Em meio a uma batalha legal que resultou na proibição do uso do Android e das tecnologias ARM em seus aparelhos, a Huawei divulgou um comunicado repleto de acusações ao governo dos Estados Unidos. Nele, a empresa afirma que autoridades do país arquitetaram ciberataques a suas redes e assediaram diversos de seus funcionários.
Segundo a companhia, o país “usou todas as ferramentas à sua disposição — incluindo poderes tanto judiciais quanto administrativos, bem como outros meios inescrupulosos — para perturbar as operações de negócios normais da Huawei e de seus parceiros”. A lista de acusações inclui a prisão sem fundamentos de empregados e tentativas de convencer membros atuais e antigos da empresa a se virar contra ela.
A fabricante chinesa também afirma que o governo dos Estados Unidos está desenterrando processos civis antigos que já foram resolvidos e, a partir deles, está lançando investigações criminais relacionadas ao roubo de tecnologia. A posição oficial do país é que a corporação age como um braço da espionagem chinesa, algo que ela negou diversas vezes.
Rebatendo as acusações
Apesar das declarações graves sobre tentativas de ciberataques, a Huawei não deixou claro se eles foram bem-sucedidos e quais danos podem ter sido causados por eles. A lista surge em um momento no qual a empresa está em uma “trégua temporária” que a permite continuar realizando operações no país norte-americano.
Na prática, a fabricante ainda está na “lista negra” do Departamento de Estado dos EUA, o que a impossibilita de fazer negócios com empresas que possuem sedes por lá. Em sua declaração, a companhia afirma que investe em pesquisa e desenvolvimento há mais de 30 anos e tem 180 mil funcionários ao redor do mundo, que a ajudaram a ganhar a confiança e suporte de consumidores, fornecedores e parceiros.
“O fato permanece que nenhuma das tecnologias centrais da Huawei foi sujeita a nenhum caso criminal contra a companhia, e nenhuma das acusações levantadas pelo governo dos Estados Unidos foi amparada por evidências suficientes”, afirma o comunicado. Para finalizar, ela afirma que nenhuma companhia se torna um líder global em seu campo através do roubo.
