Repelentes de mosquitos funcionam como capas de invisibilidade para humanos
Créditos: Johns Hopkins Medicine

Repelentes de mosquitos funcionam como capas de invisibilidade para humanos

Pesquisadores estudaram como o mosquito transmissor da malária reage aos compostos químicos

Cientistas estudam a maneira como os repelentes para mosquitos agem desde a sua invenção durante a Segunda Guerra Mundial. Esses compostos químicos eram utilizados por soldados em países onde as taxas de transmissão da malária eram altas. Agora, os pesquisadores trabalharam para identificar com precisão como esses insetos são afetados por essas substâncias. Uma descoberta recente, foi capaz de comprovar que, na verdade, o repelente funciona como uma capa de invisibilidade, "esconde" os seres humanos do radar, evitando as picadas.

Pesquisadores trabalham para
criar material super-comprimível

Pesquisadores do curso de Medicina da Universidade de Johns Hopkins estudaram o sistema nervoso do mosquito transmissor da malária (Anopheles) e descobriram que os repelentes não assustam os pernilongos.

“Nossos resultados dos mosquitos Anopheles nos pegaram de surpresa. Descobrimos que os neurônios do "cheiro" dos mosquitos Anopheles não respondem diretamente ao DEET ou a outros repelentes sintéticos, mas esses repelentes impediam que os odores da pele humana pudessem ser detectados pelo mosquito. Em outras palavras, esses repelentes estavam mascarando ou escondendo nossos odores de pele de Anopheles. ”
Christopher Potter, Ph. D. da Universidade Johns Hopkins

O grupo de pesquisa publicou seus resultados em 17 de outubro na revista científica Current Biology e ajudará no desenvolvimento de novos repelentes mais eficazes. A observação e documentação do comportamento do sistema nervoso das cobaias foram gravadas, no vídeo abaixo é possível ver o que acontece quando o cheiro do ser humano é detectado.

Fazendo a observação dos neurônios, ao soprar repelente nas antenas dos mosquitos, o sistema nervoso não apresentou resposta, demonstrando que o cheiro não é um fator determinante. Pelo menos essa é a impressão, segundo os pesquisadores, o estudo ainda não abordou o comportamento dos produtos químicos através do tato. É possível que o tato, mesmo com substâncias que amenizam o odor humano, não impeça o Anopheles de picar.

“O sentido do olfato nos insetos é bastante notável em sua variedade, e certamente é possível que outros tipos de mosquitos, como os mosquitos Aedes, que podem transmitir zika ou dengue, possam realmente detectar DEET (composto químico que repele insetos). Uma questão-chave a ser abordada seria se essa detecção está ligada à repulsa ou se é percebida como apenas outro odor pelo mosquito ”
Christopher Potter, Ph. D. da Universidade Johns Hopkins

Os pesquisadores dizem que também planejam estudar como outras substâncias são detectadas, como o capim-limão, que funciona como repelente natural de alta eficácia. O estudo pode ajudar a salvar vidas, os mosquitos Anopheles são os portadores mais prevalentes do parasita causador da malária, o Plasmodium, que se espalha através de picadas de infectados. A malária matou cerca de 435.000 pessoas em 2017, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fonte: Eurekalert
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