Cientistas que criaram bateria de íons de lítio recebem Prêmio Nobel de Química
Créditos: Ponto Final Macau

Cientistas que criaram bateria de íons de lítio recebem Prêmio Nobel de Química

M. Stanley Whittingham, John Goodenough e Akira Yoshino vão dividir o prêmio de US$ 1 Milhão

Nesta quinta-feira foram anunciados os ganhadores do Prêmio Nobel 2019, que reconhece os méritos de pessoas ou instituições que fizeram descobertas ou avanços em pesquisas e contribuições para a sociedade.

Dentre as seis categorias que constituem a premiação, na parte de Química, os cientistas M. Stanley Whittingham, John Goodenough e Akira Yoshino receberam a recompensa pelo desenvolvimento da bateria de íons de lítio, conhecidas por serem usadas na maiorias dos dispositivos eletrônicos que usamos atualmente.

A importante descoberta não só ajudou a substituir as soluções de chumbo-ácido, níquel e  até mesmo os primeiros projetos de íons que eram bastante reativos e poderiam causar explosões, caso fossem mal utilizadas.

Os três cientistas fizeram parte das equipes que criaram as inovações do projeto da bateria, que teve início na década de 1950, com M. Stanley Whittingham e seu parceiro Fred Gamble, responsáveis por criar o primeiro design funcional da bateria de lítio. Entretanto, o projeto tinha alguns problemas e o “protótipo” do que viria a se tornar uma bateria recarregável tinha muita facilidade de causar acidentes quando sofria algum dano ou era amassada.

Nos anos seguintes muitas melhorias foram feitas, uma delas pela equipe liderada por John Goodenough, que desenvolveu um material catódico mais resistente e, posteriormente, foi melhorada pelo cientista japonês Akira Yoshino.

Como reconhecimento pela descoberta histórica que ajudou a transformar os avanços tecnológicos do mundo todo, os três dividirão um prêmio equivalente a US$ 1 milhão, assim como o prestígio da mais alta condecoração da ciência.

Além disso, essa premiação denotou o John Goodenough, ocupante da Cadeira Cockrell em Engenharia na Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, como o homem mais velho a receber um Nobel, com 97 anos.

Por sua vez, Stanley com 77 anos, atua como professor na Universidade Binghamton, parte da Universidade Estadual de Nova York e Yoshino, com 71 anos é professor na Universidade Meijo, em Nagoya, no Japão, e Membro Honorário da corporação Asahi Kasei.

O trabalho desses homens hoje está presente em smartphones, notebooks, inúmeros dispositivos eletrônicos e até em carros elétricos.

Via: tweaktown, Revista Galileu
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Lucas Alvaro

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