NASA divulga experimentos científicos que serão enviados nas missões para Lua em 2020
Créditos: NASA

NASA divulga experimentos científicos que serão enviados nas missões para Lua em 2020

Os projetos são para identificar propriedades da água de lua, campos magnéticos e sinais de rádio

A NASA divulgou quias experimentos vão ser enviados para a lua nos voos comerciais que vão começar a acontecer a partir de 2020. O objetivo é compreender melhor sobre as características gerais da lua e, para isso, serão testadas alguns diferentes projetos. Vão ser levadas tecnologias avançadas para coletar informações sobre a quantidade de água presente na atmosfera e superfície da lua, além disso experiências pretendem medir campos magnéticos e determinar a frequência de sinais de rádio que podem ser alcançados no satélite natural da Terra.

Esses vão ser os primeiros experimentos científicos da NASA que vão ser realizados na superfície da Lua desde a missão Apollo. O esperado é que viagens tripuladas comecem a ser feitas com a missão do programa Artemis. Para que as missões sejam bem sucedidas é importante que o desenvolvimento de algumas tecnologia estejam avançados. 

Medição de magnetismo na Lua para descobrir o processo de produção de água

Os cientistas irão medir o magnetismo da Lua porque essa é uma forma de conseguir aprender sobre a história e o funcionamento dela. Esse processo pode ser aplicado em outros planetas e suas luas também, e a medição é feita usando um magnetômetro. A Lua perdeu seu campo magnético global há mais de um bilhão de anos, apesar disso os pesquisadores conseguiram localizar algumas regiões com magnetismo.

Se for comprovado que esses campos existem, será possível testar uma teoria que diz que: se um fluxo de partículas vindas do Sol, conhecidas como vento solar, colidir com a Lua pode iniciar um processo químico capaz de produzir água, ou o componente hidroxila, que é um "ingrediente" da água. Alguns cientistas sugeriram que uma barreira para esse processo poderia ser campos magnéticos fortes. Alguns pesquisadores pretendem por a prova que um elemento que barra esse processo são campos magnéticos fortes.

"Se, por exemplo, o campo magnético na superfície que medimos for horizontal e for superior a 50 nanoteslas, isso poderá constituir um obstáculo ao vento solar, reduzindo a quantidade de água gerada ou bloqueando tudo" - Michael Purucker, cientista responsável pela liderança da equipe por trás do magnetômetro de fluxo de vetor DC dirigido à Lua.

O estudo vai ser realizado com um magnetômetro que está sendo desenvolvido pela equipe de pesquisadores que pesa cerca de 1,6kg. Ele vai ser implementado na ponta de um "braço" de 2m para conseguir uma medição o mais precisa possível, já que as próprias espaçonaves possuem campos magnéticos próprios.

Estudo de como a água da lua responde às mudanças de temperatura

Esse outro experimento que será enviado à Lua também tem como objetivo aumentar o conhecimento sobre a água lunar. A pesquisa pretende entender melhor como as partículas se formam, como elas se movem durante um dia lunar, se o movimento tem relação com a temperatura, entre outras variáveis que podem contribuir para o armazenamento dos fluidos.

12/09/2019 às 07:34
Notícia

Cientistas encontram água em planeta potencialmente habitável

O K2-18b é o planeta com as características mais aproximadas da Terra, mas está a 110 anos-luz

 

"Depois de fazer as medições, nossa equipe as comparará com observações anteriores feitas por naves espaciais na Lua e com nossas previsões de como as moléculas se comportam na exosfera lunar para testar se nossos modelos são precisos. Precisamos desses tipos de medidas em vários locais da superfície lunar para construir nossa compreensão da exosfera lunar natural tridimensional e como ela responde a perturbações como a exaustão de foguetes" - Barbara Cohen, líder do projeto de pesquisa PROSPECT Ion-Trap.

ROLSES: futuras observações de rádio da Lua

Há ainda mais um projeto que chamado ROLSES (Observações de ondas de rádio na superfície lunar da bainha fotoelétrica). Ele vai estudar as condições que podem afetar futuras observações de rádio da Lua, ou seja, ele é um um espectrômetro de radiofrequência. Ele está sendo desenvolvido com quatro antenas de 2,5 metros de comprimento e mola, feita para facilitar o transporte e poder ser desenrolada após o pouso.

Segundo a NASA, as ondas de rádio têm a menor energia de toda a luz eletromagnética, que é muito bloqueada na Terra por interferências que causam cacofonia. Os observatórios de rádio vão ser instalados no lado mais distante da Lua ou no lado oposto ao ruído do rádio terrestre, justamente para evitar esse problema com cruzamento de sinais diferentes e poder ser monitorado da Terra. Eles também vão poder ser usados para identificar emissões de rádio produzidas pelos campos magnéticos de planetas em outros sistemas solares, o que pode indicar sinais de habitabilidade.

Outros projetos também devem ser enviados para a Lua no decorrer das missões.

Fonte: NASA
User img

Ana Luiza Pedroso

Nvidia lidera mercado de chips edge AI, mas concorrência se intensifica

Nvidia lidera mercado de chips edge AI, mas concorrência se intensifica

Relatório da ABI Research traz novos insights sobre hardware para inteligência artificial


SpaceX pede para ter acesso a um espectro de mais de 30.000 satélites Starlink

SpaceX pede para ter acesso a um espectro de mais de 30.000 satélites Starlink

A empresa pode aumentar cerca de 5x o número de naves espaciais lançadas pela humanidade


Pesquisadores trabalham para criar material super-comprimível

Pesquisadores trabalham para criar material super-comprimível

A ideia é tornar objetos grandes dobráveis, uma bicicleta caberia no bolso, por exemplo


Após desentendimento, Elon Musk e chefe da NASA se acertam com planos para 2020

Após desentendimento, Elon Musk e chefe da NASA se acertam com planos para 2020

Jim Bridenstine está planejando levar astronautas para a Estação Espacial em conjunto com a SpaceX


Cientistas que criaram bateria de íons de lítio recebem Prêmio Nobel de Química

Cientistas que criaram bateria de íons de lítio recebem Prêmio Nobel de Química

M. Stanley Whittingham, John Goodenough e Akira Yoshino vão dividir o prêmio de US$ 1 Milhão