NASA e ESA trabalham em projeto para proteger a Terra contra asteróides
Créditos: Divulgação/ NASA JHUAPL

NASA e ESA trabalham em projeto para proteger a Terra contra asteróides

O experimento, apelidado de DART, vai mudar a trajetória do asteróide Didymos B em 2022

Faz quase dois meses que o asteroide NN3 2019 passou raspando pelo nosso planeta, cerca de 320 mil quilômetros. Já que não temos mais um grupo de perfuradores de óleo comandado por Bruce Willis, a Agência Europeia Espacial (ESA) e a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) estão trabalhando em experimentos do programa de Avaliação de Deflexão e Impactos de Asteroides (AIDA), para o lançamento de pequenas espaçonaves capazes de mudar a trajetória das ameaças e impedir impactos contra o nosso planeta.

O experimento, apelidado de Teste de Redirecionamento de Asteroides Duplos (DART) está sendo desenvolvido por cientistas do Laboratório de Física Aplicada Jhon Hopkins, e não pretende explodir as "pedrinhas" no estilo Armagedom, mas redirecioná-las, alterando a órbita através de impactos cinéticos. A técnica já se provou eficiente e foi testada em pequena escala durante uma missão em 2005. Contudo, quanto maior o corpo sendo desviado, mais força é necessária. Se estiver curioso, a imagem de thumbnail deste texto é uma renderização do protótipo.

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O primeiro objetivo de DART será o sistema de asteroides gêmeos Didymos em 2022. Didymos A tem 780 metros de comprimento, enquanto seu "amiguinho", Didymos B, possui 160 metros. O plano é atirar em Didymos B com um DART, enviado por um foguete da SpaceX, à seis quilômetros por segundo. Enquanto isso, a ESA vai acompanhar os resultados em vídeo através do LICIACube, e enviará a nave espacial Hera para observar a colisão em 2027.

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Apesar de Didymos B não apresentar riscos imediatos à Terra, os asteroides gêmeos são classificados como objetos "potencialmente perigosos". Tomas Statler, membro do Escritório de Coordenação de Defesa Planetária da NASA (PDCO), afirmou que o sistema binário de asteroides é o ambiente perfeito para testes. "O fato de Didymos B estar na órbita de Didymos A torna mais fácil de observar os resultados do impacto, e teremos certeza de que não vai alterar a órbita do conjunto ao redor do Sol", concluiu Statler.

Fonte: ZDNET
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Tadeu Mattos

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