Conheça tudo sobre o drone Skydio 2, forte concorrente para os modelos Mavic da DJI

Conheça tudo sobre o drone Skydio 2, forte concorrente para os modelos Mavic da DJI

Melhorando autonomia de voo e distância de controle, ele seria um drone perfeito em especificações

Faz poucos dias que noticiamos o anúncio do Skydio 2, drone da empresa que leva o mesmo nome. De origem americana, a Skydio tem 10 anos de vida, mas passou a ser realmente conhecida após o lançamento do Skydio R1, seu primeiro drone comercial lançado no ano passado. Inclusive, já fizemos um artigo em texto e um vídeo sobre ela por ter chamado muito a atenção no que diz respeito ao voo autônomo se desviando dos objetos durante o trajeto.

Skydio R1 trouxe efetivamente o voo autônomo (leia-se desviar de objetos no trajeto seguindo um "ponto" (pessoa, carro, etc)) para um nível muito acima de tudo que existia no mercado para consumidores. Porém, ele não se popularizou, e o principal motivo foi certamente o preço - US$2.500 comprando nos EUA. Adicionando as taxas, o preço final fica na casa de US$2.750 em média.

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Para comparação, $2.500 é o dobro de um Mavic 2 Zoom, e ,apesar de se desviar de praticamente tudo e trazer uma câmera 4K 30fps, o R1 tem mais limitações - autonomia de voo baixa de apenas 16 minutos e controle apenas por smartphone são duas delas. Com isso, a distância  de voo não passa de 200 metros, o que o torna um drone bem específico para voar próximo do condutor e limita bastante o nicho de interesse.

Skydio 2

Com o lançamento do Skydio 2, o cenário muda muito e coloca o drone da empresa como modelo a ser batido em várias especificações, além de botar uma pressão sobre a DJI que ela nunca sentiu. Certamente, ao menos em especificações a empresa chinesa passou a ter um concorrente muito forte e com bom potencial de crescimento da noite para o dia, mas logicamente sem comparação em se tratando de quantidade de vendas, já que vai demorar anos para uma empresa se aproximar da DJI se é que isso vai acontecer em algum momento.

Mesmo com as boas especificações do Skydio 2, tirar mercado da DJI a médio prazo é impossível

Autônomo: tecnologia que não depende de comandos para funcionar, agindo de modo independente

Como destaques, o drone Skydio 2 vem ainda melhor do que a versão anterior em relação ao seu maior recurso - voar de forma autônoma se desviando de objetos. A empresa chegou a dizer que o drone pode ser dado para crianças e que se conseguirem bater ele e quebrar, ganhará o conserto de graça. Se não for possível consertar, ela te dá um novo. Brincadeira?

E vocês sabem quem faz o trabalho de cálculos de processamento autônomo: um chip Nvidia Tegra X2, referência no mercado e utilizado inclusive nas primeiras versões de carros da Tesla.


NVIDIA Tegra X2 e a Programação

Ser autônomo para um carro, drone, robô ou qualquer coisa que precisa interagir e tomar "decisões" rápidas é analisar muitos dados e variáveis antes de saber o que fazer. E isso tem dois pontos cruciais: o primeiro é um hardware que consiga fazer muitos cálculos de forma muito rápida, porque um segundo a mais fará a diferença. Sendo assim, o processador é crucial. Se ele não for realmente rápido e bom, simplesmente não será possível a outra parte funcionar.

E a outra parte é a programação, afinal não adianta de absolutamente nada ter um hardware bom se ele não for utilizado da forma correta. Basta você dar um carro de corrida para quem não sabe dirigir, um smartphone cheio de recursos para quem só sabe usar WhatsApp ou um computador potente de última geração para quem vai usar apenas aplicações de escritório. Enfim, nada mais do que alguns comparativos bobos para mostrar que o hardware precisa de um bom software para o casamento perfeito.

De outro lado, não adianta boas ideias e lógica avançada de programação se o hardware, no caso o drone, não consegue calcular todos os dados para decidir o que fazer. Por isso, a Skydio precisava de um processador de alto desempenho, e nada melhor do que apostar em um que já conceituado nesse mercado.

Processamento rápido analisando diferentes situações, entregando algo nunca antes visto em drones, muito a frente de qualquer outra solução para consumidores

É ai que entra a Nvidia com seus processadores da linha Tegra. No Skydio R1, foi utilizado o Tegra X1, e no novo Skydio 2 naturalmente houve uma atualização para a versão mais recente, o Tegra X2. Com essa linha de processadores, a Skydio resolveu uma questão importante: tem o desempenho para seu software, que é o outro lado para tornar possível alcançar o voo autônomo no nível que os drones da empresa tem.

 


6 câmeras 4k analisando tudo

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O trabalho de capturar todo o cenário é feito por nada menos que seis câmeras 4K, sim, além de uma câmera específica para fotos e vídeos. É esse combo de câmeras que captura o ambiente ao redor do drone e joga pro software analisar. Após esse processo, o sistema toma uma decisão para achar a melhor forma de seguir o ponto selecionado, no caso uma pessoa, cachorro, etc.

A empresa destacou que o Skydio 2 executa nove deep networks customizadas para criar um modelo 3D do ambiente com taxa de atualização de mais de 1 milhões de pontos por segundo. Dessa forma, o drone consegue identificar até 10 objetos ao mesmo tempo e desviar de obstáculos com velocidade até 60km/h.

No vídeo abaixo é possível conferir como o drone vê o cenário através de uma das câmeras utilizada para análises. O resto é feito pelo software e logicamente pelo hardware a fim de entregar uma reposta rápida nas tomadas de decisão.

Ainda sobre o recurso autônomo do Skydio 2, uma das grandes mudanças está no novo algoritmo de percepção de profundidade baseado em Deep Learning ao invés de técnicas stereo (fotogramétricas) mais convencionais - o Skydio R1 utilizava percepção de profundidade stereo com 12 câmeras VGA. Essa última, como explica Adam Bry, CEO da Skydio, tem bons resultados em cenas simples, mas começa a apresentar problemas em ambientes com estruturas repetidas ou superfícies sem textura. 

"O que as pessoas fazem é combinar o entendimento da cena contextual com informações fotométricas - quando olhamos para uma cena, sabemos o que são as coisas e, geralmente, como o mundo está estruturado ao nosso redor. E a combinação dessas informações significa que pessoas e animais têm essencialmente uma perfeita percepção de profundidade baseada apenas na visão. Criamos um algoritmo de aprendizado profundo que imita isso [...]." - Adam Bry.


Câmera 4K 60FPS e mais

Mas, um drone precisa mais do que "apenas" voar de forma autônoma para fazer sucesso, e a empresa adicionou uma série de melhorias sobre o modelo anterior. Um exemplo é o sistema de câmera com gilbal de 3 eixos com suporte a resolução 4K em 60fps de 100 Mbps - esse é o primeiro drone desse porte a trazer esse número de frames por segundos na resolução 4K com essa taxa de bit rate.

O sensor utilizado é um Sony IMX577 de 12.3MP 1/2.3 polegadas, controlado por um SoC Snapdragon 605 e GPU Adreno 615. A lente de 20mm tem abertura f/2.8 e ISO 100-3200 para fotos e vídeo, além de 4K 60fps e FullHD em 120fps. Outras características que merecem destaque é a gravação em formato RAW e codecs H.264 e H.265. Abaixo você confere algumas imagens capturadas pelo drone:

2 controles diferentes

Outra grande limitação do primeiro drone da empresa foi sanada: a Skydio lançou dois acessórios que funcionam como controle para o drone. Talvez o mais interessante para o público interessado no voo autônomo é o Beacon, um "mini" controle com alcance de 1.5km. Ele não precisa de um smartphone e pode dar comandos bem interessantes de forma bem simples, sem a necessidade de ficar olhando para o controle e passando despercebido durante a filmagem.

Por "ligar" diretamente o controle e o drone, ambos estão sempre em contato e o drone vai seguir o controle independente da perda de visão. Um sinal faz ambos ficarem sempre conectados e, por comandos rápidos e simples, o usuário pode aproximar ou distanciar o drone. Para gravar cenas como em uma trilha ou volta de bike onde o usuário está sozinho, é so "mandar" o drone seguir e esquecer que ele existe. Através de comandos nesse controle é possível ainda mudar a forma como ele vai seguir, a fim de gerar imagens de diferentes ângulo. E, ao contrário de um Mavic 2, por exemplo, ele não irá parar ao encontrar um mero galho de árvore.

O outro controle tem o formato "tradicional" de drones, com o qual é necessário um smartphone Android ou iOS. Com ele, o usuário tem a visão da câmera e funções mais completas como perfis de voo diferentes e modos de gravação pré-definidos - característica já padrão em todo bom drone disponível atualmente.

Controles não acompanham o drone no valor de US$999

O alcance é de 3.5km, muito acima do que é possível controlar apenas com o uso do smartphone (cerca de 200 metros), mas aqui temos um dos pontos em que os modelos topo de linha da DJI se mantém no páreo, que já alcançam 8 quilômetros. É aquela história: é bem menos, mas no perfil desse produto e para quem ele pretende atingir, não será um grande contra.

O lado negativo é que nenhum dos dois controles acompanham o drone, sendo que cada um custa o valor de US$150, sendo assim o preço sem impostos com ao menos um dos controles sobe para US$1.150.


O Skydio 2 é perfeito?

Mas então: o Skydio é um drone perfeito? Não!

Além da questão de distância de voo, que poderia talvez ficar próximo dos 7 quilômetros, mas ao meu ver o principal problema está associado a autonomia de voo. Sim, ele melhorou comparado ao modelo anterior, mas continua pouco. O Skydio 2 pode ficar voando por até 23 minutos, sete a mais que o Skydio R1 e oito a menos que um Mavic 2. Ruim? hmmmmm não e sim.

Sou uma das pessoas que pensa que o próximo passo é focar em aumentar a autonomia de voo - e focar pesado nisso. Poderia achar alguns argumentos para defender esse perfil de drone frente a um drone como o Mavic 2, que não tem um foco tão grande em "seguir" algo. Se a ideia é seguir e não se distanciar tanto, fica mais fácil de trocar a bateria. Mas você já teve um drone? Se sim, comente e fale o que pensa disso; se não, faça isso ao comprar, porque é algo que me irrita profundamente.

Moro em Florianópolis, uma cidade com inúmeros locais maravilhosos e que rendem imagens espetaculares. Mesmo sendo uma ilha, basta subir o drone para rapidamente capturar imagens muito bonitas. Só que o processo de ligar e chegar em algum local já leva 10% da bateria. Para entender o que fica melhor e qual o ângulo ideal para capturar uma foto, sempre demora um tempo. Se for vídeo, certamente gravar mais de uma tomada no mesmo trajeto ajuda, mas tem o ir e voltar, e isso toma tempo. Por fim, as mensagens de aviso de bateria acabando que normalmente surgem nos 25% restantes -  esse tempo voa tão rápido como o drone mais veloz que existe. Desses 23 minutos, na minha cabeça já entra menos de 15 minutos.

Seria um sonho um drone desse perfil voar por 45 minutos

O Mavic 2 se destaca nesse quesito - é um drone com uma boa autonomia de voo. Mas ficarei muito feliz quando alcançarem os 45 minutos. É um número que parece muito alto, mas, como falei, tirando o tempo perdido teríamos pouco mais de 30 para o  uso real.

Particularmente, acho o tempo de voo umas das características principais onde os drones devem avançar. O uso de drones está muito associado a capturar imagens de ângulos e locais que só do alto podem ser vistas. A bateria com autonomia de voo de "apenas" 26 minutos é muito ruim? Não, mas superar os 30 minutos ou pouco mais, apesar de não parecer muito, é bastante coisa e faria grande diferença na experiência de voo. Até porque, por padrão, todo drone já passa a emitir avisos extremamente chatos para pousar ao restar 25% ou pouco menos da bateria, sim para remover os avisos, ,as eles estão ali porque é necessário. Esse tempo ou pouco menos que normalmente usamos para retornar o drone, deve ser considerado no tempo total como coloquei acima.


Qual será a resposta da DJI?

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E a DJI? Seria no mínimo sem noção simplesmente desmerecer uma empresa como ela por vários pontos bem simples. Ela é a empresa que definiu todo o segmento de drones para consumidores até hoje. Quase tudo que existe de referência em tecnologias para esse tipo de produto foi criado por ela - os drones que podem se "dobrar", sistemas de gimbal que revolucionaram a qualidade de imagem em drones, distância de controle, modos de gravação automática pré-definidos, sem contar o quesito segurança, que é incomparável com qualquer outra do ramo, a DJI investe muito nisso. Não da para comparar a segurança do voo autônomo do Skydio 2 com os sistemas de segurança de voo em alturas muito mais elevadas dos modelos Mavic aliado as tecnologias de segurança via software da DJI, são coisas diferentes, que seriam perfeitas se combinadas.

Mas como falei ninguém pode dizer que a DJI não dá atenção para esse quesito tão importante. Inclusive, já anunciou que todos seus drones lançados a partir do primeiro dia de 2020 trarão um sistema para detectar helicópteros e aviões se aproximando, chamado AirSense, o que é algo bastante interessante para a segurança de todos com a grande popularização desse tipo de produto.

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Em se tratando da qualidade da câmera, é o menor dos problemas para a DJI. Ela comprou a Hasselblad em 2017, que é uma referência quando se trata de fotografia. O Mavic 2 Pro é o primeiro produto efetivo a trazer o selo da marca, mas certamente a expertise está sendo implementada em vários outros. Uma câmera com resolução 4K e 60FPS não será nenhum problema, talvez até já tivesse sido aplicada no Mavic 2 Pro se a concorrência fosse mais forte antes. E será um caminho natural para o próximo drone, especialmente com um modelo como o Skydio 2 fazendo pressão e trazendo essa feature.

Sistema de controle do drone, distância de controle, software de gerenciamento, qualidade do produto - todas características bem comuns em um DJI. Mas, tem um ponto que deve demorar para ela alcançar, e é justamente do que estamos falando desde o início: o voo autônomo. Sim, a DJI é gigante e muito maior do que a Skydio, mas já ficou claro que a empresa chinesa tem um conceito diferente do adotado pela americana. Ela não adiciona peças de terceiros em seus produtos. Ela desenvolve ou compra a empresa, e quando falamos em um chip de processamento do nível do Tegra X2 da Nvidia, não é algo tão simples de se desenvolver.

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Não se projeta algo desse nível de forma rápida e sem alto investimento, sem contar que a Nvidia fez isso considerando uma série de usabilidades que podem retornar o investimento. Algo mais focado em um produto é mais difícil de tirar o retorno. Os modelos Mavic Air e especialmente Mavic 2 trazem o Active Track com função de seguir e desviar, mas são muito limitados e sequer podem ser comparados com a tecnologia da Skydio pelo nível de atenção dada a essa tecnologia em cada um dos drones, que, como explicado acima, já está em um nível bem avançado nos da Skydio - com ajuda inclusive da própria Nvidia para alcançar o melhor cenário.

No entanto, novamente, é a DJI e não será nada anormal se a empresa dar uma atenção maior para esse característica, talvez até comprar alguma empresa especializada a fim de acelerar o processo ou mesmo adicionar algum chip existente visando avançar nesse tipo de feature.


Conclusão

Um modelo tão chamativo pelos seus diferenciais como o Skydio 2 tende a forçar maior competitividade e avanço de tecnologias, além de menores preços, mesmo a empresa ainda possuindo uma fatia muito pequena do real número de vendas. Lembro aqui que outras, como a ParrotYuneec, estão tentando brigar com a DJI há anos, mas não conseguem fazer frente. A própria Skydio, se continuar com bons produtos, demorará anos. Mas, considerando que o Skydio 2 é realmente um drone muito bom, vai fazer a empresa crescer rápido.

Em se tratando de preços, o Skydio 2 se aproxima do Mavic 2 Zoom quando associado a alguns dos controles, já que o drone custa $999 dólares e cada controle $150, isso sempre sem considerar impostos, em média cerca de 10% sobre o valor da compra.

Vale ressaltar outra situação: todo o artigo está baseado em especificações técnicas liberadas pela empresa e relatos de outros sites especializados, já que não testamos o Skydio 2 -  ao menos, não ainda. Mas as críticas estão sendo muito positivas e aparentemente a empresa passou para outro patamar com esse lançamento.

Deixo claro também que, à medida em que mais informações circulem, esse artigo será atualizado para se manter o mais recente possível.

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