Pesquisadores criam lente eletrônica que funciona melhor que o olho humano
Créditos: Alan She/Havard SEAS

Pesquisadores criam lente eletrônica que funciona melhor que o olho humano

A tecnologia pode revolucionar as câmeras de smartphones, VR/AR e outros dispositivos

Uma tecnologia desenvolvida por pesquisadores de Harvard pode revolucionar as câmeras e outros dispositivos que utilizam lentes. Baseada no olho humano, uma lente foi criada com capacidades que superam o nosso globo ocular em muitos aspectos.

21/08/2019 às 16:51
Notícia

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A lente em questão é pensada para atuar com dispositivos  e é capaz de corrigir astigmatismo, distorções em imagens e outros problemas de foco. Além disso, assim como o olho humano, é capaz de focar em tempo real graças a um músculo elastômero simulado. Isso tudo sem precisar utilizar um corpo robusto como vemos em câmeras DLSR, uma pequena parte fina e achatada é capaz de cuidar dessas funções.

Essa descoberta só foi possível por causa de estudos anteriores e a descoberta de algo que chamaram de metalens. Nanoestruturas utilizadas para focar a luz. Todo o espectro de luz visível é focado em um único ponto em tempo real, algo que lentes tradicionais só conseguem fazer com todo um suporte mecânico.

Segundo conta o Engadget, agora os cientistas estão trabalhando para deixar o projeto metalente maior, no início ele tinha o tamanho de um glitter. Com trabalhos mais recentes, já é possível fazer uma lente com um tamanho aproximado de um centímetro de diâmetro, tornando possível a utilização possível em uma série de aplicativos modernos.

Apesar de muito promissor, a lente em questão ainda deve demorar para aparecer no mercado e em aparelhos do nosso dia a dia, ainda há um longo caminho de testes e aperfeiçoamentos de compatibilidade. A ideia é fazer com que os elementos dela sejam compatíveis com circuitos de diferentes eletrônicos e computadores em geral. E, na opinião dos envolvidos, pode unir os fabricantes de semicondutores e de lentes utilizando uma única tecnologia

Os pesquisadores responsáveis por esta criação fazem parte de um grupo seleto, os integrantes compõem o grupo da escola de engenharia e ciências aplicadas John A. Paulson em Harvard, conhecida pela sigla SEAS).

Via: Engadget
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