Google cria base de dados com 3 mil deepfakes para ajudar a combatê-los

Google cria base de dados com 3 mil deepfakes para ajudar a combatê-los

Com a medida, a empresa auxilia na criação de ferramentas anti-deepfakes

A Google criou um banco de dados com cerca de 3000 vídeos deepfakes para ajudar no desenvolvimento de ferramentas para combater as falsificações. Para quem ainda não está familiarizado, deepfake é uma palavra que veio da junção de "deep learning" e "fake", uma técnica que junta imagens ou sons humanos baseada em técnicas de inteligência artificial. Essa técnica é usada para criar uma situação falsa usando rostos de pessoas, comumente usada para combinar a fala qualquer pessoa a um vídeo já existente.

04/07/2019 às 11:27
Notícia

Projeto da Google "Seja Incrível Na Internet" agora ensina cr...

Programa conscientiza através de jogos e atividades, ensinando conduta responsável na internet

A base de dados divulgada pela Google e pelo JigSaw está disponível no GitHub, com cerca de 3000 imagens. O objetivo é disponibilizar ferramentas que ajudem desenvolvedores e investigadores de vídeos deepfakes a detectá-los. Espera-se que vários modelos de detecção da técnica sejam criados e usados de maneira eficiente. Segundo a Google, essa base de dados já foi incorporada nas investigações universitárias, presente na Universidade Técnica de Munique e na Universidade Federico II de Nápoles.

Deep fake frauda voz de CEO e possibilita roubar 240 mil dólares

Para gerar essas imagens e vídeos depefake, a Google contratou atores já cientes do projeto para gravarem algumas cenas. Depois da gravação, várias imagens foram misturadas, trocando os rostos das pessoas e resultando em vídeos críveis. É possível conferir os vídeos originais e editados para deepfake na base de dados.

"Como qualquer tecnologia transformadora, novos desafios são criados. Os chamados "deepfakes" - produzidos por deep generative models que podem manipular partes de vídeo e áudio - é um deles. Desde sua primeira aparição no final de 2017, surgiram muitos métodos de geração de deepfake em código aberto, levando a um número crescente de vídeos de mídia sintetizados. Provavelmente eles são engraçados, mas outros podem ser prejudiciais para os indivíduos e para a sociedade".
- Google em publicação no seu Blog AI

A ação da Google é um efeito da popularização dos deepfakes. De acordo com especialistas, a tecnologia poderá se aperfeiçoar e ficar "perfeita" até o ano que vem. Ou seja, em 2020 a técnica de deepfake será muito mais realista do que já é, e vai se tornar muito mais popular entre usuários. O deepfake pode parecer engraçado, mas na verdade é muito perigoso. Especialistas já estão preocupados que a tecnologia de troca de rostos possa interferir nas eleições de 2020 nos Estados Unidos, por exemplo.

O vídeo acima do ator e comediante Bill Hader fazendo uma imitação de Tom Cruise é um dos exemplos do poder da deepfake.

Via: Tweak Town
Navegador Opera 65 traz proteção contra rastreamento na Web melhorada

Navegador Opera 65 traz proteção contra rastreamento na Web melhorada

Versão 65 também introduz uma barra de endereços redesenhada e outras novidades


Chrome OS mostrará quando o Chromebook vai parar de receber atualizações

Chrome OS mostrará quando o Chromebook vai parar de receber atualizações

Objetivo da Google é ser mais transparente sobre o tempo de vida dos produtos


Pixel 3 estão desligando sozinhos sem motivo aparente como o Nexus 6P

Pixel 3 estão desligando sozinhos sem motivo aparente como o Nexus 6P

Até o momento, ninguém sabe a explicação para o acontecimento


Falha do Facebook abre câmera de usuários sem pedir permissão

Falha do Facebook abre câmera de usuários sem pedir permissão

Problema veio em uma atualização para dispositivos iOS


Projeto Nightingale do Google coleta dados médicos de milhões de americanos

Projeto Nightingale do Google coleta dados médicos de milhões de americanos

Entre os dados coletados estão resultados de exame e registros hospitalares