar uma inspiração de até onde essa tecnologia poderia chegar se conseguir continuar evoluindo: 

Fonte: The Verge
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João Gabriel Nogueira

João Gabriel Nogueira se formou em jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em 2015 e curte games desde muito antes. Começou com o Master System e o gosto pelos jogos eletrônicos trouxe o gosto pela tecnologia. Escrever notícias e análises de jogos, hardware e dispositivos móveis para o Adrenaline e o Mundo Conectado, além de trabalho é uma alegria e um aprendizado.

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