Opinião: o iPhone 11 é o fim da Apple como inovadora nos smartphones

Opinião: o iPhone 11 é o fim da Apple como inovadora nos smartphones

Novidades já estavam presentes no Android, e empresa ficou devendo apresentar algo novo

O lançamento de ontem da Apple não trouxe muitas surpresas para a mesa. Como se trata de um modelo "não-S", uma mudança no design era aguardada, e aconteceu: o módulo com duas ou três câmeras que vem aparecendo faz meses em imagens vazadas foi confirmado como o novo visual. Entre uma e outra novidade, no fim a sensação é que a versão 11 do iPhone não muda muito comparado ao X e Xs. Mas para mim tem uma mudança relevante: esse iPhone marca a primeira vez em que a Apple não lidera nenhuma inovação relevante nesse mercado.

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Para entender esse processo, primeiro é preciso um pouco de contexto: a Apple, através do iPhone, ditou as principais tendências de todo o mercado de smartphones nos últimos anos. Desde a interação essencialmente através de telas sensíveis a toques até uma loja do sistema centralizando a experiência com aplicativos, a Apple muitas vezes nem era a primeira a usar uma tecnologia, mas era a primeira a implementá-la com sucesso e de uma forma que seria invariavelmente imitada pelas demais marcas.

Todas as novidades do iPhone 11 tem um gostinho de "eu já vi isso"

Mas ontem não foi isso o que aconteceu. Todas as principais novidades apresentadas chegaram com um gostinho de "eu já vi isso". Câmeras triplas vem dominando os aparelhos Android desde o ano passado. A fotografia em cenas muito escuras, com uso intensivo de pós-processamento, é algo que já está na linha Pixel faz quase um ano. Na verdade, até o "sneak peak", a olhadinha que eles trouxeram para um futuro recurso de câmera, que combina múltiplas fotos para gerar uma imagem pós-processada final, isso também já está no Pixel 3 desde outubro do ano passado.

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Essa era uma tendência que estava cada vez mais evidente. Coisas como barra de notificações, possibilidade de múltiplos teclados e o swype nele, tudo isso estava faz muito tempo no Android e eventualmente acabou sendo imitado pelo iPhone. O que muda aqui é que o iPhone X, mesmo pegando várias tendências dos Androids, como resistência à água, carregamento por indução, bordas finas em torno do display e tela AMOLED, ainda direcionou a indústria com uma inovação: um sistema bastante complexo de leitura facial como forma de reconhecimento do usuário, algo que seria imitado com menor grau de eficiência por muitas fabricantes e pelo reconhecimento facial mais rudimentar usado no mundo Android.

O iPhone X ditou a tendência do reconhecimento facial, e essa é a última liderança evidente da Apple

Enquanto o iPhone Xs merece "um desconto" por ser um modelo "refresh" dos iPhones, ou seja, normalmente sem inovações relevantes, o iPhone 11 é um aparelho que direciona o futuro dos smartphones da Apple, e a verdade ao fim da apresentação é que não apenas nada de novo apareceu, como até algumas tendências que os Android já vem ensaiando, como é o caso do 5G e telas flexíveis, não deram nenhum sinal.

Como chegamos a isso? Em partes o iPhone sofre o peso de seu próprio tamanho. O aparelho é o mais relevante do mercado, vendido aos milhões, então cometer um erro pode gerar verdadeiras catástrofes, como foi o caso do Galaxy Note7. Isso aliada a importância de manter a marca da Apple como referência em qualidade, acaba tornando a empresa mais conservadora na adoção de novas tecnologias, ao menos até elas estarem totalmente viáveis. Algumas tecnologias precisam ganhar relevância primeiro (5G) enquanto outras ainda nem se mostraram eficientes (telas flexíveis).

25/07/2019 às 10:23
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O line-up mais limitado de produtos da marca, diferente de empresas chinesas e sul-coreanas que "atiram para todo o lado" com todo perfil de aparelho, dando margem até para criar produtos "conceito" como os Huawei Mate X e Samsung Galaxy Fold (falando em riscos de inovar...), fazem com que a Apple também acabe não sendo a primeira a arriscar uma nova direção.

O iPhone segue como a principal referência do mercado, mas não espere mais as inovações tecnológicas aparecendo primeiro nele

Então, isso é o começo do fim do iPhone? Muito longe disso. O aparelho da Apple segue sendo a principal referência do mercado, graças ao mérito conquistado pelo peso da marca e também da excelente qualidade dos dispositivos. O que enfim se consolidou é o fim do iPhone como um aparelho revolucionário. O celular da Apple vai seguir como uma excelente opção, se você não tiver problemas em encarar o alto preço. Mas se quer testar as últimas tecnologias, e em alguns casos até ainda em desenvolvimento e talvez nem finalizadas, é um Android que você deve comprar. E parece que acabou a era em que assistíamos uma apresentação da Apple para saber qual o próximo recurso seria imitado pelas outras empresas.

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