SpaceX pede para ter acesso a um espectro de mais de 30.000 satélites Starlink
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SpaceX pede para ter acesso a um espectro de mais de 30.000 satélites Starlink

A empresa pode aumentar cerca de 5x o número de naves espaciais lançadas pela humanidade

A SpaceX pediu permissão à União Internacional de Telecomunicações (UIT) para acessar um espectro de mais de 30.000 satélites Starlink. Quando o projeto foi apresentado, ele contava com 12.000 satélites para criar uma rede de internet espacial. Esses primeiros 12.000 já foram aprovados, mas, ao que parece, o plano ficou quase quatro vezes maior.

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A Comissão Federal de Comunicações (FCC), em nome da SpaceX, enviou 20 registros à UIT, cada um pedindo 1.500 satélites. O objetivo seria colocá-los em diferentes órbitas entre 328 e 580 quilômetros de altitude. No entanto, isso pode ser um problema no futuro, já que é nessa área do espaço que se tende a realizar voos com naves tripuladas. Segundo Roger Thompson, da Aeroscape Corporation, essa decisão "terá impacto nos futuros voos espaciais humanos".

Porém, não é certeza que a SpaceX enviará 42.000 satélites para a órbita baixa da Terra. Alguns críticos da empresa acreditam que essa solicitação é uma estratégia para "afogar a UIT", já que ela deve mudar suas regras de uso na próxima Conferência Mundial de Radiocomunicações - que acontece  de 28 de outubro a 22 de novembro. Os reguladores devem estabelecer regras mais rígidas para os empreendimentos de mega-constelações depois disso.

“À medida que aumenta a demanda por Internet rápida e confiável em todo o mundo, especialmente para aqueles onde a conectividade é inexistente, muito cara ou pouco confiável, a SpaceX está tomando medidas para escalar responsavelmente a capacidade total da rede e a densidade de dados da Starlink para atender ao crescimento esperado dos usuários. necessidades. " - Declaração da SpaceX para o Spacenews.

A União Internacional de Telecomunicações é uma entidade das Nações Unidas que coordena o espectro para as operadoras de satélites em nível internacional. Os reguladores nacionais enviam os pedidos em nome das operadoras do seu país e esses registros, por sua vez, são um dos passos iniciais para implantar um sistema de satélites.

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Geralmente, eles são feitos muito tempo antes de uma empresa construir algo para ser lançado no espaço. A partir dos registros, as operadoras (nesse caso, a SpaceX) tem um prazo de sete anos para lançar pelo menos um satélite com as frequências solicitadas e operá-lo por 90 dias. Depois desse processo, outras empresas devem projetar seus sistemas de modo que não causem interferência nesse recém-implantado.

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A SpaceX lançou os primeiros 60 satélites Starlink no início desse ano. Outros 60 devem ser enviados ainda em outubro, e uma nova remessa em novembro. Se ela lançar 30.000 satélites além dos 12.000 já planejados, a empresa será responsável por um aumento de cerca de cinco vezes no número de naves espaciais lançadas pela humanidade.

Via: Engadget Fonte: Spacenews
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Saori Almeida

Saori Almeida é natural do Rio Grande do Sul, técnica em administração formada pelo Centro Tecnológico de Caxias do Sul (CETEC) e estudante de Jornalismo na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Gosta da cultura asiática e nerd no geral e tem interesse crescente por tecnologia e games desde pequena - gosto que se intensifica diariamente na redação.

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